De uma forma, por vezes, confusa, todos sentimos que alguma coisa não está bem no funcionamento deste sistema de informação, embora ninguém negue a sua função indispensável na existência duma Democracia.
O rápido desenvolvimento dos meios de comunicação, a revolução tecnológica e a informática permitiram e promoveram a generalização à escala planetária do acesso da população a todo um sistema global de circulação da informação.
Um grande bem ou um grande mal nos pode advir do uso dos mass media, conforme forem usados para finalidades positivas e de modo correcto, ou para finalidades negativas, se de um modo incorrecto e injuriante.
A nós cabe-nos exercer o dever cívico que nos assiste, apresentando o nosso agrado ou o nosso descontentamento, quando não são cumpridos os compromissos deontológicos a que os profissionais de Comunicação estão vínculados, segundo o Código Deontológico do Sindicato dos jornalistas estes profissionais devem relatar os factos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade, devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso.
A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público. Mais: deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos. Deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja.
A qualidade e a liberdade dos mass media estão cada vez mais ameaçadas pelo apetite económico dos grandes grupos industriais e mediáticos ou mesmo pelos poderes políticos e estatais.
De uma forma, por vezes, confusa, todos sentimos que alguma coisa não está bem no funcionamento deste sistema de informação, embora ninguém negue a sua função indispensável na existência duma Democracia. É “difícil não vermos o lado extremamente uniformizante, empobrecedor e acrítico” que ele “produz, aliada a uma certa passividade e desencanto”, como nos conta Karl Popper, no livro “Televisão, um perigo para a Democracia” (Gradiva, 2012)
A comunicação social tem o imenso poder de promover a felicidade e a realização humana, pois toda ela é um serviço aos outros, é um esforço para a comunhão entre os homens no sentido do bem comum, da verdade acerca da vida, da promoção da liberdade e interdependência reciprocas.
A maioria das comunidades dos profissionais de comunicação deseja utilizar os próprios talentos para servir a humanidade, mas sente-se inquieta e insegura face às crescentes pressões económicas e ideológicas para reduzirem os seus padrões ético-profissionais.
Aos jornalistas, sobretudo aos da televisão que têm cada vez mais poder, cabe a exigência de uma maior reflexão sobre a extensão da sua força, que nunca pode ser de omnipotência ou prepotência.
O desenvolvimento positivo dos media ao serviço do bem comum é uma responsabilidade que a todos nos assiste, é seu dever informar com veracidade, nas palavras e nas imagens, pois o seu poder não nos afecta só a nós, mas atinge toda a humanidade influenciando o seu sentido de vida, da capacidade de pensar, amar, edificar, denegrir ou destruir.
A todos, os que promovem a informação e os que a recebem, é imperiosa uma participação activa, na denúncia dos desvios que deturpam a procura da verdade, centralidade de um espírito de cidadania.


