{"id":12628,"date":"2026-05-01T19:10:30","date_gmt":"2026-05-01T19:10:30","guid":{"rendered":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?p=12628"},"modified":"2026-05-01T19:45:25","modified_gmt":"2026-05-01T19:45:25","slug":"a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/05\/01\/a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito\/","title":{"rendered":"A GUERRA EUA\/ISRAEL E IR\u00c3O; REFLEXOS NO GOLFO \u00c1RABE E A GLOBALIZA\u00c7\u00c3O DO CONFLITO"},"content":{"rendered":"<p><strong>O encontro CONVERSAS NO D. CARLOS. &#8220;M\u00c9DIO ORIENTE: de conflito regional \u00e0 guerra global? Causas e Consequ\u00eancias&#8221;, organizado por Luis Gagliardini Gra\u00e7a, a 17 de Abril de 2026, no Real Clube de Campo D Carlos I, em Cascais, contou com os oradores: Embaixador Francisco Henriques da Silva: Ex-Director-geral de assuntos Multilaterais do MNE; Embaixador Ant\u00f3nio Alves de Carvalho: Ex-Embaixador no Qatar; Professor Ra\u00fal Braga Pires: Polit\u00f3logo \/Arabista.<\/strong><\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o armada de Israel e dos EUA contra o Ir\u00e3o, de 28 de fevereiro \u00faltimo, representou, na generalidade, um ponto de viragem e de introdu\u00e7\u00e3o de novos paradigmas na pol\u00edtica externa e na diplomacia das Monarquias do Golfo.<br \/>\nO confronto implicou desde logo a introdu\u00e7\u00e3o de uma nova nova narrativa na condu\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o dos seus assuntos internos.<br \/>\nA rea\u00e7\u00e3o imediata do Ir\u00e3o de ataque e retalia\u00e7\u00e3o \u00e0s estruturas militares dos EUA implantadas em territ\u00f3rio de alguns Estados do Golfo P\u00e9rsico cedo extravasaram essa l\u00f3gica inicial para passarem a constituir amea\u00e7as graves e dram\u00e1ticas, consumadas, \u00e0s suas estruturas civis, aos seus activos energ\u00e9ticos e com consequ\u00eancias substanciais no plano humanit\u00e1rio, econ\u00f3mico e financeiro. Calcula-se aproximadamente em quase 400 bili\u00f5es de usd\u00b4s os preju\u00edzos registados no Golfo. A atividade econ\u00f3mica reduziu-se drasticamente calculando-se que mais de 5 milh\u00f5es de postos de trabalho se perderam.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container\" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"CONVERSAS NO D. CARLOS. M\u00c9DIO ORIENTE: de conflito regional \u00e0 guerra global? Causas e Consequ\u00eancias.\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ixOU8VFMdJc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>O encerramento do Estreito de Ormuz, a verdadeira e grande arma \u201cat\u00f3mica\u201d do Ir\u00e3o, implicou s\u00e9rios constrangimentos e preju\u00edzos \u00e0s economias do Golfo. Sabido que por ali transita 1\/5 do petr\u00f3leo do Mundo ou cerca de 20% da produ\u00e7\u00e3o mundial, os hidrocarbonetos refinados, transformados e exportados pelos Estados regionais com maior express\u00e3o integram uma quota importante do fluxo de recursos energ\u00e9ticos. As a\u00e7\u00f5es militares iranianas visando as respetivas infraestruturas estrat\u00e9gicas abalaram profundamente as suas capacidades de produ\u00e7\u00e3o e de exporta\u00e7\u00e3o o que aliado ao condicionamento de circula\u00e7\u00e3o mar\u00edtima pelo Estreito desferiu golpes profundos nas economias dos Estados do CCG as quais dependem quase exclusivamente do comercio de hidrocarbonetos. Por exemplo, o Qatar, um dos principais produtores mundiais de GNL, respons\u00e1vel por 20% do GNL consumido no Mundo, sofreu dois ataques retaliat\u00f3rios nas suas refinarias e no principal campo de g\u00e1s natural (Ras Lafant) bem como em South Pars, a maior reserva de GN conhecida e partilhada pelo Ir\u00e3o e Qatar (neste, conhecida por Norte Dome).<\/p>\n<p>Implicou a dram\u00e1tica redu\u00e7\u00e3o em 17% da sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo refinado. Segundo a Qatar Energy, ser\u00e3o necess\u00e1rios entre 5 a 7 anos para repor o status quo ante, n\u00e3o esquecendo que o Qatar \u00e9 s\u00f3 por si respons\u00e1vel pela exporta\u00e7\u00e3o de 25% de todo o GNL a n\u00edvel mundial sobretudo dirigido para o sudoeste asi\u00e1tico e sul da \u00c1sia.<\/p>\n<p>Ou seja, temos dois aspetos que poder\u00e3o resumir a situa\u00e7\u00e3o que foi prevalecendo ao longo de mais de m\u00eas e meio de conflito, numa perspetiva do Golfo \u00c0rabe:<br \/>\n&#8211; economias profundamente dependentes dos hidrocarbonetos e os efeitos do encerramento do Estreito de Ormuz;<br \/>\n&#8211; ativos estrat\u00e9gicos destru\u00eddos que tiveram impacto n\u00e3o no petr\u00f3leo j\u00e1 produzido (mas que tamb\u00e9m n\u00e3o circula) mas na produ\u00e7\u00e3o futura com efeitos devastadores nos mercados, cadeias de fornecimento, atividade econ\u00f3mica mundial, estagna\u00e7\u00e3o das economias, infla\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a de eventual estagfla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTais aspetos contribu\u00edram para cria\u00e7\u00e3o de uma \u201cperfect storm\u201d econ\u00f3mica a n\u00edvel mundial realidade que corporizou a VERDADEIRA GLOBALIZA\u00c7\u00c3O DO CONFLITO. O que o Ir\u00e3o sempre teve como objetivo. Fen\u00f3meno que vai mais al\u00e9m da original equa\u00e7\u00e3o b\u00e9lica e que catapultou para a primeira linha do conflito e das aten\u00e7\u00f5es uma regi\u00e3o que, tradicionalmente, tem permanecido relativamente afastada dos cen\u00e1rios de conflito no MO (compare-se p ex com a preval\u00eancia do conflito israelo-\u00e1rabe).<br \/>\nOs Estados do Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo mantiveram uma atitude defensiva e de rejei\u00e7\u00e3o no envolvimento militar procurando, na linha da boa tradi\u00e7\u00e3o do Golfo, apelar para o n\u00e3o escalar da situa\u00e7\u00e3o e para a procura de solu\u00e7\u00f5es de conten\u00e7\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quais os grandes desafios que enfrentaram desde o in\u00edcio das hostilidades?<\/strong><br \/>\n&#8211; A capacidade e resist\u00eancia para manter esta linha estrat\u00e9gica defensiva de a\u00e7\u00e3o (AS e EAU foram os \u00fanicos que deram sinais indiciadores de posi\u00e7\u00f5es relativamente mais musculadas mas sem consequ\u00eancias pr\u00e1ticas);<br \/>\n&#8211; Os meios ou instrumentos de que dispunham, no contexto de uma economia de guerra, para gerir e recuperar os danos e preju\u00edzos sofridos e que tender\u00e3o a projetar-se no futuro com efeitos estrat\u00e9gicos negativos de ineg\u00e1vel dimens\u00e3o no turismo, na paralisia ou redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da circula\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e nos sectores dos servi\u00e7os, financeiro, da log\u00edstica e da economia tecnol\u00f3gica e digital;<br \/>\n&#8211; O futuro das rela\u00e7\u00f5es com o Ir\u00e3o, Israel e os EUA, uma vez alcan\u00e7ado um eventual acordo definitivo num quadro negocial que numa abordagem prospetiva levar\u00e1 tempo a alcan\u00e7ar e ser\u00e1 dif\u00edcil;<br \/>\n&#8211; For\u00e7a e determina\u00e7\u00e3o para afirma\u00e7\u00e3o do Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo como player com proje\u00e7\u00e3o e credibilidade internacionais e para consolidar mecanismos estruturais de coordena\u00e7\u00e3o e unidade no seu seio;<br \/>\nAs respostas ainda dependem de muitas vari\u00e1veis ex\u00f3genas e end\u00f3genas vg resultados do processo de negocia\u00e7\u00f5es iniciado a 10 de Abril, em Islamabad e das din\u00e2micas geradas ap\u00f3s a sua suspens\u00e3o. Assinale-se que o cessar fogo, fr\u00e1gil nos seus termos e modos, ainda vigora mas aproxima-se do seu termo.<\/p>\n<p><strong>RISCOS GEOPOL\u00cdTICOS E OP\u00c7\u00d5ES PARA OS ESTADOS DO GOLFO.<\/strong><\/p>\n<p>O Golfo \u00c1rabe \u00e9 um epicentro estrat\u00e9gico no MO. Pelo que ficou dito mas tamb\u00e9m porque se situa numa geografia de converg\u00eancia ou conflu\u00eancia econ\u00f3mica e geopol\u00edtica, a um tempo favor\u00e1vel (recursos energ\u00e9ticos) e de risco (acentuadas depend\u00eancias econ\u00f3micas e de recursos naturais bem como de alian\u00e7as e parcerias sobretudo viradas para Ocidente \u2013 EUA, Gr\u00e3 Bretanha mas tamb\u00e9m Fran\u00e7a e Alemanha e outros Estados do Bloco Ocidental, vg Uni\u00e3o Europeia).<\/p>\n<p>Agreguem-se demografias pouco expressivas, exiguidade territorial (exce\u00e7\u00e3o feita relativamente \u00e0 AS \u2013 cerca de 36 milh\u00f5es de habitantes, 90% concentrados nos principais centros urbanos \u2013 o que contrasta, por exemplo, com os 3 milh\u00f5es do Qatar, dos quais cerca de 2 milh\u00f5es s\u00e3o expatriados) e ainda as depend\u00eancias de um n\u00famero esmagador de m\u00e3o de obra estrangeira e da importa\u00e7\u00e3o de bens alimentares e de consumo.<br \/>\nTodos estes factores foram revelados de forma dram\u00e1tica pelo Conflito contribuindo para um grau elevad\u00edssimo de exposi\u00e7\u00e3o do Golfo Ar\u00e1bico \u00e0s tens\u00f5es regionais, por vezes a tenta\u00e7\u00f5es de protagonismos de alguns Estados (vg Qatar) em quadros mais controversos e menos pac\u00edficos de entendimento ou perce\u00e7\u00e3o regionais e \u00e0s amea\u00e7as\/press\u00f5es colocadas pelo Ir\u00e3o e por Israel.<\/p>\n<p>Vejamos<br \/>\nOs principais RISCOS GEOPOL\u00cdTICOS n\u00e3o s\u00e3o de hoje.<br \/>\nO \u201cenvolvimento for\u00e7ado\u201d dos Estados do Golfo no conflito jamais poderia ser visto como uma esp\u00e9cie de \u201cstarting point\u201d.<br \/>\nA geografia, as alian\u00e7as e parcerias com o Ocidente e a evolu\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas internas da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica do Ir\u00e3o (sobretudo desde a Revolu\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica de 1979 a qual deixou um \u201clegado\u201d ideol\u00f3gico e religioso, fomentou \u201cmedos existenciais\u201d, concorr\u00eancia de interesses geopol\u00edticos e hegem\u00f3nicos e acelerou a configura\u00e7\u00e3o de uma ordem regional e de um sistema equil\u00edbrio de poderes no Golfo baseada em garantias externas de seguran\u00e7a) foram vetores que moldaram a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em particular, o temor da \u201cexporta\u00e7\u00e3o\u201d da doutrina revolucion\u00e1ria xiita pelo Golfo e a instrumentaliza\u00e7\u00e3o das minorias xiitas nos territ\u00f3rios das Monarquias sunitas como armas de proselitismo religioso radical aliado ao fen\u00f3meno da a\u00e7\u00e3o dos denominados \u201ceixos de resist\u00eancia\u201d (Hezbollah e Houtis) que empurraram Estados vizinhos para frentes de conflitualidade e de amea\u00e7a \u00e0 estabilidade regional (vg L\u00edbano, I\u00e9men, Iraque \u2013 mil\u00edcias pr\u00f3-iranianas) t\u00eam sido elementos de risco nas op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e diplom\u00e1ticas das Monarquias do Golfo os quais encontraram no contexto imersivo do conflito, terreno favor\u00e1vel de eclos\u00e3o com express\u00e3o que se desconhecia (eventualmente adivinhava-se) anteriormente<\/p>\n<p><strong>DILEMAS ESTRAT\u00c9GICOS DAS MONARQUIAS DO GOLFO FACE AO CONFLITO<\/strong><br \/>\nNesta ordem de considera\u00e7\u00f5es importa afirmar o dilema fundamental:<br \/>\n&#8211; a op\u00e7\u00e3o \u201cdefensiva\u201d e a hipot\u00e9tica entrada no cen\u00e1rio b\u00e9lico. O eixo estrat\u00e9gico nos dom\u00ednios militar e de seguran\u00e7a com os EUA esteve sempre presente. A escolha pela op\u00e7\u00e3o \u201cofensiva\u201d ou de defesa como resposta aos ataques iranianos (os Governos do Golfo sempre mencionaram os \u201cataques de Teer\u00e3o\u201d, rejeitando-os e condenando-os, mas nunca se referiram \u00e0 iniciativa militar de Israel e EUA contra o Ir\u00e3o) encerrava o risco de um \u201calinhamento\u201d com Israel o que n\u00e3o deixaria de incorporar custos internos elevados. A verdade insofism\u00e1vel e incontorn\u00e1vel era esta: a op\u00e7\u00e3o pela escalada do conflito teria a inevit\u00e1vel leitura de estar do lado de Israel.<\/p>\n<p>Ora, apesar do Bahrein, dos EUA <span style=\"font-size: 16px;\">(os primeiros) e da Ar\u00e1bia Saudita terem participado favoravelmente na iniciativa de normaliza\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com Israel incorporada nos conhecidos Acordos de Abr\u00e3ao (que o Qatar rejeitou liminarmente), verdade \u00e9 que as hostilidades entre o Hamas e Israel iniciadas a 7 de Outubro de 2023 tiveram o efeito de arrefecer se n\u00e3o mesmo de congelar as din\u00e2micas regionais do fim do primeiro mandato de Trump. Foram s\u00e9rias as consequ\u00eancias da desproporcionalidade da retalia\u00e7\u00e3o de Israel na Faixa de Gaza nas opini\u00f5es publicas \u00e1rabes e nada f\u00e1cil a tarefa das elites oficiais sunitas do Golfo (identificadas) que enfrentaram descr\u00e9dito e custos pol\u00edticos internos pesados.<\/span><\/p>\n<p>Dilema ainda porque os Estados do Golfo \u201csofreram\u201d o peso e os grilh\u00f5es dos \u201ceixos ocidentais\u201d. Ou seja, identificados pelo Ir\u00e3o quer com os EUA (as principais bases militares norte americanas no MO situam-se no Golfo), quer com a participa\u00e7\u00e3o na l\u00f3gica dos Acordos de Abr\u00e3ao, quer com modelos e estilos e padr\u00f5es de vida \u201cocidentais\u201d que o Ir\u00e3o naturalmente repudia e verbera (recorde-se que os EAU foram os primeiros a sofrer ataques iranianos, e n\u00e3o por acaso), as autoridades sunitas encontraram-se, igualmente, pela ordem de raz\u00f5es enunciadas, tolhidas e limitadas na sua liberdade de escolhas e decis\u00f5es estrat\u00e9gicas e, por consequ\u00eancia, sujeitos \u00e0s medidas retaliat\u00f3rias de Teer\u00e3o que, por via indireta, visaram atingir os interesses estrat\u00e9gicos do Ocidente (no l\u00e9xico de think thanks e analistas norte-americanos o Golfo chega mesmo a ser referido como um \u201cwestern lake\u201d\u2026).<br \/>\nNesta intrincada e dram\u00e1tica teia de interesses cruzados, as Monarquias do Golfo enfrentaram durante mais de m\u00eas e meio outras, n\u00e3o menores, circunst\u00e2ncias limitadoras de a\u00e7\u00e3o e decis\u00e3o:<br \/>\n&#8211; Os eixos das suas pol\u00edticas externas regem-se pelo interesse de melhor gerir vulnerabilidades de seguran\u00e7a e econ\u00f3micas; assegurar garantias externas de seguran\u00e7a e ao mesmo tempo manter autonomia e espa\u00e7o de manobra politico traduz-se numa dualidade dif\u00edcil mas que foi poss\u00edvel gerir at\u00e9 a eclos\u00e3o do presente conflito atrav\u00e9s de uma diplomacia multidirecional e flex\u00edvel, na aposta ainda que meramente formal no multilateralismo, na defesa de causas humanit\u00e1rias (o que cai sempre bem), na aposta no papel de facilita\u00e7\u00e3o e modera\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es controvertidas (o Qatar \u00e9 disso bom exemplo se atentarmos ao papel que procurou desempenhar nos contactos entre Israel\/Hamas, EUA\/houtis ou mesmo no Sud\u00e3o) e na diversifica\u00e7\u00e3o de geografias alvo (\u00c1sia, Africa Ocidental e Am\u00e9rica do Sul \u2013 NO CASO DO QATAR FALAR NA ABORDAGEM \u00c0 AFRICA OCIDENTAL, NA APROXIMA\u00c7\u00c3O AO MJNDO LUS\u00d3FONO E AO ESTATUTO DE OBSERVADOR ASSOCIADO DA CPLP), de alian\u00e7as e na explora\u00e7\u00e3o de dom\u00ednios de coopera\u00e7\u00e3o alternativos;<br \/>\n&#8211; Internamente, a AS Vision 2030, o papel da regi\u00e3o enquanto hub log\u00edstico e de avia\u00e7\u00e3o e a Qatar Vision 2030 (virada sobretudo para a afirma\u00e7\u00e3o do Qatar como hub tur\u00edstico e do desporto mundial) assentam no pressuposto de um Golfo seguro, est\u00e1vel e alinhado e integrado na economia global;<br \/>\n&#8211; O conflito com o Ir\u00e3o veio amea\u00e7ar aqueles fundamentos estrat\u00e9gicos e, potencialmente, colocar em causa a sua execu\u00e7\u00e3o o que nos conduz de imediato aos apelos constantes que ouvimos das Monarquias do Golfo \u00e0 descalada do conflito, \u00e0 diplomacia e \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o\/intermedia\u00e7\u00e3o\/media\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, nunca manifestaram disponibilidade no envolvimento em qq exerc\u00edcio, de negocia\u00e7\u00f5es, que foram sendo sucessivamente anunciados e adiados, sobretudo pela falta de confian\u00e7a nos EUA em se empenharem num processo cred\u00edvel de negocia\u00e7\u00f5es at\u00e9 tendo em conta as experi\u00eancias do passado (abandono unilateral do JCPOA em 2017; implos\u00e3o dos processos de Junho de 2025 e de Fevereiro de 2026, este \u00faltimo, recorde-se, que decorria em Muscate sob os ausp\u00edcios do Om\u00e3); Para os Estados do CCG foi-se cristalizando e sedimentando o entendimento de que \u201cnegocia\u00e7\u00e3o\u201d, para Washington, acabou sempre em \u201cguerra\u201d o que gerou frustra\u00e7\u00e3o e igualmente temor que pudessem vir a ser usados \u201ccomo pe\u00f5es no xadrez regional EUA\/Israel\u201d no entendimento de Bader Al Saif, Professor da Universidade do Kuwait e participante ativo das Confer\u00eancias de Chatham House;<br \/>\n&#8211; No momento atual, dominado pelo processo que ainda decorre sob a \u00e9gide do Paquist\u00e3o foi dominado pelo processo de \u201cIslamabad Talks\u201d, OS ESTADOS DO GOLFO DEVER\u00c3O SEMPRE PREVER E DECIDIR:<\/p>\n<p>1. Sobre o futuro das suas rela\u00e7\u00f5es com os principais players e stakeholders (Ir\u00e3o, Israel) regionais tendo em conta inevit\u00e1veis e previs\u00edveis alinhamentos e acomoda\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas, disputas de hegemonias e a defesa dos seus interesses estrat\u00e9gicos independentemente de resultados do processo de Islamabad ou de outros (?); seria desej\u00e1vel, no entendimento de diversos think tanks e fontes de analistas internacionais que equacionem e desenvolvam quadros de negocia\u00e7\u00e3o direta vg. com o Ir\u00e3o, libertando-se da tutelas alheias e autonomizando-se de iniciativas terceiras inconsequentes; neste contexto (i) pesar\u00e1 o facto da retoma de uma fasquia m\u00ednima de confian\u00e7a com o Ir\u00e3o ser\u00e1 de longo prazo porque Teer\u00e3o continuar\u00e1 a projetar a sombra do seu poder, quer diretamente, quer eventualmente atrav\u00e9s de interven\u00e7\u00f5es disruptivas nas infraestruturas estrat\u00e9gicas do Golfo (a amea\u00e7a\/risco est\u00e3o l\u00e1);<br \/>\n(ii) a crescente postura assertiva e agressiva de Israel que com os ataques de 28 de Fevereiro agregou acrescidos patamares regionais de incerteza geopol\u00edtica;<\/p>\n<p>2. Sobre o relacionamento com os EUA, avaliar se na verdade devem ou podem continuar a confiar em Washington como garante da seguran\u00e7a regional ou se devem encetar uma fase inovadora de concerta\u00e7\u00e3o e aprofundamento de intera\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a e defesa avan\u00e7ando em mat\u00e9ria de refor\u00e7o de mecanismos internos privilegiando interesses comuns e minimize rivalidades e disputas familiares, de hierarquia e prest\u00edgio, fen\u00f3meno que tem caracterizado e de certa forma desacreditado o quadro de relacionamento inter-regional.<\/p>\n<p>Em suma, suceda o que venha a suceder, na opini\u00e3o de cientistas pol\u00edticos norte-americanos, nomeadamente do \u201cMiddle East Institute\u201d, os Estados do Golfo \u201cpermanecem na linha da frente. O Ir\u00e3o est\u00e1 logo do outro lado do Estreito de Ormuz e nalguns casos as respetivas capitais encontram-se a menos de 160 km do Ir\u00e3o. Portanto \u2013 concluem \u2013 dever\u00e3o tomar decis\u00f5es concretas de salvaguarda e defesa dos seus interesses e prioridades estrat\u00e9gicas e de autonomia no quadro geopol\u00edtico regional\u201d.<\/p>\n<p><strong>O PROCESSO DE ISLAMABAD<\/strong><br \/>\n1-O Paquist\u00e3o surgiu como mediador com vista a acolher negocia\u00e7\u00f5es diretas presenciais (novidade) entre EUA e Ir\u00e3o mas com base em desconfian\u00e7as m\u00fatuas e premissas fr\u00e1geis e duvidosas (PORQU\u00ca O PAQUIST\u00c3O? EVENTUALMENTE UMAS PALAVRAS SOBRE O TEMA COM MEN\u00c7\u00c3O AO ESTADOS DO CCG);<\/p>\n<p>2-O plano de 10 pontos submetido pelo Ir\u00e3o e aceite \u201ccomo base\u201d de negocia\u00e7\u00e3o pelos EUA teria sido rea\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta pr\u00e9via americana cujos contornos nunca foram conhecidos mas que se adivinharam;<\/p>\n<p>3- A aceita\u00e7\u00e3o de Washington foi lida em plurais quadrantes de an\u00e1lise como um recuo se n\u00e3o mesmo como derrota estrutural e estrat\u00e9gica americana ao conter pontos claramente inegoci\u00e1veis e inaceit\u00e1veis;<\/p>\n<p>4- H\u00e1 contudo que sublinhar que os americanos aceitaram os dez pontos iranianos \u201ccomo ponto de partida\u201d das negocia\u00e7\u00f5es e levaram o Ir\u00e3o a sentar-se \u00e0 mesa das negocia\u00e7\u00f5es; no plano diplom\u00e1tico encerram propostas e contra-propostas, avan\u00e7os e ced\u00eancias das partes; conclus\u00f5es extempor\u00e2neas dir-se-iam despiciendas;<\/p>\n<p>imparcialidade na an\u00e1lise n\u00e3o se pode confundir com o compromisso das partes diretamente envolvidas na defesa dos seus interesses; facto \u00e9 que, ainda que se possam evocar raz\u00f5es de ordem interna dos EUA, estes teriam partido para Islamabad \u201cnuma posi\u00e7\u00e3o de enfraquecimento estrat\u00e9gico\u201d;<\/p>\n<p>5-As fragilidades supra apontadas revelaram-se e foram sendo escalpelizadas sem recurso a exerc\u00edcios especulativos; desde logo porque os americanos salvaguardaram-se ab in\u00edcio com o entendimento que iriam \u201cdiscutir um documento de base\u201d; guardaram assim espa\u00e7o de manobra negocial;<\/p>\n<p>6-Ambiguidades tamb\u00e9m, e por outro lado, nos objetivos! Para Trump come\u00e7ou por ser posta na abertura sem condi\u00e7\u00f5es do Estreito de Ormuz e a reposi\u00e7\u00e3o da liberdade de navega\u00e7\u00e3o em \u00e1guas internacionais e na recusa liminar da aplica\u00e7\u00e3o de taxas de circula\u00e7\u00e3o pelo Ir\u00e3o (que disse depois que as dividiria com o Om\u00e3 e que serviriam para ressarcimento dos preju\u00edzos resultantes dos ataques sofridos no decurso da fase aguda e operacional do conflito!!); como era previs\u00edvel, o objetivo priorit\u00e1rio voltou-se depois para a quest\u00e3o nuclear e para a exig\u00eancia que o Ir\u00e3o declarasse sem qq margem de d\u00favida que abdicava do enriquecimento de ur\u00e2nio e da bomba at\u00f3mica (coment\u00e1rio: a fazer recordar outras negocia\u00e7\u00f5es\u2026); portanto, para j\u00e1, t\u00e1ticas vari\u00e1veis, resultados imprevis\u00edveis; ATEN\u00c7\u00c3O: INCLUS\u00c3O, EM DEVIDO TEMPO DA AIEA!<\/p>\n<p>7 &#8211; Fragilidades relativas ao entendimento divergente acerca da inclus\u00e3o da cessa\u00e7\u00e3o dos ataques de Israel ao L\u00edbano quando n\u00e3o havia raz\u00e3o para hesita\u00e7\u00f5es; era ponto claro e inequ\u00edvoco da lista iraniana; a atitude de dist\u00e2ncia de Israel da l\u00f3gica e filosofia de Islamabad traduziu-se na ideia peregrina de iniciar negocia\u00e7\u00f5es com o Governo do L\u00edbano mas com exclus\u00e3o do Hezbollah (!! e de prosseguir os ataques contra Beirute; iniciativa que claramente estava condenada ao fracasso que inflamou a revolta do \u201cproxy\u201d iraniano e por arrasto as chefias dos Houtis;<\/p>\n<p>7- As tens\u00f5es entre Trump e Netanyahu cresceram e tornaram-se evidentes; ambos acusam indesment\u00edvel desgaste quer internacional quer dom\u00e9stico com opini\u00f5es p\u00fablicas divididas entre o apoio e a rejei\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios b\u00e9licos; sucedem-se as opini\u00f5es e an\u00e1lises coincidentes de que a guerra iniciada a 28 de Fevereiro n\u00e3o era uma guerra dos EUA mas sim de Israel que com o Ir\u00e3o mant\u00e9m perene e dram\u00e1tica disputa existencial de promessa de aniquilamento rec\u00edproco; para Trump as midterm elections constituem um teste fulcral para a 2a parte do mandato presidencial n\u00e3o sendo de excluir o impeachment ( o pr\u00f3prio Trump j\u00e1 o admitiu e n\u00e3o seria o primeiro) bem como a evoca\u00e7\u00e3o da 25\u00aa emenda da Constitui\u00e7\u00e3o sobre a destitui\u00e7\u00e3o do Presidente (pouco prov\u00e1vel pelas maiorias necess\u00e1rias no Senado e na C\u00e2mara); Netanyahu corre o risco de enfrentar processos pol\u00edticos e judiciais (internos) que determinar\u00e3o o fim da sua vida p\u00fablica e mesmo a pris\u00e3o; para Trump era desnecess\u00e1rio; para o l\u00edder israelita ser\u00e1 inevit\u00e1vel; para o primeiro \u00e9 determinante ou sair da guerra com um resultado palp\u00e1vel ou escalar o conflito na procura desse resultado; para o segundo, a continua\u00e7\u00e3o do conflito representa a sua sobreviv\u00eancia ou seja, enquanto existirem frentes de combate, existir\u00e1 Netanyahu. Tudo a acompanhar j\u00e1 a partir deste fim de semana.<\/p>\n<p><strong>CONSEQU\u00caNCIAS IMEDIATAS; LEITURAS POSS\u00cdVEIS?<\/strong><\/p>\n<p>O MO retoma a sua face mais preocupante: conflitos intermitentes, mas sem fim, fruto da complexidade geopol\u00edtica regional. Hoje, em concreto, os reflexos negativos a longo prazo na economia global, na seguran\u00e7a energ\u00e9tica, na estabilidade dos mercados, no respeito do normativo internacional e na manuten\u00e7\u00e3o (ou n\u00e3o) da atual ordem financeira centrada no d\u00f3lar e no futuro da geopol\u00edtica da energia e do sistema financeiro internacional.<br \/>\n\u00c9 verdade que os EUA deixaram o sinal de um \u201cM\u00c9TODO DE ENTENDIMENTO\u201d, segundo as palavras do VP Vance o que no entender de v\u00e1rios analistas significaria uma \u201cjanela de abertura\u201d para a continuidade das conversas. Tamb\u00e9m \u00e9 verdade que ningu\u00e9m esperaria solu\u00e7\u00f5es numa primeira ronda que durou 21 horas, sobretudo face ao que separa os beligerantes.<br \/>\nHaver\u00e1 contudo que perscrutar e considerar os sinais e os cen\u00e1rios poss\u00edveis sem ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios especulativos:<br \/>\n1-Subsistem de facto condi\u00e7\u00f5es objetivas para novas rondas de negocia\u00e7\u00f5es e estar\u00e3o os players realmente interessados em conversar?<br \/>\n2-Onde poderiam ter lugar? Regressar ao Paquist\u00e3o? Quem poderia assumir o papel de um novo honest broker?<br \/>\n3-Assistimos a um intervalo para repensar estrat\u00e9gias, \u201ccontar espingardas\u201d, amenizar efeitos de eros\u00e3o das opini\u00f5es publicas internas (sobretudo pelo lado dos EUA, n\u00e3o do Ir\u00e3o) ou retomar a l\u00f3gica da escalada de um conflito que s\u00f3 (aparentemente) adormeceu?<br \/>\n4-A intempestiva decis\u00e3o de Trump (bloqueio naval unilateral do Estreito de Ormuz e dos portos iranianos, apoiada por Israel) e as rea\u00e7\u00f5es de Teer\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o da medida (como pirataria) e amea\u00e7a lan\u00e7ada sobre os portos do Golfo e do Mar Ar\u00e1bico (\u201cse a seguran\u00e7a dos portos da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica estiver amea\u00e7ada nenhum porto do Golfo e do Mar Ar\u00e1bico estar\u00e1 seguro\u201d) indicia a eventual propens\u00e3o para uma multiplicidade de situa\u00e7\u00f5es, entre instabilidade cr\u00f3nica, escalada \u201cecon\u00f3mica\u201d com um potencial de resvalar para militar e a evidente afirma\u00e7\u00e3o do real poder regional do Ir\u00e3o \u2026<br \/>\n5- O que esperar dos Estados do Golfo? Permito-me citar a este prop\u00f3sito um estudioso iraniano (on purpose) (a prop\u00f3sito, Ir\u00e3o e AS t\u00eam estado em contacto, n\u00e3o sei exatamente a que n\u00edvel\u2026):<br \/>\n\u201cThey would never let again be able to be staging ground on an offensive scenario\u201d e \u201cat this point, for Gulf States, US operations in their territories are a red line.If that stops tensions, the situation could eventually de-escalate\u2026If doesn\u2019t\u2026expect escalation\u201d.<\/p>\n<p>Embora vinda de quem vem, contribuir\u00e1 para uma avalia\u00e7\u00e3o do estado de degrada\u00e7\u00e3o e desconfian\u00e7a no plano do relacionamento entre EUA e os seus aliados no Golfo Ar\u00e1bico indutora de expect\u00e1vel reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica.<br \/>\nA aprecia\u00e7\u00e3o final (condicionada \u00e0s incertezas, impasses e volatilidade do xadrez regional:<br \/>\n. Washington estrategicamente diminu\u00eddo e eventualmente perdedor (depende do que lograr taticamente no terreno em simult\u00e2neo com o que venha e quando a alcan\u00e7ar no p\u00f3s cessar fogo e em sede de negocia\u00e7\u00f5es);<br \/>\n. Um Ir\u00e3o que permanece, resistente e resiliente;<br \/>\n. Uma China ganhadora;<br \/>\n. Uma Federa\u00e7\u00e3o Russa mais prudente, mas com condi\u00e7\u00f5es de enriquecer;<br \/>\n. Uma Europa enfraquecida, \u00f3rf\u00e3 de leadership, dividida e em busca de um papel interveniente p\u00f3s-conflito (?);<br \/>\nOutra cita\u00e7\u00e3o, esta de Maquiavel : \u201cWar start when you will but doesn\u2019t end when you please\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Alves de Carvalho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12629,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[2486,2485],"class_list":["post-12628","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-casa-de-campo-d-carlos","tag-luis-gagliardini"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A GUERRA EUA\/ISRAEL E IR\u00c3O; REFLEXOS NO GOLFO \u00c1RABE E A GLOBALIZA\u00c7\u00c3O DO CONFLITO - Estado com Arte<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/05\/01\/a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A GUERRA EUA\/ISRAEL E IR\u00c3O; REFLEXOS NO GOLFO \u00c1RABE E A GLOBALIZA\u00c7\u00c3O DO CONFLITO - Estado com Arte\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Ant\u00f3nio Alves de Carvalho\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/05\/01\/a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estado com Arte\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-05-01T19:10:30+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-05-01T19:45:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Captura-de-ecra_1-5-2026_20822_www.youtube.com_.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"865\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"478\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/05\/01\/a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/05\/01\/a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/person\/c0943a071216c1e5b21f85304151e4ba\"},\"headline\":\"A GUERRA EUA\/ISRAEL E IR\u00c3O; REFLEXOS NO GOLFO \u00c1RABE E A GLOBALIZA\u00c7\u00c3O DO CONFLITO\",\"datePublished\":\"2026-05-01T19:10:30+00:00\",\"dateModified\":\"2026-05-01T19:45:25+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/05\/01\/a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito\/\"},\"wordCount\":4058,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/05\/01\/a-guerra-eua-israel-e-irao-reflexos-no-golfo-arabe-e-a-globalizacao-do-conflito\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Captura-de-ecra_1-5-2026_20822_www.youtube.com_.jpeg\",\"keywords\":[\"casa de Campo D. 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