António José Seguro: o candidato para a Democracia

Maria Antónia Almeida Santos, Jurista, Ex-Deputada do PS

Há uma palavra antiga que ajuda a compreender o papel que hoje se exige ao Chefe de Estado: “Condestável”. Não no sentido militar ou autoritário, mas como figura de guarda e fiel da proteção da ordem comum. O “Condestável” da democracia é aquele que defende o regime democrático.

Votar não é um gesto neutro e a escolha de um candidato também não o é.
As eleições presidenciais que se avizinham não são exceção e, como tal, não votaremos apenas por preferências políticas ou afinidades ideológicas, mas também por que tipo de relação queremos entre o poder, as instituições e a democracia.

Num tempo marcado pela polarização, pela tentação do protagonismo excessivo e pela erosão da confiança pública, a pergunta essencial impõe-se: que candidato serve melhor a democracia portuguesa?

A eleição para a Presidência da República não é: nem um palco nem uma trincheira e muito menos uma sitcom que dê audiência a populismos. A Presidência é – e deve ser – uma instituição de contenção, equilíbrio e respeito escrupuloso pelo Estado de direito. Exige sobriedade no discurso, prudência na ação e um profundo sentido institucional. Exige alguém que compreenda que o poder presidencial ganha força precisamente quando sabe interpretar os limites que o mesma impõe.

António José Seguro surge, neste, contexto como uma escolha clara para quem navega rumo à democracia constitucional e à tona do ruído político. A sua trajetória revela uma relação consistente com as instituições, sempre com a responsabilidade e o diálogo como apanágio e sem nunca, no entanto, fugir à confrontação. Num momento em que tantos parecem querer usar Belém como arma política ou palco pessoal, Seguro representa a ideia de que o Presidente da República deve ser timoneiro.

Fundamentalmente, optarei, com o meu voto, por alguém que entendo percecionar a Presidência da República sob o prisma da moderação, da dignidade e do respeito pelo Estado de direito.

Há uma palavra antiga que ajuda a compreender o papel que hoje se exige ao Chefe de Estado: “Condestável”. Não no sentido militar ou autoritário, mas como figura de guarda e fiel da proteção da ordem comum. O “Condestável” da democracia é aquele que defende o regime democrático. Com firmeza tranquila e sem excessos de opinião, vela sempre pela harmonia constitucional.

Acredito que este é o papel que António José Seguro se propõe desempenhar: o de um Presidente que protege a democracia.

Votar em António José Seguro é, nos tempos que correm, um ato de resiliência democrática.

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