Foi oferecido em Luanda ao Santo Padre, Leão XIV, o livro “Igrejas Históricas de Luanda e o Santuário da Muxima”, uma edição promovida pela ACDA – Associação para a Cultura e Desenvolvimento de Angola, em parceria com o PEDiP – Projecto de Estudo e Divulgação do Património.
A obra entregue ao Papa Leão XIV dedica particular atenção ao Santuário de Nossa Senhora da Muxima, descrito como um dos mais importantes centros de devoção mariana de Angola e de África.
Trata-se de uma edição limitada, bilingue (português|inglês), com Prefácio de Dom José Imbamba, Presidente da CEAST – Conferência Episcopal de Angola e São Tomé – e o Arcebispo de Saurimo, publicada expressamente a propósito da Visita Apostólica do Santo Padre Leão XIV a Angola.
Inclui a descrição e o contexto histórico de cinco igrejas emblemáticas de Luanda – Igreja do Cabo, Igreja dos Remédios, Sé de Luanda (antiga Igreja de Jesus), Igreja do Carmo e Igreja de Nossa Senhora da Nazaré – e de forma especial o Santuário da Muxima, um dos mais importantes centros de devoção mariana de Angola e da África central.
O livro entregue ao Papa Leão XIV pelo arcebispo de Saurimo e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, representa “um gesto que sublinha a importância da preservação do património religioso angolano e o reforço dos laços com a Igreja universal,” diz o jornal Mercado de Angola.
A entrega da obra ao Sumo Pontífice ocorreu no contexto de uma audiência marcada por forte simbolismo, em que foi destacado o valor histórico, espiritual e cultural das igrejas e santuários de Angola.

A obra mostra “um olhar aprofundado sobre a presença do cristianismo em Angola desde 1575, ano da chegada de Paulo Dias de Novais à ilha de Luanda, destacando o papel das igrejas como espaços de fé, memória e identidade colectiva”, segundo o jornal Mercado de Angola.
No prefácio deste livro, Dom José Manuel Imbamba escreve que: “O património religioso constitui uma das expressões mais profundas da história espiritual, cultural e social de um povo. Igrejas, santuários, imagens sacras e práticas de culto não são apenas testemunhos materiais de uma tradição religiosa; são, de igual modo, sinais vivos da fé que atravessa gerações e molda identidades, sensibilidades e formas de convivência comunitária.”
O texto acrescenta ainda que as igrejas históricas de Luanda “não são apenas monumentos arquitectónicos”, mas “espaços de memória onde se entrelaçam evangelização, vida comunitária, arte sacra e tradição cultural”.
A preocupação que o Papa Leão XIV mostrou em Angola com os jovens é partilhada pelo presidente da CEAST, que anunciou durante a visita papal a criação do Instituto Missionário Masculino “Mama Muxima”, destinado a responder às necessidades evangelizadores dentro e fora de Angola, bem como uma aposta na juventude e nas associações laicas como pilares fundamentais para o futuro da Igreja.
A obra entregue ao Papa Leão XIV dedica particular atenção ao Santuário de Nossa Senhora da Muxima, descrito como um dos mais importantes centros de devoção mariana de Angola e de África, sublinha o jornal Mercado de Angola.
Ainda segundo o prefácio, este espaço tornou-se, ao longo de gerações, “lugar de peregrinação, de oração e de esperança para milhares de fiéis”, sendo um elemento central do património religioso e espiritual do país.
A análise da iconografia, das imagens sacras e dos elementos arquitectónicos presentes nas igrejas e santuários é também destacada na dimensão artística e simbólica da religiosidade angolana.
“Nas suas paredes, nos altares e nas imagens veneradas pelos fiéis encontram-se sinais de uma história rica, marcada pelo encontro de culturas e pela transmissão de valores espirituais”, refere o texto.
A publicação surge também como homenagem à visita do Papa Leão XIV a Angola, considerada pelo autor do prefácio como um momento de “graça e de grande relevância para a Igreja e para a sociedade angolana”, reforçando a comunhão com a Igreja universal.
Reconhecimento à ACDA
No encerramento do prefácio, é feita uma menção especial à Associação para a Cultura e Desenvolvimento de Angola (ACDA), na pessoa de Teresa Jalles e da sua equipa, pelo apoio na concretização do projecto editorial.
“O livro é apresentado não apenas como um trabalho académico e histórico, mas também como um testemunho de fé e identidade, que procura projectar para o futuro a riqueza espiritual construída ao longo de séculos em Angola”, refere o jornal angolano.


