{"id":2872,"date":"2023-10-09T11:23:06","date_gmt":"2023-10-09T11:23:06","guid":{"rendered":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?p=2872"},"modified":"2023-10-09T11:24:23","modified_gmt":"2023-10-09T11:24:23","slug":"fatima-cardoso-temos-uma-taxa-de-cura-de-cerca-de-70","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2023\/10\/09\/fatima-cardoso-temos-uma-taxa-de-cura-de-cerca-de-70\/","title":{"rendered":"F\u00e1tima Cardoso: \u201cTemos uma taxa de cura de cerca de 70%\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>A m\u00e9dica oncol\u00f3gica F\u00e1tima Cardoso, respons\u00e1vel da unidade de cancro da mama da Funda\u00e7\u00e3o Champalimaud, em entrevista\u00a0 ao <em>Estado com Arte Magazine<\/em>, revela que desde 2021 o cancro da mama \u00e9 o cancro mais frequente de todos, apesar de n\u00e3o ser o que mata mais. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Em Portugal h\u00e1 cerca de 6500 novos casos de cancro da mama e 1500 mortes por ano, 1\/3 dos doentes t\u00eam doen\u00e7a incur\u00e1vel, mas pouco se sabe quantos doentes existem com cancro avan\u00e7ado, devido \u00e0s novas regras da confidencialidade que n\u00e3o permitem troca de informa\u00e7\u00f5es entre bases de dados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 maioritariamente uma doen\u00e7a feminina, mas 1% destes doentes s\u00e3o homens e sentem-se ainda \u201cmais isolados\u201d do que as mulheres. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Para a oncologista a procura da vacina contra o cancro \u201c\u00e9 uma utopia\u201d, a maioria dos cancros n\u00e3o est\u00e1 associada a infe\u00e7\u00f5es, e por isso \u201cvai ser dif\u00edcil desenvolver\u201d a vacina. Em cada 1000 gravidezes h\u00e1 um caso de cancro, mas \u00e9 poss\u00edvel tratar bem a m\u00e3e sem ser preciso abortar. Engravidar depois de ter cancro da mama n\u00e3o aumenta o risco de regresso da doen\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Que trabalho desenvolveu na \u00e1rea do cancro para a atribui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio ABC Global Alliance em 2019?<\/strong><\/p>\n<p>Foi pelo trabalho que tenho vindo a desenvolver nas \u00faltimas d\u00e9cadas relativamente ao cancro da mama avan\u00e7ado. \u00c9 um grupo de doentes que se sente abandonado no meio da \u201conda rosa\u201d, por ter necessidades e problemas diferentes, dado que se trata de um cancro da mama trat\u00e1vel, mas infelizmente ainda incur\u00e1vel. Chama-se avan\u00e7ado, metast\u00e1tico ou est\u00e1dio IV a partir do momento em que a doen\u00e7a aparece noutros locais para al\u00e9m da mama e da axila. Pode ser diagnosticado j\u00e1 em est\u00e1dio IV ou aparecer v\u00e1rios meses ou anos ap\u00f3s um cancro da mama precoce. Mesmo nos casos em que o cancro da mama \u00e9 diagnosticado precocemente e mesmo recebendo os melhores tratamentos que existem, em cerca de 20 a 30 por cento dos casos ocorre uma recidiva.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um cancro de mama?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um cancro da mama, mas j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 localizado, est\u00e1 espalhado com aquilo que se chama met\u00e1stases, ou seja, pequenos filhos do tumor que t\u00eam a mesma origem, portanto s\u00e3o c\u00e9lulas do cancro da mama, que se espalham para outros \u00f3rg\u00e3os. Os \u00f3rg\u00e3os mais frequentes s\u00e3o o f\u00edgado, os pulm\u00f5es, os ossos, os g\u00e2nglios e o c\u00e9rebro. Existem v\u00e1rios tratamentos eficazes, que s\u00e3o diferentes de acordo com o tipo de cancro da mama, mas infelizmente neste momento n\u00e3o existe cura.<\/p>\n<p><strong>Dessa popula\u00e7\u00e3o qual \u00e9 a percentagem que existe em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p>Em termos de percentagem s\u00e3o cerca de 1\/3 dos doentes, em termos de n\u00fameros n\u00e3o se sabe. Nem se sabe em Portugal, nem na maioria dos pa\u00edses. Esse \u00e9 um dos grandes problemas, uma das nossas batalhas, n\u00e3o termos bons dados de quantos doentes com cancros metast\u00e1ticos existem (cancro da mama ou outros cancros). Este problema acontece porque os registos oncol\u00f3gicos, o nosso por exemplo, registam o diagn\u00f3stico e a morte. N\u00e3o registam se acontece alguma recidiva. Sabemos, por exemplo, quantos cancros s\u00e3o diagnosticados por ano, sabemos quantas pessoas morrem desse cancro, sabemos tamb\u00e9m uma coisa que se chama preval\u00eancia, que significa quantas pessoas tiveram diagn\u00f3stico nos \u00faltimos 5 anos e ainda est\u00e3o vivas, mas essas incluem as pessoas que tiveram diagn\u00f3stico, fizeram tratamento e agora est\u00e3o bem (chamados sobreviventes) e as pessoas que tiveram uma recidiva.<\/p>\n<p><strong>E porque \u00e9 que n\u00e3o existem esses dados?<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas mudam de lugar, \u00e0s vezes at\u00e9 mudam de pa\u00eds, \u00e9 dif\u00edcil seguir a pessoa durante os v\u00e1rios anos. O cancro da mama pode recidivar, ou seja, re-aparecer, v\u00e1rios anos depois do primeiro diagn\u00f3stico. Precisar\u00edamos de ter mecanismos de alerta para os registos oncol\u00f3gicos. Por exemplo, uma pessoa quando tem um cancro precoce \u00e9 tratada com medicamentos muito espec\u00edficos, durante um certo per\u00edodo, e depois deixa de os utilizar. Se os voltar a utilizar v\u00e1rios anos depois deveria ser um sinal de alerta de que ou teve um diagn\u00f3stico de outro cancro ou teve uma recidiva. Seria uma forma de tentar perceber o que aconteceu com os doentes. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, e nomeadamente as novas regras da confidencialidade n\u00e3o permitem troca de informa\u00e7\u00f5es entre bases de dados e v\u00eam comprometer ainda mais esse problema. Estamos a tentar resolver a n\u00edvel mundial, mas implica investimento numa nova forma de fazer registos oncol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>Que permite fazer um melhor acompanhamento dos doentes\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Se n\u00e3o se souber sequer a magnitude de um problema dificilmente conseguimos geri-lo bem. Mas podemos estimar que cerca de 1\/3 dos doentes que t\u00eam cancro da mama acabam por ter uma recidiva e, portanto, s\u00e3o n\u00fameros importantes. Em Portugal temos cerca de 6000 a 6500 novos casos de cancro da mama por ano e cerca de 1500 mortes. A preval\u00eancia, ou seja, pessoas com diagn\u00f3stico de cancro da mama nos \u00faltimos 5 anos e ainda vivas, s\u00e3o cerca de 27,000. A maioria destas pessoas s\u00e3o os sobreviventes de cancro da mama, mas aqui se incluem tamb\u00e9m os doentes com cancro metast\u00e1tico.<\/p>\n<p>Os doentes com cancro da mama metast\u00e1tico vivem com uma doen\u00e7a que necessita sempre de alguma forma de tratamento. Portanto, \u00e9 parecido com uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, mas n\u00e3o \u00e9 bem uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, porque o tempo de vida com a doen\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o d\u00e9cadas, s\u00e3o cerca de 3 a 5 anos, em m\u00e9dia. Para lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es para os doentes com esta doen\u00e7a foi criada em 2016 a Alian\u00e7a Global Contra o Cancro da Mama Avan\u00e7ado (ABC Global Alliance)<\/p>\n<p><strong>A maioria dos doentes s\u00e3o mulheres\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Sim, 99% s\u00e3o mulheres e 1% s\u00e3o homens, que ainda se sentem mais isolados porque t\u00eam uma doen\u00e7a que \u00e9 considerada uma doen\u00e7a feminina, mas os homens tamb\u00e9m podem ter cancro da mama.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as maiores inseguran\u00e7as que as doentes lhe revelam?<\/strong><\/p>\n<p>A principal ang\u00fastia quando se ouve a palavra cancro \u00e9 se \u00e9 uma doen\u00e7a que pode levar \u00e0 morte. Felizmente dentro de todos os cancros que existem, o cancro da mama \u00e9 aquele que tem tido avan\u00e7os muito substanciais desde os anos 90, em que vemos uma diminui\u00e7\u00e3o na mortalidade de uma forma muito acentuada. Apesar de haver mais casos, a mortalidade tem diminu\u00eddo. Se falarmos numa forma global, incluindo todos os tipos de cancro da mama, temos uma taxa de cura de cerca de 70%.\u00a0 Mas quando vamos esmiu\u00e7ar por subtipo e por est\u00e1dio ao diagn\u00f3stico podemos alcan\u00e7ar uma taxa de cura de cerca 90% em alguns casos. O principal fator que determina a probabilidade de cura \u00e9 o diagn\u00f3stico precoce, e \u00e9 por isso que se fala tantas vezes em estar atento e procurar um m\u00e9dico logo aos primeiros sintomas.<\/p>\n<p><strong>Mas nem sempre os sintomas s\u00e3o identific\u00e1veis no cancro da mama?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 verdade e \u00e9 para esses casos que existe o rastreio, para detetar cancros da mama t\u00e3o precoces que ainda n\u00e3o d\u00e3o sintomas e assim t\u00eam taxas de cura altas. Em Portugal, o programa de rastreio \u00e9 coordenado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro e \u00e9 recomendado, em determinadas idades em que o cancro da mama \u00e9 mais frequente, entre os 50 e os 70 anos. Mas qualquer mulher de qualquer idade deve estar atenta ao seu organismo, se aparecer um sintoma deve recorrer imediatamente a ajuda m\u00e9dica para se poder realizar um diagn\u00f3stico precoce.<\/p>\n<p><strong>Consegue justificar porque \u00e9 que h\u00e1 cada vez mais cancro da mama?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso explicar o que \u00e9 o cancro. Por vezes falamos sobre o cancro como se fosse uma s\u00f3 doen\u00e7a. Mas o cancro s\u00e3o muitas doen\u00e7as, e cada uma delas tem o seu comportamento diferente. Tamb\u00e9m \u00e9 importante saber que o cancro n\u00e3o \u00e9 uma agress\u00e3o externa, por exemplo uma bact\u00e9ria, ou um v\u00edrus, ou algo que nos infecta. As c\u00e9lulas malignas s\u00e3o c\u00e9lulas nossas que perdem certas capacidades e ganham outras, ganham a capacidade de se dividirem sem controlo e de n\u00e3o morrerem, s\u00e3o c\u00e9lulas imortais, que v\u00e3o crescendo, v\u00e3o ocupando espa\u00e7o, v\u00e3o comprimindo os outros \u00f3rg\u00e3os, e v\u00e3o dando esses sintomas. Porque \u00e9 que isso acontece? Porque habitualmente essas c\u00e9lulas t\u00eam altera\u00e7\u00f5es nos seus genes que n\u00e3o conseguiram ser corrigidos pelo nosso sistema imunit\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Que altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o essas?<\/strong><\/p>\n<p>O estilo de vida que temos hoje, no mundo ocidentalizado industrializado, faz com que as agress\u00f5es \u00e0s nossas c\u00e9lulas sejam cada vez mais frequentes, seja por polui\u00e7\u00e3o, seja por aquilo que comemos, que como sabe h\u00e1 sempre problemas ligados \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o da comida por variad\u00edssimos problemas, seja tamb\u00e9m pela vida de stress. H\u00e1 estudos interessantes sobre a liga\u00e7\u00e3o do stress \u00e0s doen\u00e7as oncol\u00f3gicas. O estilo de vida que n\u00f3s temos, tem com certeza um impacto muito grande no aumento de incid\u00eancia de todos os cancros, e nomeadamente no cancro da mama, que se tornou desde o ano passado o cancro mais frequente de todos. Apesar de ser essencialmente um cancro do sexo feminino, quando consideramos todos os cancros juntos, o cancro da mama \u00e9, neste momento, o cancro com maior incid\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 o que tem maior mortalidade, por exemplo o cancro do pulm\u00e3o e o cancro do p\u00e2ncreas t\u00eam maior mortalidade.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 j\u00e1 algum avan\u00e7o significativo na vacina contra o cancro?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o existe. Querer encontrar uma vacina contra o cancro \u00e9 uma utopia. H\u00e1 muitos anos que se procura isso.\u00a0 Uma vacina ajuda o sistema imunit\u00e1rio a desenvolver anticorpos contra determinados organismos que s\u00e3o externos ao nosso organismo e que o nosso sistema imunit\u00e1rio identifica como externo, e que diz: isto aqui n\u00e3o devia estar. Por exemplo, a vacina para a Covid19 \u00e9 uma vacina contra o v\u00edrus que ajuda a desenvolver anticorpos para matar o v\u00edrus. Relativamente \u00e0s c\u00e9lulas tumorais, o nosso pr\u00f3prio sistema imunit\u00e1rio n\u00e3o as reconhece como estranhas, porque s\u00e3o nossas pr\u00f3prias c\u00e9lulas. Portanto, nunca ser\u00e1 f\u00e1cil desenvolver uma vacina contra o cancro.<\/p>\n<p><strong>E a vacina do cancro do colo do \u00fatero?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 algumas exce\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o os cancros que est\u00e3o associados a infe\u00e7\u00f5es por exemplo o cancro do colo do \u00fatero que \u00e9 causado pelo v\u00edrus HPV. Erradamente diz-se que existe uma vacina para o cancro do colo do \u00fatero, quando o que realmente existe \u00e9 uma vacina contra o v\u00edrus HPV, que \u00e9 uma das causas de cancro do colo do \u00fatero, a vacina vai impedir que se tenha a infe\u00e7\u00e3o, e \u00e9 a infe\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica por esse v\u00edrus que pode levar \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o maligna das c\u00e9lulas e ao cancro do colo do \u00fatero.\u00a0 Eu pessoalmente tenho muitas d\u00favidas se alguma vez poderemos desenvolver uma vacina para aqueles que chamamos cancros s\u00f3lidos complexos como s\u00e3o o cancro da mama, da pr\u00f3stata, mesmo cancro colo rectal, ou o cancro do pulm\u00e3o p, dado que n\u00e3o existe uma causa infeciosa para esses tumores. Ao contr\u00e1rio do cancro do colo, ou do cancro do est\u00f4mago, por vezes associado a uma bact\u00e9ria chamada helicobacter pylori e a outros cancros, nomeadamente hematol\u00f3gico podem estar ligados a outros v\u00edrus como a citomegalov\u00edrus, mas a maioria dos cancros n\u00e3o est\u00e1 associado a infe\u00e7\u00f5es. N\u00e3o estando associado a infe\u00e7\u00f5es vai ser dif\u00edcil desenvolver vacina.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o caso mais complicado que apareceu de cancro da mama? J\u00e1 apareceu alguma m\u00e3e, alguma mulher gr\u00e1vida?<\/strong><\/p>\n<p>O cancro que \u00e9 mais frequentemente diagnosticado durante a gravidez \u00e9 o cancro da mama, existem tamb\u00e9m alguns linfomas e leucemias.<\/p>\n<p><strong>E conseguem salvar a m\u00e3e e o beb\u00e9?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, \u00e9 poss\u00edvel. No cancro da mama durante a gravidez h\u00e1 algumas mensagens que s\u00e3o cr\u00edticas: \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito complexa implica experi\u00eancia e multidisciplinaridade, se alguma pessoa se encontrar nessa situa\u00e7\u00e3o aquilo que deve procurar \u00e9 ajuda num centro altamente especializado. O tratamento multidisciplinar tem de trazer para a discuss\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, mas tamb\u00e9m a do beb\u00e9. Na maioria dos casos podemos tratar bem a m\u00e3e sem afetar o beb\u00e9 e por isso n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio terminar a gravidez. Outra mensagem importante \u00e9 que a ideia antiga de fazer o beb\u00e9 nascer rapidamente para depois poder tratar a m\u00e3e est\u00e1 totalmente errada. Aquilo que \u00e9 pior para o beb\u00e9 \u00e9 nascer prematuro, \u00e9 o que est\u00e1 associado a mais altera\u00e7\u00f5es. O objetivo \u00e9 tratar a m\u00e3e convenientemente at\u00e9 que o beb\u00e9 possa nascer, de parto normal pelo menos \u00e0s 37 semanas.<\/p>\n<p><strong>Que tratamentos podem ser feitos na gravidez?<\/strong><\/p>\n<p>Podemos fazer cirurgia durante a gravidez e, podemos fazer quimioterapia a partir do segundo trimestre. No primeiro trimestre n\u00e3o \u00e9 seguro fazer quimioterapia, mas no segundo e no terceiro trimestre a quimioterapia \u00e9 segura e podemos faz\u00ea-lo. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel por exemplo utilizar outras formas de tratamento, como por exemplo os tratamentos biol\u00f3gicos nem a hormonoterapia, porque estes medicamentos s\u00e3o teratog\u00e9nicos, ou seja, podem induzir malforma\u00e7\u00f5es. \u00c9 poss\u00edvel, por vezes, fazer radioterapia durante a gravidez, mas para o cancro da mama raramente precisamos de o fazer, podemos sempre esperar para depois do parto. O objetivo \u00e9 tratar a m\u00e3e o mais parecido poss\u00edvel como far\u00edamos se ela n\u00e3o estivesse gr\u00e1vida at\u00e9 que o beb\u00e9 possa nascer de uma forma natural. Temos v\u00e1rios casos dos que chamamos \u201cfilhos da quimioterapia\u201d ou \u201cchemo-babies\u201d que s\u00e3o os beb\u00e9s cujas m\u00e3es receberam quimioterapia quando estavam gr\u00e1vidas. N\u00e3o quer dizer que corra sempre bem, porque o cancro da mama numa mulher jovem \u00e9 habitualmente mais agressivo.<\/p>\n<p><strong>Quantos casos existem de m\u00e3es gr\u00e1vidas?<\/strong><\/p>\n<p>Felizmente \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o rara, acontece em cada 1000 gravidezes um caso de cancro. Um problema associado ao cancro na gravidez \u00e9 o atraso no diagn\u00f3stico. Muitas vezes as altera\u00e7\u00f5es nas mamas das senhoras que est\u00e3o gr\u00e1vidas n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis ou n\u00e3o s\u00e3o valorizados. A mama est\u00e1 a preparar-se para depois amamentar e a consist\u00eancia torna-se diferente: aparecem alguns n\u00f3dulos \u00e9 preciso os obstetras, os m\u00e9dicos de fam\u00edlia, os ginecologistas estarem atentos, uma vez que nem sempre s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es normais. Outra ideia errada \u00e9 de que engravidar depois do cancro da mama n\u00e3o aumenta o risco de recidiva. N\u00e3o \u00e9 verdade. \u00c9 poss\u00edvel engravidar depois de um diagn\u00f3stico e tratamento para um cancro da mama, e a gravidez por si s\u00f3 n\u00e3o vai piorar o progn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 se atingiu o acompanhamento pr\u00e9-pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de se ter recome\u00e7ado com o rastreio, \u00e9 evidente que h\u00e1 um atraso a recuperar. Para as pessoas que tiveram um atraso no diagn\u00f3stico j\u00e1 n\u00e3o se pode recuperar, porque j\u00e1 se diagnosticou tarde. O que aconteceu durante a pandemia foi exatamente isso: existem muitos casos avan\u00e7ados, n\u00e3o s\u00f3 porque parou o programa de rastreio, mas porque durante muito tempo, como certamente se lembram, os m\u00e9dicos de fam\u00edlia ficaram assoberbados com as tarefas relacionadas com a Covid-19. Era muito dif\u00edcil para qualquer pessoa que tivesse um sintoma conseguir uma consulta no centro de sa\u00fade e os m\u00e9dicos de fam\u00edlia s\u00e3o essenciais para o diagn\u00f3stico precoce e para o rastreio. As verdadeiras consequ\u00eancias da pandemia s\u00f3 vamos saber nos pr\u00f3ximos anos. Est\u00e3o feitas v\u00e1rias estimativas em que os efeitos da pandemia se v\u00e3o prolongar no m\u00ednimo 5 ou 6 anos, porque vai ser a altura em que as pessoas que tiveram os casos diagnosticados mais tarde, v\u00e3o ter mais recidivas e a mortalidade vai aumentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marta Roque<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2875,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-2872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - 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