A uma semana do ato eleitoral para as eleições Presidenciais, as sondagens são como uma montanha russa. Há para todos os gostos. Candidatos também. Mas o eleitor não deve perder o foco da importância que representa este ato eleitoral.
Não estamos perante um concurso de charme, de beleza ou sequer de estatura. Estamos perante um momento fulcral para a democracia e, portanto, para a estabilidade do país. Interna, mas não menos importante, externa.
A eleição presidencial não deve ser palco para disputas antigas, vinganças mesquinhas, nem acerto de contas. Mas é isso a que temos assistido. Para alguns candidatos – movidos por apoiantes que viram nesta eleição uma oportunidade para destilar ódios antigos e mágoas políticas- a campanha tornou-se um terreno lamacento e indigno do cargo a que se candidatam.
Contudo, tais atitudes são reveladoras e tornaram claro o tipo de presidência que cada candidato se dispõe a protagonizar.
Ao longo das décadas e em cada eleição presidencial, a estabilidade e a experiência políticas sempre foram invocadas como argumentos valiosos para escolher o mais alto Magistrado da República. Julgo que tais características devem prevalecer, quando o cenário mundial se (des)constrói entre crises e guerras. Os equilíbrios entre os maiores blocos mundiais tornaram-se frágeis e periclitantes.
Não é altura para experimentalismos amadores.
Não podemos correr o risco de eleger para Presidente de todos os portugueses quem, todos os dias, com a sua ação política, cria fissuras na sociedade, cuja demagogia e populismo só enfraquecem a democracia e querem, a partir de Belém, gerar o caos.
Outros, que se lembraram agora de invocar o património político de Sá Carneiro, querendo protagonizar a direita democrática, saltitam nas redes sociais, quando há pouco tempo diziam que não eram atraídos pelo cerimonial que o cargo exige. A Presidência da República não pode ser um capricho.
Devemos, por isso, ponderar que tipo de Presidente queremos em Belém, no momento que vivemos.
Não tenho dúvidas: Ambição, previsibilidade e ética. A segurança da experiência política. O país merece.
Luís Marques Mendes é o candidato melhor preparado, o mais experiente, que defenderá a estabilidade que o país precisa. É esse o papel do Presidente da República.


