{"id":12523,"date":"2026-04-16T12:57:14","date_gmt":"2026-04-16T12:57:14","guid":{"rendered":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?p=12523"},"modified":"2026-04-16T12:58:56","modified_gmt":"2026-04-16T12:58:56","slug":"a-arte-da-lingua-de-angola-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/04\/16\/a-arte-da-lingua-de-angola-brasil\/","title":{"rendered":"A Arte Da L\u00edngua de Angola, Brasil"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: left;\"><strong>No contexto da Visita Apost\u00f3lica do Papa Le\u00e3o XIV a v\u00e1rios pa\u00edses em \u00c1frica,<br \/>\nArg\u00e9lia, Camar\u00f5es, Angola e Guin\u00e9 Equatorial, no m\u00eas de Abril, publicamos este artigo da PEDiP &#8211; <span style=\"font-size: 16px;\">Projecto de Estudo e Divulga\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio sobre a l\u00edngua portuguesa em Angola.<\/span><\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>A Arte da l\u00edngua de Angola do Padre Pedro Dias (1622-1700), jesu\u00edta no Col\u00e9gio da Ba\u00eda, no Brasil, destinava-se \u00e0 catequese dos escravos provenientes das costas ocidentais de \u00c1frica.<\/p>\n<p>Em 1694, o Padre Pedro Dias solicitou ao Superior Geral, Padre T\u00edrso Gonz\u00e1lez, a licen\u00e7a de impress\u00e3o da obra A Arte da l\u00edngua de Angola, anotando que tinha sido revista e aprovada pelo Padre Miguel Cardoso natural de Angola, muito versado nessa l\u00edngua.<\/p>\n<p>Concedida a autoriza\u00e7\u00e3o em 1697, o Padre Ant\u00f3nio Cardoso assinou a primeira licen\u00e7a de impress\u00e3o, conforme se l\u00ea no pre\u00e2mbulo relativo \u00e0s Licen\u00e7as: [&#8230;] revi este livrinho e n\u00e3o achei em todo ele cousa que encontre a nossa Santa F\u00e9 [&#8230;] antes tem regras muito pr\u00f3prias e conformes ao idioma da dita l\u00edngua, que ser\u00e3o sem d\u00favida de grande utilidade para os principiantes, e por isso digno de se imprimir. A obra foi publicada em Lisboa, nesse mesmo ano, (1697), na oficina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade.<\/p>\n<p>Segundo se refere no t\u00edtulo, foi oferecida \u00e0 Virgem Senhora Nossa do Ros\u00e1rio, M\u00e3y, &amp; Senhora dos mesmos Pretos, de grande devo\u00e7\u00e3o entre os jesu\u00edtas. Faz refer\u00eancia tamb\u00e9m ao catecismo bilingue Portugu\u00eas-Quimbundo, publicado em 1642, dos Padres Pacconio e Ant\u00f3nio do Couto, e cuja circula\u00e7\u00e3o tinha chegado \u00e0s suas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Trata-se de um pouco conhecido documento da hist\u00f3ria luso-brasileira, um valioso registo sobre a circula\u00e7\u00e3o do quimbundo nas terras do ultramar portugu\u00eas. A obra \u00e9 considerada tamb\u00e9m de grande interesse para os linguistas, um precioso testemunho do desenvolvimento da escrita de um idioma de tradi\u00e7\u00e3o oral, e uma das primeiras tentativas de gramatiza\u00e7\u00e3o de uma l\u00edngua africana.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12524\" aria-describedby=\"caption-attachment-12524\" style=\"width: 188px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12524 size-medium\" src=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/angola-188x300.webp\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/angola-188x300.webp 188w, https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/angola.webp 376w\" sizes=\"(max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12524\" class=\"wp-caption-text\">Fonte Fotografia: Arte da lingua de Angola<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O Padre Pedro Dias autor da Arte da L\u00edngua de Angola<\/strong><\/p>\n<p>O Padre Pedro Dias era natural de Gouveia, distrito da Guarda e teria chegado ao Rio de Janeiro ainda em crian\u00e7a. Ingressou em 1641 no col\u00e9gio jesu\u00edta daquela cidade, onde concluiu a sua forma\u00e7\u00e3o em Filosofia e Teologia. Percorreu, como era costume, os v\u00e1rios estabelecimentos jesu\u00edtas no Brasil, sendo procurador dos engenhos pertencentes \u00e0 Companhia. Conviveu com uma grande variedade de falantes do quimbundo: jesu\u00edtas nascidos no Brasil que aprenderam a l\u00edngua ou oriundos de Angola, escravos nas v\u00e1rias regi\u00f5es que percorreu. Teve contacto possivelmente com o Padre Mateus de Aguiar, um mission\u00e1rio especialista nesta l\u00edngua.<\/p>\n<p>Em 1663, quando se encontrava em Porto Seguro, h\u00e1 refer\u00eancia de que j\u00e1 dominava a l\u00edngua de Angola.<\/p>\n<p>Foi reitor do col\u00e9gio do Esp\u00edrito Santo nas vilas de Vit\u00f3ria e de Olinda. \u00c9 deste col\u00e9gio que data uma carta sua em que se refere \u00e0 urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos dos engenhos\u2026 Logo que vim para este Col\u00e9gio, tendo informa\u00e7\u00e3o que havia falta da doutrina fora desta Cidade de Pernambuco, tratei de mandar sujeitos em miss\u00f5es breves, que os mission\u00e1rios obraram com grande cr\u00e9dito da Companhia e proveito espiritual dos pr\u00f3ximos. (&#8230;) Primeiramente foram 2 religiosos para a parte que chamam Cabo de Santo Agostinho, pregando e fazendo doutrinas pelas capelas dos engenhos, mediante as quais se apartaram muitas almas do estado da perdi\u00e7\u00e3o, em que estavam havia muitos anos, e se tiraram muitos erros e abusos, principalmente nos escravos angolanos, em que predominava, em alguns, tanto a ignor\u00e2ncia que quase n\u00e3o tinham mais que o nome de crist\u00e3os. (1)<\/p>\n<p>O col\u00e9gio da Ba\u00eda, onde esteve entre 1690-1700, pode ter sido o local onde conviveu com mais proximidade com o Padre Miguel Cardoso (1659-1721), nascido em Luanda, com o qual compartilhou o cuidado dos engenhos e das miss\u00f5es: Por saber admiravelmente a l\u00edngua de Angola, tinha a seu cuidado os escravos negros e visitava os engenhos e navios ao chegarem de \u00c1frica, ao mesmo tempo era procurador das Miss\u00f5es (1).<\/p>\n<p>O Padre Pedro Dias teria ent\u00e3o 72 anos quando redigiu a carta dirigida ao Superior Geral da Ordem, na qual envia o manuscrito da gram\u00e1tica. Foi apelidado de \u201cap\u00f3stolo dos negros\u201d, dotado de uma caridade para com os pobres e pretos, cujas enfermidades curava com rem\u00e9dios que ele manipulava (2). Faleceu em 25 de Janeiro de 1700 no Col\u00e9gio da Ba\u00eda. Quando morreu, os negros correram em multid\u00e3o \u00e0 igreja do Col\u00e9gio, e o Governador-Geral do Brasil, D. Jo\u00e3o de Lencastre, pediu a honra de o conduzir \u00e0 sepultura (2). Em 1725, o seu nome foi inclu\u00eddo no menol\u00f3gio de Portugal, como um S\u00e3o Pedro Claver do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Os jesu\u00edtas e a evangeliza\u00e7\u00e3o dos escravos no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>No regulamento estabelecido pelo visitador Padre Crist\u00f3v\u00e3o de Gouveia em 1583, j\u00e1 se mencionava a necessidade de haver padres l\u00ednguas \u2013 padres int\u00e9rpretes \u2013 no contacto com os \u00edndios e negros da Guin\u00e9 (Angola), correspondendo a um projecto antigo de uma comunica\u00e7\u00e3o mais efectiva com os africanos no Brasil, tamb\u00e9m denominados et\u00edopes.<\/p>\n<p>O estudo das l\u00ednguas ind\u00edgenas foi considerado um meio priorit\u00e1rio para a evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos, particularmente pelos jesu\u00edtas. A escrita do quimbundo tinha sido iniciada com a publica\u00e7\u00e3o do catecismo pelo Padre Pacconio, em Lisboa, em 1642, como suporte da evangeliza\u00e7\u00e3o dos angolanos.<\/p>\n<p>Ao Brasil, chegaram milhares de escravos oriundos da costa ocidental da \u00c1frica, nomeadamente Angola. Grande parte falava o quimbundo, uma l\u00edngua depois classificada como pertencente ao grupo banto. A comunica\u00e7\u00e3o era essencial, pois a maior parte chegava sem qualquer doutrina\u00e7\u00e3o, mesmo sendo baptizados. Os escravos encontravam-se dispersos pelas fazendas e engenhos do interior: n\u00e3o podendo vir \u00e0s cidades e vilas, iam ter com \u00eales os Padres, \u201cconfessando-os, casando-os, ensinando-lhes a doutrina e administrando-lhes os mais sacramentos, assim a \u00eales como a seus senhores; e para isto se deteem, em cada fazenda, alguns dias, de que se n\u00e3o pode encarecer o fruto, que se colhe, porque se os Padres desta maneira o n\u00e3o fizeram, muito poucas daquelas almas se salvaram\u201d (3).<\/p>\n<p>O uso de int\u00e9rpretes colocava grandes problemas, principalmente na tradu\u00e7\u00e3o da terminologia crist\u00e3, bem como no seu uso no sacramento da confiss\u00e3o que exigia grande prud\u00eancia.<\/p>\n<p>Os jesu\u00edtas no Brasil dedicaram-se \u00e0 aprendizagem dessa l\u00edngua, por via emp\u00edrica, al\u00e9m das v\u00e1rias falas dos \u00edndios. Durante os finais do s\u00e9culo XVI e princ\u00edpios do s\u00e9culo XVII, existia um grande n\u00famero de padres falantes na l\u00edngua da terra e de Angola &#8211; Domingos Nunes, Pedro da Mota, Mateus de Aguiar, Tom\u00e1s de Sousa,\u2026.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es entre a Prov\u00edncia do Brasil e de Angola foram sempre muito pr\u00f3ximas. Ap\u00f3s a ida a Luanda do visitador Pedro Rodrigues em 1593, este processo intensificou-se. Em 1620, o Provincial Sim\u00e3o Pinheiro enviou Luiz de Siqueira e Francisco Banha, dois jovens mission\u00e1rios da Companhia nascidos em Luanda, para estudarem no Col\u00e9gio da Ba\u00eda, com o intuito de que pudessem actuar na doutrina\u00e7\u00e3o dos escravos centro-africanos desembarcados no Brasil.<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XVII, o col\u00e9gio de Luanda enviava numerosos jesu\u00edtas portugueses fluentes nas l\u00ednguas nativas &#8211; Luanda era na altura o principal porto de onde sa\u00edam anualmente milhares de escravos. Grande n\u00famero dos peritos em quimbundo no Brasil, eram naturais de Angola, \u2013 mo\u00e7os negros e filhos da nobreza da terra \u2013 que tinham feito os seus estudos no col\u00e9gio de Luanda.<\/p>\n<p>A Arte da l\u00edngua de Angola foi elaborada neste contexto. O Padre Pedro Dias teve acesso ao catecismo do Padre Pacconio, como ficou registado na obra. Faltava uma gram\u00e1tica, isto \u00e9, uma descri\u00e7\u00e3o formal das regras e caracter\u00edsticas do funcionamento da l\u00edngua, destinada aos Padres. Segundo o autor est\u00e3o \u00e0 espera dela muitos novos e at\u00e9 velhos (Padres), que trabalham com estes miserabil\u00edssimos e ignorant\u00edssimos homens, e n\u00e3o se acha nenhuma Gram\u00e1tica desta l\u00edngua, nem no Brasil nem no reino de Angola (1).<\/p>\n<p>Os jesu\u00edtas durante mais de s\u00e9culo e meio aprenderam a l\u00edngua de Angola, de modo emp\u00edrico ou de forma mais sistematizada atrav\u00e9s de obras como a do Padre Pedro Dias. O Brasil recebeu de Angola grande parte da sua forma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 no campo da lingu\u00edstica. A hist\u00f3ria tr\u00edplice de Portugal, Angola e Brasil cruzou-se de forma particular nas primitivas cartilhas e gram\u00e1ticas de evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos de origem africana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LIMA, Ivana Stolze, Na Bahia, a arte da l\u00edngua de Angola. Comunidades lingu\u00edsticas no mundo atl\u00e2ntico, XXVII Simp\u00f3sio Nacional de Hist\u00f3ria, Natal-RN, 2013, pp. 3, 10, 11.<br \/>\nLIMA, Ivana Stolze, Escravid\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o no mundo atl\u00e2ntico: em torno da \u201cl\u00edngua de Angola\u201d, s\u00e9culo XVII, Hist\u00f3ria Unisinos 21 (1):109-121, Janeiro\/Abril 2017, pp. 111, 119.<br \/>\nLEITE, Serafim, Hist\u00f3ria da Companhia de Jesus no Brasil, Lisboa\/Rio de Janeiro, Livraria Portug\u00e1lia\/Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1938, tomo 2, p. 355.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> PEDiP &#8211; Projecto de Estudo e Divulga\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12524,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[2473,2233],"class_list":["post-12523","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-arte-da-lingua-de-angola","tag-pedip"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - 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