Segundo a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD), Portugal “deve usar esta posição competitiva única para afirmar o Douro como o destino de turismo fluvial de referência da Europa do Sul, em competição direta com o Reno e o Danúbio.”
A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) revela as suas posições estratégicas para o futuro do turismo fluvial na via navegável do Douro, sustentadas nos dados da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).
Com 1.388.646 passageiros registados em 2025, o que representa um crescimento contínuo pelo oitavo ano consecutivo e um impacto económico estimado entre 350 e 450 milhões de euros, a AAMTD defende que “o Douro já não pode crescer sem estratégia: precisa de um Plano Nacional.”
Os dados da APDL são inequívocos: 113 operadores, 252 embarcações, 16.974 eclusaçens e mais de 31.500 escalas registadas em 2025.
Um setor que sustenta diretamente entre 6.000 e 8.000 postos de trabalho e que atrai anualmente centenas de milhares de turistas oriundos dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Austrália, ou seja, mercados de alto valor e longa distância, com elevado impacto nas economias locais de todo o Vale do Douro.
A AAMTD defende a criação de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo Fluvial no Douro, com horizonte 2030, envolvendo o Governo, a APDL, as autarquias ribeirinhas e os operadores privados.
A associação alerta que “um setor que vale 400 milhões de euros por ano e emprega mais de oito mil pessoas de forma direta não pode continuar a crescer sem um enquadramento estratégico que assegure a sua sustentabilidade, competitividade e capacidade de planeamento a longo prazo.”
A AAMTD está preocupada com “o risco de estrangulamento das infraestruturas críticas da via navegável do Douro.” Com 16.974 eclusações realizadas em 2025, mais 9% do que no ano anterior, e episódios de avaria documentados nas eclusas de Crestuma-Lever, Bagaúste e Carrapatelo, a associação exige ao Estado português um plano de investimento urgente nas infraestruturas fluviais.
A direçao diz que a associaçao naval “considera que a capacidade atual das eclusas representa já um limite estrutural ao crescimento do setor, e que sem intervenção imediata corre-se o risco de comprometer a experiência dos turistas e a competitividade dos operadores nacionais face à concorrência europeia.”
A AAMTD representa os principais operadores da via navegável do Douro, incluindo a Douro Azul, a CroisiEurope, a Tomaz do Douro, a Rota Ouro do Douro e a Viking Cruises, num total de cerca de 33 associados que, em conjunto, são responsáveis pela esmagadora maioria dos 1.388.646 passageiros registados em 2025.
A associação posiciona-se como o interlocutor privado de referência para o Estado português e para as autoridades portúarias em tudo o que diga respeito ao futuro do turismo fluvial no Douro.
Os dados de origem dos turistas reforçam a dimensão estratégica do setor: os principais mercados emissores são os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá e a Austrália, todos mercados de longa distância, com elevada capacidade de gasto e forte propensão para o turismo de experiência.
Segundo a AAMTD Portugal “deve usar esta posição competitiva única para afirmar o Douro como o destino de turismo fluvial de referência da Europa do Sul, em competição direta com o Reno e o Danúbio.”
Nesta estrategia a associaçao antecipa um crescimento contínuo do setor até 2030, com o aumento do número de operadores e da frota, e defende que esse crescimento seja orientado por critérios de sustentabilidade ambiental, planeamento territorial e qualidade da experiência turística. Assume-se, a partir de hoje, como voz ativa do setor junto do Governo, do Turismo de Portugal, da APDL e das comunidades intermunicipais do Douro.
«O Douro não é apenas um rio. É uma via navegável de classe mundial que gera 400 milhões de euros por ano e emprega diretamente oito mil pessoas. A AAMTD existe para garantir que este ativo seja gerido com a inteligência, a ambição e a seriedade que ele merece. E exigimos do Estado português que esteja à altura desta responsabilidade», afirma Mário Ferreira, presidente da Direção.


