Salvar a Europa

Susana Mexia

Irene González, jurista e escritora, no seu livro “Salvar a Europa” não hesita em nomear o que muitos têm medo de dizer: a Europa está à beira do abismo. Esta obra é uma denúncia clara e documentada de como a nossa civilização cristã ocidental está sendo desmontada pedaço por pedaço pelas elites globalistas, pela imigração em massa planeada e pela engenharia social que, sob a máscara da democracia e dos direitos humanos, destruiu identidades, raízes e valores comuns.

De há alguns anos a esta parte o Ocidente tem vindo a ser atacado por algumas calamidades, consequência de “engenharias sociais” que lhe são alheias, infiltrando-se, minando, corroendo e fragilizando as suas defesas.

Diagnosticado o problema, verifica-se que nas últimas décadas foram várias as intempéries que se foram abatendo neste espaço cultural privilegiado: batalhas culturais, sociais, morais e religiosas; democracias liberais e permissivas que não defenderam a sua identidade, que transformaram a demografia, apostaram num transumanismo tecnológico, destruindo a consciência humana, invertendo os valores, gerando um vazio existencial degradante e desagregador de todos os seus intervenientes.

Uma Europa sem virtudes, sem normas, sem regras e sem referências torna-se terreno propício ao implemento duma “globalização” total, uma nova forma de tirania mascarada ou travestida de “uma aparente democracia sob o caos dum mundo unipolar, sem sexo biológico, sem fronteiras, sem referências, sem tradições, “sem pátria, sem Deus, sem família, sem solidariedade, indefesa, num estado permanente de “voo low cost”, numa aparente liberdade de partida a todo o momento com destino a lado algum, mas com excessivas e absurdas chegadas concretizadas, mercê dum “anónimo projecto”…

Europa, não deve ser confundida com “União Europeia”. A Europa é um espaço civilizacional formado pelas grandes nações europeias e sendo a Europa, acima de tudo, a Civilização Cristã Ocidental, corre perigo de extermínio, tendo de ser salva da União Europeia que a colocou em perigo.

A União Europeia é um órgão burocrático recente, que se tornou um Leviatã* supranacional, absorvendo a soberania dos Estados-nação.

Apagou ou diluiu identidades nacionais, impôs valores estranhos à nossa civilização cristã e, além disso, planeou o empobrecimento material e espiritual dos europeus para os enfraquecer e subjugar.

Concentrando o poder numa estrutura supranacional, a EU ilimitada, decide em nome de todos, apagando o que unia as nações europeias: as suas raízes cristãs e a identidade nacional, tradições e os valores, em prol duma alegada teoria de não magoar ou minimizar gentes de outros credos, cores e feitios.

Hoje, a União Europeia é uma organização burocrática, aparentemente intocável, que impõe a sua própria moralidade baseada na diversidade, na sustentabilidade, e em outros absurdos vocábulos wokistas que visam submeter-nos aos seus planos globalistas totalitários.

A imigração é fundamental para a sociedade, e sempre houve emigração na Europa, porém emigração em massas nos moldes em que agora acontece, temos de reconhecer que não é um fenómeno natural, mas foi estrategicamente planeado com a consequente abertura deliberada de fronteiras, máfias organizadas para o tráfico de pessoas e orçamentos públicos destinados a apaziguar e colmatar as fragilidades de quem chega, muitas vezes também, seduzidos por promessas irreais.

Assim uma Nação se sente estrangeira, humilhada, invadida na sua nossa própria casa, alheia e vulnerável. O objetivo é que sejamos mesmo seres isolados, resignados, com medo de sair à rua, na medida em que toda a realidade se alterou.

Constatámos há bem poucos dias como a tão tradicional festa cristã do Natal, foi alvo de omissão por parte de alguns governantes duma forma vergonhosa, revelador duma ausência de responsabilidade cultural, ética, moral e civilizacional. Fazem parte do mesmo globalismo anti-humanista, substituíram as virtudes clássicas por pseudovalores woke e, com alguma dificuldade, até representaram muito mal o seu papel…

Irene González, jurista e escritora, no seu livro “Salvar a Europa” não hesita em nomear o que muitos têm medo de dizer: a Europa está à beira do abismo. Esta obra é uma denúncia clara e documentada de como a nossa civilização cristã ocidental está sendo desmontada pedaço por pedaço pelas elites globalistas, pela imigração em massa planeada e pela engenharia social que, sob a máscara da democracia e dos direitos humanos, destruiu identidades, raízes e valores comuns.

A autora denuncia como a União Europeia – que muitos julgavam ser uma garantia de paz e progresso – se tornou, na realidade, a principal ameaça à Europa autêntica, com o secularismo e outras religiões, nomeadamente o islamismo.

Com a firmeza de quem acredita no que diz, a autora também aponta os responsáveis desta agenda destrutiva e explica quais os passos urgentes que devemos dar para salvar a nossa civilização antes que a indiferença e o medo nos condenem a desaparecer.

São rostos visíveis de um sistema mais profundo: Von der Leyen, Soros, Gates, entre outros, cujo objetivo é dividir em castas e transformar-nos em escravos “felizes por não termos nada”. Importa compreender que não existe um único inimigo com nome, mas uma elite com agendas diferentes, porém um objetivo comum: o controle global e a destruição da liberdade.

Face ao silêncio da informação, a autora do livro apela aos cidadãos europeus, para recuperar a identidade cristã, derrubar as mentiras do globalismo com coragem para defender a verdade e a dignidade humana.

Devemos erguer a Cruz, não apenas como símbolo material em praças e escolas, mas também espiritualmente: “lembre-se de que não estamos aqui para produzir e consumir, mas porque somos filhos muito amados de Deus e temos uma missão maior a cumprir”.

O livro teve um sucesso enorme em Espanha, sendo recente já tem uma segunda edição, o que nos leva a concluir, que a mensagem foi forte e oportuna para os espanhóis e europeus que ainda sentem que pertencem à sua terra, às suas origens e à sua tradição cristã.

A Europa enfrenta um momento crucial para sua sobrevivência como civilização, tendo sido privada de sua identidade espiritual e liberdade política. Com uma análise provocativa e fresca, a autora apresenta uma visão da nova ordem que persegue a Europa sob a perspectiva de uma geração decepcionada diante de uma realidade social destruída pela democracia liberal. Uma abordagem esclarecedora para as novas formas de poder e sua evolução rumo a um sistema tecnocrático sob uma ditadura emocional. Acima de tudo, é um livro sobre a guerra espiritual travada pela Europa e pelo restante Ocidente. Muito mais profundo e decisivo do que a batalha cultural ideológica, onde está em jogo salvar a civilização ocidental.

No entanto, é um livro esperançoso que nos convida a recuperar a verdade e as raízes cristãs da Europa para impedir a sua dissolução e preservar a sua identidade. Um texto essencial para quem busca respostas e inspiração.

Um livro para defender uma Europa livre, fiel às suas ancestrais raízes, apelando à sua reconstrução espiritual com as virtudes inerentes que estão a ser desprezadas. Somente desta forma “o melhor dos mundos desenvolvido, belo, verdadeiro e humano pode ser criado”.

Irene González publicou esta sua primeira obra, um ensaio provocador contra os conceitos que destroem a nossa sociedade: o liberalismo, que para alcançar a emancipação de toda opressão sobre o indivíduo, precisou de rejeitar os valores que transcendem o homem, como o amor verdadeiro ou verdades fortes, considerando tudo o que é transcendente como correntes que oprimem a liberdade.

Este livro aborda a guerra espiritual, muito mais profunda e decisiva do que a ideológica, travada pela Europa e pelo restante do Ocidente, onde está em jogo a sobrevivência de uma civilização cristã. E o islamismo é mais uma ferramenta do globalismo para destruir a nossa civilização transformando cada indivíduo numa máquina dócil de produção.

Para alcançar isto, “eles precisam de uma narrativa de gaslighting** que transforme as vítimas da islamização em racistas ou teóricos da conspiração para expulsá-las da sociedade, causando uma ruptura entre cidadãos que sofrem de multiculturalismo nos seus bairros”. O Islão, em resumo, é o processo descivilizador do Ocidente.

*Leviatã é um peixe feroz citado na Bíblia, que pode ter interpretação mitológica ou simbólica.

**Gaslighting ou gas-lighting é uma forma de abuso psicológico na qual informações são distorcidas, selectivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade. O termo deve a sua origem à peça teatral Gas Light e às suas adaptações para o cinema.

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