Rui Gonçalvez

ANDAM A BANIR OS PRESÉPIOS

Rui Gonçalves, Arquitecto

A cerca de dois meses do Natal e ainda em fase de instalação das decorações da época, espero que esta subversão venha a ser retificada e nos locais habituais sejam instalados os PRESÉPIOS onde sempre deviam ter sido instalados.

Há agora por aí uma moda em alguns concelhos, que também vigora na minha cidade, que visa banir da paisagem natalícia as figuras tradicionais do PRESÉPIO, o Menino Jesus, o S. José e a Nossa Senhora e as restantes figuras que recriam o nascimento de Jesus.

Sabemos que nem todos podem ser católicos, nem todos têm de gostar do presépio, ou das figuras representadas, mas também sabemos que não podemos afrontar uma esmagadora maioria da população portuguesa, que se sabe ser tradicionalmente católica e eliminar da paisagem urbana natalícia os presépios, é de facto uma afronta.

Em Caldas da Rainha era tradicional instalar o PRESÉPIO na época natalícia, integrado nas decorações de Natal, no topo da praça principal da cidade bem como junto à entrada da Igreja Paroquial. Nos últimos anos essa prática deixou de acontecer e os presépios desapareceram sem qualquer explicação aceitável, desde logo porque não há nenhuma que seja aceitável, para além da já conhecida cedência às políticas globalistas, segundo as quais nos querem obrigar a abdicar das nossas tradições, sejam elas culturais, sociais, ou religiosas, como é o caso, como forma de não beliscar os gostos de cidadãos imigrantes que entretanto coabitam por aí, por enquanto ainda em pequena minoria e professam outras religiões que não a católica.

Isto configura um regime totalitário / ditatorial, que submete a esmagadora maioria às apetências de minorias, ou seja, estamos perante a subversão do regime democrático, segundo o qual, são sempre as minorias que devem sujeitar-se e respeitar as maiorias, neste caso, CATÓLICA.

A cerca de dois meses do Natal e ainda em fase de instalação das decorações da época, espero que esta subversão venha a ser retificada e nos locais habituais sejam instalados os PRESÉPIOS onde sempre deviam ter sido instalados.

Ceder uma vez, significa a cedência total, até à eliminação dos nossos hábitos, usos e costumes e da nossa identidade cultural e religiosa, cedência para a qual jamais poderemos estar disponíveis. Quem vem, só tem de se adaptar e respeitar os que estão, sempre assim funcionou a imigração e é assim que tem de continuar a ser. Já não nos bastava em algumas escolas terem sido retiradas as referências ao Natal, para as substituir por uma imaginária “festa de família”, quanto mais isto.

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