Com verdadeiras políticas de direita, Portugal seria outra coisa e não esta em que sobrevivemos. Entra PS e sai PS do governo e o espartilho socialista continua a imperar e a impedir o progresso do país.
Pensavam alguns que finalmente haveria em Portugal uma maioria de “direita” no parlamento, mas continuamos a ser governados à esquerda e a afundar-nos orgulhosamente na cauda da Europa. Em várias ocasiões e em distintas matérias, propostas dos partidos ditos de “direita”, ou do próprio governo, são barradas pelas decisões ideológicas do Tribunal Constitucional – TC, o polícia da Constituição e lá se ficam na gaveta, ou são de tal forma alteradas que ficam desvirtuadas na sua génese, especialmente em legislação relacionada com os imigrantes, atribuição de nacionalidade, etc…, mas não só.
Por acordos do PS com o governo, por ausência de acordo entre os partidos ditos de “direita”, por intervenção do Presidente da República, ou por intromissão direta do TC, a governação do país continua a fazer-se com um rumo de esquerda, embora sem o PS no governo, mas com toda a estrutura do Estado que os socialistas dominam e ninguém derruba, a minar sistematicamente o azimute da nação, com os enormes prejuízos que isso acarreta para a economia e para a sociedade.
É do conhecimento geral que a Constituição continua impregnada de ideologia socialista, o que contribui fortemente para a manutenção do estado da nação em regime de atraso estrutural e com uma dinâmica e crescimento económico anémico, quando o há.
Perante isto, os tais partidos ditos de “direita” fazem o quê com esta oportunidade única para reverem a Constituição? O Chega diz que quer rever e acreditamos, mas era bom sabermos exatamente em que matérias específicas é que o pretende fazer, o CDS lá vai dizendo que sim, mas está encurralado no acordo de governo que tem com o PSD, a IL também é capaz de alinhar no assunto, mas depende, porque há muitos aspetos em que defende o mesmo que os extremistas de esquerda, nomeadamente nos valores e princípios da sociedade e o PSD, obviamente nada interessado em mexer na Constituição, empurra com a barriga e lá vai entretendo o Chega a dizer que se trata daquilo. Sim, mas só lá para a segunda parte da legislatura, onde eles só chegarão como governo se o Presidente da República não perceber que o seu partido socialista do coração, tem alguma hipótese de ganhar as eleições e esse será o momento do golpe de misericórdia para o PSD, que nem percebe que o grande entrave à implementação de políticas distintas do PS e que poderiam desenterrar o crescimento do país, está ali mesmo naquele livro, que está feito de forma a limitar a introdução de políticas que saiam fora da gamela ideológica socialista.
A estrutura do Estado em toda a sua dimensão está contaminada de socialistas, que lá vão fazendo o seu trabalhinho de boicote ao governo e o PSD não é capaz de a derrubar, também porque não tem nas suas fileiras massa crítica em quantidade e qualidade para os substituir, porque está também ele cheio de “jotinhas” imberbes e incapazes de serem úteis para o que quer que seja e assim o país está estrangulado pelo nó cego socialista.
Por todas estas razões, as tentativas de viragem à direita são literalmente barradas, ao ponto em que começa a ser legitimo questionar se realmente existe direita em Portugal, é que se houvesse, era mais que tempo de privatizar empresas como a RTP, a RDP, a LUSA, a TAP, a Carris, a CP e muitas outras, que mais não são do que sorvedouros de muitos biliões de euros de prejuízo, que todos os anos os portugueses têm que sustentar com o seu trabalho.
Se houvesse um rumo de direita, o Ministério da Reforma do Estado, que até ao momento não deu um único sinal da sua razão de existir, já deveria ter dito quais os organismos que fundiu, ou vai fundir, quais extinguiu ou tenciona extinguir e quantos milhões de euros o país vai poupar com essas fusões ou extinções, e quantos funcionários pretende reduzir e em quantos anos, mas não, porque aquele ministério é o do marketing político, para fazer de conta que vai, mas não é para ir, é só para português engolir.
Se houvesse um parlamento de direita, a reforma da legislação laboral, feita talvez pela única ministra de instinto reformador deste governo, fundamental para a modernização e competitividade das empresas e consequentemente para o desenvolvimento e crescimento da economia nacional, tinha sido aprovado na sua forma original, sem ser necessário perder meses na concertação social, sempre dominada pelos sindicatos e que a esquerda sempre aproveita muito bem para boicotar o governo da nação. A esquerda não teve qualquer influência na sua reprovação, mas foi ela a tirar dividendos eleitorais e políticos.
Se houvesse uma governação de direita, não era possível ser aprovada uma lei a fazer de conta que é uma reforma da segurança social, a que chamaram PSU – Prestação Social Única, em que um imigrante que não descontou um cêntimo tem os mesmos direitos e benefícios que os portugueses que descontaram toda a vida e ainda têm de suportar com o seu trabalho os benefícios deles.
Com um governo de direita, não era possível entrar e muito menos permanecer em Portugal um único imigrante que não estivesse a trabalhar e os que cá permanecem seriam obrigados a cumprir escrupulosamente as leis, os hábitos, os usos e costumes que por cá vigoram, sem apelo nem agravo.
Com um governo de direita, há muito que a ideologia de género tinha sido totalmente banida das nossas escolas.
Com verdadeiras políticas de direita, Portugal seria outra coisa e não esta em que sobrevivemos. Entra PS e sai PS do governo e o espartilho socialista continua a imperar e a impedir o progresso do país.


