Rui Gonçalvez

VAMOS LÁ TRATAR DOS “DIREITOS INTERNACIONAIS”

Rui Gonçalves, Arquitecto

“… os “imperialistas americanos de Trump”, apearam do poder um ditador sanguinário que oprimia o povo venezuelano, que se manteve no poder através de um golpe de estado, que era sustentado pelo narcotráfico e pelo terrorismo, mas note-se, todos sabemos que na verdade os americanos apenas executaram a queda de um regime que estava ele próprio em estado de putrefação, e por isso foram elementos próximos de Maduro e das forças armadas venezuelanas que o entregaram às forças norte americanas e o povo, esse, rejubilou por todo o mundo, pelo fim da repressão”

A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, com a captura do seu presidente Nicolas Maduro e da mulher, representa uma “violação dos direitos internacionais”, dizem por aí várias personalidades, em Portugal e pelo mundo fora.

Não sou jurista, nem especialista nestas matérias, mas não é preciso sê-lo para se perceber o óbvio, de facto é fácil explicar que um país não pode, ou não deve, ou não devia, invadir e atingir a soberania de outro, é simples de entender.

A China, a Coreia do Norte, o Irão e a Rússia, estão entre os principais acusadores dos Estados Unidos e claro, de Trump e pelos exemplos logo se percebe a legitimidade que esta gente tem para apontar o dedo seja a quem for, mas já lá vamos. Por cá, levantaram-se as vozes do costume, os puritanos de serviço, quase todos da esquerda e mais alguns ditos do centro, digamos que são os híbridos. Em uníssono gritam “aqui d’el rei que os imperialistas americanos, por ordem desse criminoso Trump, agrediram a soberania de um país e violaram os direitos internacionais” e foi.

Curiosamente, a grande maioria destes que agora se insurgem contra esta intervenção, que durou duas horas e meia, fez cerca de quarenta vítimas, ao que se sabe todos militares e que deixou o país intacto, são os mesmos que nunca se manifestaram, nem nunca se preocuparam com os tais “direitos internacionais” contra a Rússia, por ter invadido a Ucrânia, já há cerca de quatro anos e continua, fez vários milhares de mortos e continua a fazer e já destruiu totalmente um país.

Que legitimidade é que esta gente tem para vociferar contra os Estados Unidos? Pois, nenhuma.

É do conhecimento planetário que Nicolás Maduro perdeu as eleições no seu país e não permitiu que os vencedores tomassem posse, mantendo-se abusivamente no poder, mandando prender, torturar e matar opositores, dando continuidade ao regime totalitário criminoso de repressão do povo, que está instalado na Venezuela desde o seu antecessor, o outro criminoso, Hugo Chavez, precisamente um regime em tudo semelhante aos que vigoram na China, na Coreia do Norte, no Irão, na Rússia, etc…e sobre esta gente estamos conversados.

Mas nessa altura ninguém ouviu estes bons samaritanos a proclamarem os “direitos internacionais”, ou tão pouco os “direitos humanos” e os que se manifestaram, rapidamente esqueceram o assunto e Maduro lá continuou ilegalmente a amordaçar o povo venezuelano, “legitimado”, não pelo voto popular, mas por um “golpe de estado”, porque foi exatamente isso que ele fez. Oh hipócritas desta vida, como é que se retira do poder um ditador, à luz do vosso “direito internacional”?

Talvez digam os tais “direitos internacionais”: Vossa excelência Sr. Kim Jong-Un importa-se de convocar eleições livres no seu país? E ele dirá: Pois concerteza, ainda bem que me fala no assunto, que já me estava a distrair com o prazo. Pois claro que isto é conversa da treta.

Também é do conhecimento geral que o regime corrupto venezuelano, de Maduro, é suportado pelo narcotráfico, que tem na Venezuela uma passadeira vermelha rumo aos Estados Unidos e como, ou quem é que dialoga com narcotraficantes, à luz do vosso “direito internacional”? Também não sabem, pois não? Pois não.

Por acaso também não é do conhecimento geral que existem zonas da Venezuela, onde se treinam terroristas, que por sua vez pagam e sustentam o regime criminoso de Nicolas Maduro, nomeadamente terroristas do Hamas? Ah… já sei, também querem dialogar com terroristas. Pois.

Depois vem a parte do petróleo, do interesse dos Estados Unidos, claro e por acaso não é atualmente a China o destino da quase totalidade do petróleo na Venezuela? É isso, todos sabemos que sim e então, qual é a diferença se passar a ser dos americanos? Deixemo-nos de puritanismos bacôcos.

Em suma, os “imperialistas americanos de Trump”, apearam do poder um ditador sanguinário que oprimia o povo venezuelano, que se manteve no poder através de um golpe de estado, que era sustentado pelo narcotráfico e pelo terrorismo, mas note-se, todos sabemos que na verdade os americanos apenas executaram a queda de um regime que estava ele próprio em estado de putrefação, e por isso foram elementos próximos de Maduro e das forças armadas venezuelanas que o entregaram às forças norte americanas e o povo argentino, esse, rejubilou por todo o mundo, pelo fim da repressão.

Que de seguida tombem os regimes da Colômbia, de Cuba e o Brasil que se cuide e que se limpe de vez a américa latina, rumo à libertação dos povos, ao cumprimento dos “direitos internacionais” e dos “direitos humanos” e ao desenvolvimento dos países. Repare-se nos casos exemplares da Argentina e da Guatemala.

Não há paciência para os hipócritas puritanos desta vida.

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