Tempo para refletir: é o convite que o São Luiz deixa para esta semana. Uma revisita ao passado recente do Kosovo e da África do Sul; um olhar à história de Abril; e a proposta de uma pausa na corrida dos dias, pausa para para pensar, para o silêncio e para contemplar. Habitar o São Luiz e deixar-se FICAR.
A 23 de outubro estreia a peça Under the Shade of a Tree I Sat and Wept, em cena até 25 de outubro, homenageia a resiliência humana e a coragem de procurar o perdão após a violência. Com duros testemunhos, mas sem deixar de parte o humor, artistas sul-africanos e europeus exploram as lições da campanha de reconciliação do Kosovo, em 1990, e da Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul, em 1995. Uma dramaturgia de Greg Homann, com encenação Blerta Neziraj.
Coproduzida pelo São Luiz, a obra confronta a dor das vítimas e mostra como a violência afeta gerações, numa reflexão comovente e irreverente sobre a cura coletiva. O espetáculo é falado em inglês, albanês e línguas sul-africanas, com legendas em português e inglês.
A 24 de outubro, estreia Em Silêncio. De que se fala quando falamos de direitos humanos? O espetáculo convida o público a percorrer os 48 anos de ditadura em Portugal, a partir de documentos e testemunhos de quem viveu a prisão política, o exílio, a clandestinidade, a luta pela independência em África, o silêncio, o medo ou a colaboração com o regime. Uma experiência que afirma o teatro como espaço de liberdade e reflexão sobre os direitos humanos.
No dia 25 de outubro, o Teatro São Luiz abre as portas para FICA: uma pausa na correria dos dias. Para gozar estas horas de domingo na calma e do silêncio de uma sala vazia, sem atores no palco, sem trabalho de luzes, sem música, para entrar no São Luiz e deixar-se FICAR.
A 27 de outubro, o ciclo Sentimento Oceânico da Vida começa com Ondas da Água e da Memória, uma travessia musical e poética em torno da água. O Divino Sospiro, dirigido por Massimo Mazzeo, interpreta a Wassermusik de Telemann; depois, Raúl da Costa percorre obras de Couperin a Takemitsu. As leituras de Tobias Monteiro prolongam esta viagem entre música, memória e palavra.


