Rui Gonçalvez

E SE A INÊS FOR DAR BANHO AO CÃO ?

Rui Gonçalves, Arquitecto

Há nove anos como presidente da Câmara de Almada, a Inês ignorou sempre que o abastecimento de água à população não era suficiente principalmente na época balnear, embora esse bem essencial à vida humana falte todos os anos e com maior escassez de ano para ano.

A Inês é daquelas mocinhas de bem, nascida em berço de ouro, que ainda novinha percebeu que não tinha de trabalhar muito para viver, porque estava num país onde a “cultura” alimenta muitos atores do cinema e do teatro, inclusive aqueles com talento remediado, ou escasso, ou mesmo nenhum.

Vai daí, enveredou pela carreira de atriz e parece que também foi realizadora e pergunta-se, mas ela fez daqueles filmes ou teatros que põem salas a abarrotar e esgotam bilheteiras? Qual quê, nada disso, fez daquelas películas que só satisfazem o ego da própria e que não precisam de público porque o Estado financia os tais filmes e as tais peças de teatro que ninguém quer ver, mas que rebentam de inchaço o peito de quem os protagoniza e é isso mesmo, o cidadão que nem quer ouvir falar naquilo tem de pagar com os seus impostos e alimentar a tal “cultura” para gáudio de meia dúzia.

Mas a Inês, também percebeu que uma esquerdista, wokista e malabarista, neste país tem oportunidade para tudo e enveredou pela carreira política ao abrigo dessa organização omnipresente e controladora da coisa pública, encostando-se ao partido socialista, deixou as artes e foi para a política experimentar o talento que não teve nas andanças do cinema e do teatro.

Se até 2009 viveu à custa do orçamento de Estado, a partir daí também viveu, com quarenta anos a Inês foi eleita deputada, entre a saída de deputada em 2016 e a eleição para presidente da Câmara de Almada em 2017, em que já vai no terceiro mandato e como o ordenado não lhe podia faltar, arranjaram-lhe um encosto como vice-presidente da fundação Inatel, sempre alapada ao Estado. Nota: a Inês é só mais uma entre milhares de inúteis que saltam de lugar para lugar na política sem que ninguém lhes conheça talento, vocação ou façanhas que os distingam e o contribuinte paga.

Há nove anos como presidente da Câmara de Almada, a Inês ignorou sempre que o abastecimento de água à população não era suficiente principalmente na época balnear, embora esse bem essencial à vida humana falte todos os anos e com maior escassez de ano para ano. Como os serviços municipalizados são à sua imagem, parece que as perdas rondam os 25%, o que significa que ninguém sabe para onde vai, ou quem a anda a consumir gratuitamente, isto, além da população residente ter aumentado, fruto da tal invasão religiosa e cultural de que andamos a ser vítimas. Mas a Inês atriz e arrogante, descarta responsabilidades, insiste que não tem nada a ver com o assunto, dirige a culpa para a própria população a quem avisa insistentemente que têm de consumir menos água, tomando menos banhos e outras javardices próprias de quem não tem a mínima noção das responsabilidades do cargo que ocupa e ninguém lhe diz que ela é uma inútil e só tem o caminho da demissão, porque é a principal responsável pelo flagelo que a população de algumas freguesias do concelho de Almada está a passar sem água há semanas consecutivas.

Tal como a rainha francesa Antonieta perante a falta de pão com que o povo se debatia, perguntava porque não comiam então brioches, também a Inês, ainda não disse mas pensará, por que razão o povo não toma banho com Pera Manca e lava a remela com Moet Chandon, a que a elitista e arrogante Inês está tão habituada a beber nos famosos almoços bem regados. Mas como uma esquerdista nunca é incompetente sozinha levou companhia e o diretor dos serviços municipalizados de Almada, responsável direto pelo abastecimento de água, é um militante do PCP e eis agora a razão pela qual o PEU – Partido das Esquerdas Unidas, sempre tão empertigado nas questões que dizem respeito às populações, está agora tão silencioso e desaparecido, com todos os seus membros concentrados exclusivamente no branqueamento da presidente Inês do PS e do diretor Luís Palma do PCP.

É por isso que o próprio José Luís Carneiro, em vez de dar ordem de demissão à moça, anda numa lufa lufa de declarações a imputar responsabilidades a todos quantos mexem e os responsáveis do PS, do PCP, do Livre e do Bloco, que formam o tal PEU, ninguém os vê nem ouve porque desde que seja para limpar a imagem de um dos seus, que se lixe o povo. Desde que seja para afundar o país, eles estão lá.

Em nota de rodapé e por curiosidade, então não é que também a atriz Inês passou por essa distinta instituição francesa de seu nome Sorbonne, onde outros socialistas ilustres adquiriram os cursos, como por exemplo José Sócrates? Pois é, as voltas que a vida dá, socialistas encostados e endinheirados arranjam lá sempre um curso.

Mas a Inês, pode sempre tentar outro talento, não para já, mas logo que a água regresse às canalizações de Almada, por exemplo e ser for dar banho ao cão?

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