{"id":12814,"date":"2026-06-15T16:47:10","date_gmt":"2026-06-15T16:47:10","guid":{"rendered":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?p=12814"},"modified":"2026-06-15T16:49:55","modified_gmt":"2026-06-15T16:49:55","slug":"entre-protestos-e-aliancas-a-nova-estrategia-francesa-em-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2026\/06\/15\/entre-protestos-e-aliancas-a-nova-estrategia-francesa-em-africa\/","title":{"rendered":"\u201cEntre protestos e alian\u00e7as: a nova estrat\u00e9gia francesa em \u00c1frica\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cN\u00e3o permitiremos ser explorados outra vez\u201d William Ruto, Presidente do Qu\u00e9nia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A cimeira de Nairobi, denominada \u201cAfrica Forward: Parcerias \u00c1frica-Fran\u00e7a para a Inova\u00e7\u00e3o e Crescimento\u201d, tornou-se um dos principais acontecimentos diplom\u00e1ticos entre \u00c1frica e Fran\u00e7a em 2026. <\/strong><br \/>\n<strong>O encontro decorreu entre 11 e 12 de Maio e foi coorganizado por William Ruto (Presidente do Qu\u00e9nia) e Emmanuel Macron.<\/strong><\/p>\n<p>Em retrospectiva poderemos dizer que o p\u00e9riplo de\u00a0Emmanuel Macron\u00a0por \u00c1frica tem sido marcado por uma clara tentativa de redefinir a presen\u00e7a francesa no continente, num contexto de crescente contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 influ\u00eancia francesa\u00a0em v\u00e1rias ex-col\u00f3nias africanas.<br \/>\nPoliticamente, estas visitas procuram preservar a influ\u00eancia francesa num continente cada vez mais multipolarizado, onde os discursos soberanistas e anti-coloniais foram ganhando for\u00e7a, especialmente entre as camadas mais jovens da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEste p\u00e9riplo surge tamb\u00e9m numa altura em que outras pot\u00eancias como a China (atrav\u00e9s de investimentos em infraestruturas), R\u00fassia (com coopera\u00e7\u00e3o militar e seguran\u00e7a), Turquia, India e Estados Unidos (presen\u00e7a econ\u00f3mica relevante) disputam o espa\u00e7o estrat\u00e9gico no continente.<br \/>\nDe facto, a rela\u00e7\u00e3o entre\u00a0\u00c1frica\u00a0e\u00a0Fran\u00e7a,\u00a0\u00e9 uma das mais complexas da pol\u00edtica internacional contempor\u00e2nea, marcada por coopera\u00e7\u00e3o, depend\u00eancia hist\u00f3rica, tens\u00f5es diplom\u00e1ticas e crescente contesta\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, Paris manteve forte influ\u00eancia sobre v\u00e1rias ex-col\u00f3nias africanas, sobretudo na \u00c1frica Ocidental e Central, atrav\u00e9s de acordos militares, econ\u00f3micos e pol\u00edticos. Esse sistema ficou conhecido como \u201cFran\u00e7afrique\u201d, express\u00e3o usada para descrever a rede de influ\u00eancia francesa no continente.<br \/>\nContudo, a rece\u00e7\u00e3o nem sempre foi positiva. Em v\u00e1rios pa\u00edses africanos cresceram movimentos anti-franceses, sobretudo no Sahel, onde governos miliares como o do Mali, \u00a0o do Burkina Faso\u00a0e\u00a0o do N\u00edger\u00a0expulsaram tropas francesas tendo-se aproximado, consequentemente, da\u00a0R\u00fassia.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto e numa clara tentativa de adapta\u00e7\u00e3o a esta nova realidade que a Fran\u00e7a procura refor\u00e7ar o seu papel mediante a implementa\u00e7\u00e3o de uma \u201cnova parceria\u201d com \u00c1frica, baseada em investimento, cultura, inova\u00e7\u00e3o e juventude, tentando afastar a imagem neo-colonial associada.<br \/>\nA cimeira de Nairobi, denominada \u201cAfrica Forward: Parcerias \u00c1frica-Fran\u00e7a para a Inova\u00e7\u00e3o e Crescimento\u201d, tornou-se um dos principais acontecimentos diplom\u00e1ticos entre \u00c1frica e Fran\u00e7a em 2026.<br \/>\nO encontro decorreu entre 11 e 12 de Maio e foi coorganizado por William Ruto (Presidente do Qu\u00e9nia) e Emmanuel Macron.<\/p>\n<p>A cimeira reuniu mais de 30 chefes de Estado africanos, empres\u00e1rios, bancos de desenvolvimento e representantes da Uni\u00e3o Africana com vista a abordar quest\u00f5es relacionadas com a reforma do sistema financeiro internacional; a industrializa\u00e7\u00e3o verde; a energia e acesso \u00e0 electricidade; a intelig\u00eancia artificial e transforma\u00e7\u00e3o digital; a economia azul e o com\u00e9rcio continental africano.<br \/>\nO encontro possuiu uma forte dimens\u00e3o geopol\u00edtica com a Fran\u00e7a a procurar reconstruir a sua influ\u00eancia em \u00c1frica ap\u00f3s sucessivas rupturas diplom\u00e1ticas no Sahel. Na verdade, Macron tenta apresentar uma nova abordagem, menos ligada ao passado colonial franc\u00eas e mais focada em investimento, inova\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>O discurso de Emmanuel Macron na Cimeira \u201cAfrica Forward\u201d, em Nairobi, centrou-se na tentativa de redefinir as rela\u00e7\u00f5es entre Fran\u00e7a e \u00c1frica, num momento em que Paris enfrenta perda de influ\u00eancia em v\u00e1rias regi\u00f5es africanas.<br \/>\nEntre os principais pontos do discurso destacaram-se; a defesa de uma \u201cnova parceria\u201d entre \u00c1frica e Fran\u00e7a, baseada em respeito m\u00fatuo e n\u00e3o numa l\u00f3gica p\u00f3s-colonial; o refor\u00e7o do investimento franc\u00eas em energia, tecnologia, intelig\u00eancia artificial e infra-estruturas; a necessidade de reformar o sistema financeiro internacional para facilitar cr\u00e9dito aos pa\u00edses africanos; o apoio \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o africana e \u00e0 juventude empreendedora e a coopera\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a e estabilidade regional.<br \/>\nMacron tamb\u00e9m reconheceu implicitamente que a rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica entre Fran\u00e7a e \u00c1frica atravessa uma fase dif\u00edcil, sobretudo ap\u00f3s a expuls\u00e3o das tropas francesas de pa\u00edses do Sahel como\u00a0o Mali,\u00a0N\u00edger\u00a0e o\u00a0Burkina Faso, facto referido anteriormente.<br \/>\nA posi\u00e7\u00e3o africana foi marcada por v\u00e1rios discursos se bem que ganharam particular destaque o de William Ruto e o da Uni\u00e3o Africana.<\/p>\n<p>O discurso da Uni\u00e3o Africana na Cimeira de Nairobi foi marcado por um tom de afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e defesa de maior autonomia nas decis\u00f5es globais. Os representantes africanos defenderam que \u00c1frica j\u00e1 n\u00e3o pretende ser vista apenas como fornecedora de mat\u00e9rias-primas ou como um espa\u00e7o de influ\u00eancia externa, mas como um parceiro estrat\u00e9gico global com voz pr\u00f3pria.<br \/>\nEntre os principais pontos destacados estiveram; a exig\u00eancia de reformas no sistema financeiro internacional; maior acesso africano ao cr\u00e9dito e investimento; industrializa\u00e7\u00e3o do continente; quest\u00f5es relacionadas com a soberania econ\u00f3mica africana; combate \u00e0s desigualdades globais e uma maior representa\u00e7\u00e3o africana nas institui\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Uni\u00e3o Africana defendeu ainda rela\u00e7\u00f5es internacionais \u201cmais equilibradas\u201d, numa refer\u00eancia indirecta \u00e0s antigas pot\u00eancias coloniais e \u00e0 disputa de influ\u00eancia entre actores externos como a China, a R\u00fassia e os Estados Unidos.<br \/>\nPoliticamente, o discurso procurou transmitir a ideia de uma \u00c1frica mais confiante, multipolar e menos dependente das grandes pot\u00eancias tradicionais, refor\u00e7ando a narrativa de \u201csolu\u00e7\u00f5es africanas para problemas africanos\u201d.<br \/>\nO discurso do anfitri\u00e3o da Cimeira de Nairobi, William Ruto revelou-se como claramente favor\u00e1vel a uma nova rela\u00e7\u00e3o entre \u00c1frica e os parceiros internacionais, especialmente a\u00a0Fran\u00e7a, se bem que baseada em igualdade, soberania e investimento \u2014 e n\u00e3o em depend\u00eancia.<br \/>\nEm v\u00e1rios momentos do encontro Ruto defenderia que \u201co tempo de \u00c1frica havia chegado\u201d; que o continente deveria ser tratado como parceiro estrat\u00e9gico e n\u00e3o como receptor de ajuda, tendo mesmo criticado o actual sistema econ\u00f3mico global, afirmando que \u00c1frica paga custos de financiamento muito mais elevados, devido \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de risco criada pelas ag\u00eancias internacionais de nota\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Politicamente, a posi\u00e7\u00e3o de Ruto foi vista como sendo pragm\u00e1tica, no sentido de promover uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Fran\u00e7a e ao Ocidente, sem abandonar o discurso pan-africano de autonomia econ\u00f3mica e soberania pol\u00edtica. Tendo ainda tentado posicionar-se como uma das vozes africanas mais firmes na defesa da industrializa\u00e7\u00e3o africana; da valoriza\u00e7\u00e3o dos recursos do continente; da reforma financeira global e de uma \u00c1frica mais independente no cen\u00e1rio internacional.<br \/>\nO discurso foi interpretado como um aviso tanto \u00e0s antigas pot\u00eancias coloniais, como\u00a0Fran\u00e7a, quanto \u00e0s novas pot\u00eancias que disputam influ\u00eancia em \u00c1frica, incluindo\u00a0China,\u00a0R\u00fassia\u00a0e outras economias globais.<br \/>\nQuanto \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas, o discurso de\u00a0Ant\u00f3nio Guterres\u00a0em Nairobi centrou-se sobretudo na defesa de uma reforma das institui\u00e7\u00f5es internacionais e no refor\u00e7o do papel de \u00c1frica na governa\u00e7\u00e3o mundial.<br \/>\nDurante a sua interven\u00e7\u00e3o, Guterres afirmou que a actual estrutura internacional j\u00e1 n\u00e3o reflecte o equil\u00edbrio global contempor\u00e2neo, defendendo maior representa\u00e7\u00e3o africana no sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas, especialmente no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. O secret\u00e1rio-geral classificaria como \u201cinjusti\u00e7a hist\u00f3rica\u201d a aus\u00eancia de assentos permanentes africanos naquele \u00f3rg\u00e3o refor\u00e7ando esta ideia com uma das frases mais marcantes do seu discurso, \u201cisto \u00e9 2026, n\u00e3o 1946.\u201d<\/p>\n<p>Com esta declara\u00e7\u00e3o, Guterres criticou o facto de a arquitectura internacional continuar fortemente baseada na ordem criada ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, destacando ainda; a necessidade de reformar o sistema financeiro internacional; o peso da d\u00edvida africana; as desigualdades no acesso ao financiamento; e os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sobre o continente africano.<br \/>\nGuterres elogiou ainda o papel crescente da\u00a0Uni\u00e3o Africana\u00a0na diplomacia global, considerando-a um exemplo de multilateralismo num mundo marcado por divis\u00f5es geopol\u00edticas.<br \/>\nO discurso de Ant\u00f3nio Guterres foi interpretado como um forte apoio \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es africanas por uma maior influ\u00eancia internacional, numa altura em que o continente procura afirmar-se como actor central nas quest\u00f5es econ\u00f3micas, energ\u00e9ticas e estrat\u00e9gicas globais.<\/p>\n<p>Da Cimeira surgiria posteriormente a chamada \u201cCarta de Nairobi\u201d, documento este que se concentraria sobretudo na necessidade de uma nova parceria econ\u00f3mica e estrat\u00e9gica entre \u00c1frica e Fran\u00e7a, baseada em investimento, inova\u00e7\u00e3o e reforma financeira internacional.<br \/>\nDa Carta poderemos retirar as seguintes conclus\u00f5es: no plano da reforma do sistema financeiro internacional os l\u00edderes africanos defenderam mudan\u00e7as na forma como o risco africano \u00e9 avaliado pelos mercados internacionais.<br \/>\nA declara\u00e7\u00e3o insiste tamb\u00e9m numa rela\u00e7\u00e3o \u00c1frica-Fran\u00e7a menos marcada pelo passado colonial e mais baseada em coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, respeito m\u00fatuo e interesses comuns.<br \/>\nA declara\u00e7\u00e3o apoia ainda uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica adaptada \u00e0 realidade africana, defendendo um financiamento clim\u00e1tico mais justo e o acesso \u00e0 energia para desenvolvimento econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>O documento reafirma por fim o apoio \u00e0 paz, coopera\u00e7\u00e3o regional e fortalecimento das institui\u00e7\u00f5es africanas perante conflitos e a instabilidade geopol\u00edtica.<br \/>\nEntre os principais compromissos anunciados destacam-se; a mobiliza\u00e7\u00e3o de milhares de milh\u00f5es de euros para infra-estruturas e energia (cerca de 23 mil milh\u00f5es de euros); o apoio ao com\u00e9rcio intra-africano e \u00e0 Zona de Com\u00e9rcio Livre Continental Africana; um maior financiamento clim\u00e1tico para pa\u00edses africanos; o refor\u00e7o da coopera\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria e tecnol\u00f3gica; e a promo\u00e7\u00e3o de parcerias \u201centre iguais\u201d. (africaforwardsummit.go.ke).<\/p>\n<p>Politicamente, a declara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sublinha: a necessidade de reformar institui\u00e7\u00f5es globais; uma maior representa\u00e7\u00e3o africana no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU; o combate \u00e0 d\u00edvida excessiva africana e a defesa da soberania dos Estados africano (un.org).<br \/>\nA cimeira de Nairobi tem um forte valor pol\u00edtico, estrat\u00e9gico e simb\u00f3lico para\u00a0Emmanuel Macron, mesmo num momento em que a influ\u00eancia francesa diminuiu na \u00c1frica Ocidental e o seu mandato entra na fase final. Com ela procura deixar a imagem de um presidente que tentou redefinir as rela\u00e7\u00f5es Fran\u00e7a-\u00c1frica e evitar que o seu legado africano fique associado apenas \u00e0s derrotas diplom\u00e1ticas no Sahel.<br \/>\nDo lado africano, l\u00edderes como\u00a0William Ruto\u00a0usam o encontro para; pressionar por reformas financeiras; atrair investimento; negociar em melhores condi\u00e7\u00f5es e afirmar uma \u00c1frica mais aut\u00f3noma.<\/p>\n<p>No fundo, a cimeira mostra duas realidades ao mesmo tempo, uma Fran\u00e7a que tenta adaptar-se \u00e0 perda de influ\u00eancia e uma \u00c1frica mais confiante, consciente do seu peso estrat\u00e9gico e menos disposta a aceitar rela\u00e7\u00f5es desequilibradas.<br \/>\nDesta forma a \u201cCarta de Nairobi\u201d procurou transmitir a ideia de uma \u00c1frica mais aut\u00f3noma, menos dependente da ajuda tradicional e mais focada em investimento, inova\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia global. Revelando ao mesmo tempo uma tentativa por parte da\u00a0Fran\u00e7a\u00a0em redefinir a sua rela\u00e7\u00e3o com o continente africano num momento em que enfrenta perda de influ\u00eancia em v\u00e1rias antigas col\u00f3nias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Janete Cravino, Investigadora, Doutorada em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Seguran\u00e7a e Defesa pelo IEP da UCP;<br \/>\nMarco Serronha, Tenente-general, vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, especializa\u00e7\u00e3o militar em 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