{"id":3687,"date":"2024-01-01T12:26:21","date_gmt":"2024-01-01T12:26:21","guid":{"rendered":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?p=3687"},"modified":"2024-01-01T12:26:21","modified_gmt":"2024-01-01T12:26:21","slug":"in-te-li-gen-ci-a-obviamente-natural-ou-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2024\/01\/01\/in-te-li-gen-ci-a-obviamente-natural-ou-artificial\/","title":{"rendered":"In-te-li-g\u00ean-ci-a? \u00d3bviamente! Natural ou Artificial?"},"content":{"rendered":"<p><strong>O desafio consiste em ver onde est\u00e3o os riscos, orientar a ci\u00eancia e a tecnologia ao servi\u00e7o do bem para a Humanidade. No ser humano, o conhecimento, embora ligado a uma mat\u00e9ria org\u00e2nica, n\u00e3o \u00e9 limitado por ela, devido \u00e0 sua imaterialidade que a transcende.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o obstante ser um tema que vem sendo abordado e trabalhado h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, \u00e9 um facto que s\u00f3 muito recentemente saltou para a ribalta, exaltando os seus defensores, retraindo os mais c\u00e9pticos e atraindo todos <em>os mass media<\/em> com teses e argumentos, aparentemente, imbat\u00edveis.<\/p>\n<p>A sofistica\u00e7\u00e3o dos processos de simula\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia humana, a chamada Intelig\u00eancia Artificial, tem levantado diversas quest\u00f5es sobre a sua evolu\u00e7\u00e3o, a sua utilidade ou a eventual submiss\u00e3o dos seres humanos a estes processos. A quest\u00e3o de at\u00e9 onde a Intelig\u00eancia Artificial pode ir, permanece na vanguarda da problem\u00e1tica \u00e9tica.<\/p>\n<p>Na mensagem do Papa Francisco para a celebra\u00e7\u00e3o do DIA MUNDIAL DA PAZ 1\u00ba de 2024, foi escolhido o tema: Intelig\u00eancia Artificial e Paz.<\/p>\n<p>&#8220;Justamente nos alegramos e sentimos reconhecidos pelas extraordin\u00e1rias conquistas da ci\u00eancia e da tecnologia, gra\u00e7as \u00e0s quais se p\u00f4s rem\u00e9dio a in\u00fameros males que afligiam a vida humana e causavam grandes sofrimentos. Ao mesmo tempo, os progressos t\u00e9cnico-cient\u00edficos, que permitem exercer um controle \u2013 at\u00e9 agora in\u00e9dito \u2013 sobre a realidade, colocam nas m\u00e3os do homem um vasto leque de possibilidades, algumas das quais podem constituir um risco para a sobreviv\u00eancia humana e um perigo para a casa comum. (\u2026)<\/p>\n<p>\u00abDeste modo os progressos not\u00e1veis das novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, sobretudo na esfera digital, apresentam oportunidades entusiasmantes mas tamb\u00e9m graves riscos, com s\u00e9rias implica\u00e7\u00f5es na prossecu\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da harmonia entre os povos. Por isso torna-se necess\u00e1rio interrogar-nos sobre algumas quest\u00f5es urgentes: quais ser\u00e3o as consequ\u00eancias, a m\u00e9dio e longo prazo, das novas tecnologias digitais? E que impacto ter\u00e3o elas sobre a vida dos indiv\u00edduos e da sociedade, sobre a estabilidade e a paz?\u00bb<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos conduziram \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial em, praticamente, todas as \u00e1reas da vida.\u00a0Este progresso levou, por exemplo, ao desenvolvimento de teorias que defendem um futuro em que os rob\u00f4s n\u00e3o s\u00e3o apenas iguais, mas superiores aos seres humanos, ou at\u00e9 mesmo \u00e0 desintegra\u00e7\u00e3o do conceito de ser humano, nomeadamente no que toca a realidade da morte e da procria\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p>Admitindo que um sistema de Intelig\u00eancia Artificial inclua uma percentagem muito elevada de altera\u00e7\u00f5es no seu sistema, nunca podemos programar a enorme variedade de contextos que nascem com o ser humano e que com ele se desenvolvem. H\u00e1 fins que n\u00e3o podemos criar sem viver, e isto s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 infinita potencialidade que nos d\u00e1 o esp\u00edrito, o nosso conhecimento imaterial. No ser humano, o conhecimento, embora ligado a uma mat\u00e9ria org\u00e2nica, n\u00e3o \u00e9 limitado por ela, devido \u00e0 sua imaterialidade que a transcende.<\/p>\n<p>\u00abNas suas m\u00faltiplas formas, a intelig\u00eancia artificial, baseada em t\u00e9cnicas de aprendizagem autom\u00e1tica (<em>machine learning<\/em>), embora ainda numa fase pioneira, j\u00e1 est\u00e1 a introduzir mudan\u00e7as not\u00e1veis no tecido das sociedades, exercendo uma influ\u00eancia profunda nas culturas, nos comportamentos sociais e na constru\u00e7\u00e3o da paz. (\u2026)<\/p>\n<p>Desenvolvimentos como a aprendizagem autom\u00e1tica (<em>machine learning<\/em>) ou a aprendizagem profunda (<em>deep learning<\/em>) levantam quest\u00f5es que transcendem os \u00e2mbitos da tecnologia e da engenharia e t\u00eam a ver com uma compreens\u00e3o intimamente ligada ao significado da vida humana, aos processos basilares do conhecimento e \u00e0 capacidade que tem a mente de alcan\u00e7ar a verdade. (\u2026)<\/p>\n<p>\u00abA capacidade de alguns dispositivos produzirem textos sint\u00e1tica e semanticamente coerentes, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 garantia de fiabilidade. Diz-se que podem \u00abalucinar\u00bb, isto \u00e9, gerar afirma\u00e7\u00f5es que \u00e0 primeira vista parecem plaus\u00edveis, mas na realidade s\u00e3o infundadas ou preconceituosas. Isto coloca um s\u00e9rio problema quando a intelig\u00eancia artificial \u00e9 utilizada em campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o que espalham not\u00edcias falsas e levam a uma desconfian\u00e7a crescente relativamente aos meios de comunica\u00e7\u00e3o. A confidencialidade, a posse dos dados e a propriedade intelectual s\u00e3o outros \u00e2mbitos em que as tecnologias em quest\u00e3o comportam graves riscos, aos quais se v\u00eam juntar outras consequ\u00eancias negativas ligadas a um uso indevido, como a discrimina\u00e7\u00e3o, a interfer\u00eancia nos processos eleitorais, a forma\u00e7\u00e3o duma sociedade que vigia e controla as pessoas, a exclus\u00e3o digital e a exacerba\u00e7\u00e3o dum individualismo cada vez mais desligado da coletividade. Todos estes fatores correm o risco de alimentar os conflitos e obstaculizar a paz.\u00bb(\u2026)<\/p>\n<p><em>\u00abOs <\/em>seres humanos n\u00e3o podendo saber tudo, podem mostrar interesse em sab\u00ea-lo; embora sejam limitados, uma vez que n\u00e3o podem substituir a Cria\u00e7\u00e3o ou a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o do universo. De facto, as muta\u00e7\u00f5es naturais continuam a ser um enigma para o Homem.\u00a0N\u00e3o podemos programar a evolu\u00e7\u00e3o, embora possamos conceber dispositivos engenhosos para resolver problemas espec\u00edficos.\u00a0(\u2026)<\/p>\n<p>\u00abAs experi\u00eancias realizadas ou a realizar, t\u00eam subjacente a ideia de que tais teses se baseiam numa concep\u00e7\u00e3o completamente materialista do ser humano o que nos leva a questionar sobre a quest\u00e3o moral e \u00e9tica da liberdade versus responsabilidade.\u00a0 Em \u00faltima an\u00e1lise, uma m\u00e1quina n\u00e3o \u00e9 livre, pelo que n\u00e3o pode ser respons\u00e1vel pelas suas ac\u00e7\u00f5es. Falar de &#8220;ciborgues&#8221;, ou seres &#8220;humanoides&#8221; com intelectos programados, n\u00e3o acabar\u00e1 por se resumir \u00e0 teoriza\u00e7\u00e3o de uma nova esp\u00e9cie de escravos com infinitas possibilidades, mas sem liberdade ou responsabilidade?\u00bb<\/p>\n<p>Importa saber distinguir que o ser humano \u00e9 apenas mat\u00e9ria ou considerar a possibilidade de melhorar o ser humano, atrav\u00e9s da gen\u00e9tica, nanotecnologia, rob\u00f3tica, intelig\u00eancia artificial. O desafio consiste em ver onde est\u00e3o os riscos, orientar a ci\u00eancia e a tecnologia ao servi\u00e7o do bem para a Humanidade.<\/p>\n<p>Os progressos da inform\u00e1tica e o desenvolvimento das tecnologias digitais, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, come\u00e7aram j\u00e1 a produzir profundas transforma\u00e7\u00f5es na sociedade global e nas suas din\u00e2micas.<\/p>\n<p>\u00abOs novos instrumentos digitais est\u00e3o a mudar a fisionomia das comunica\u00e7\u00f5es, da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, da instru\u00e7\u00e3o, do consumo, dos interc\u00e2mbios pessoais e de in\u00fameros outros aspetos da vida di\u00e1ria. Al\u00e9m disso as tecnologias que se servem duma multiplicidade de algoritmos podem, dos vest\u00edgios digitais deixados na\u00a0<em>internet<\/em>, extrair dados que permitem controlar os h\u00e1bitos mentais e relacionais das pessoas para fins comerciais ou pol\u00edticos, muitas vezes sem o seu conhecimento, limitando o exerc\u00edcio consciente da sua liberdade de escolha. De facto, num espa\u00e7o como a\u00a0<em>web<\/em>\u00a0caraterizado por uma sobrecarga de informa\u00e7\u00f5es, pode-se compor o fluxo de dados segundo crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o nem sempre coerentes ou verdadeiros. (\u2026)<\/p>\n<p>Devemos recordar-nos de que a pesquisa cient\u00edfica e as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas n\u00e3o est\u00e3o desencarnadas da realidade nem s\u00e3o \u00abneutrais\u00bb,\u00a0mas est\u00e3o sujeitas \u00e0s influ\u00eancias culturais. Sendo actividades plenamente humanas, os rumos que tomam refletem op\u00e7\u00f5es condicionadas pelos valores pessoais, sociais e culturais de cada \u00e9poca. E o mesmo se diga dos resultados que alcan\u00e7am: enquanto fruto de abordagens especificamente humanas do mundo envolvente, t\u00eam sempre uma dimens\u00e3o \u00e9tica, intimamente ligada \u00e0s decis\u00f5es de quem projecta a experimenta\u00e7\u00e3o e orienta a produ\u00e7\u00e3o para objetivos particulares.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria designa\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 entrou na linguagem comum, abrange uma variedade de ci\u00eancias, teorias e t\u00e9cnicas destinadas a fazer com que as m\u00e1quinas, no seu funcionamento, reproduzam ou imitem as capacidades cognitivas dos seres humanos. Falar de \u00abformas de intelig\u00eancia\u00bb, no plural, pode ajudar sobretudo a assinalar o fosso intranspon\u00edvel existente entre estes sistemas, por mais surpreendentes e poderosos que sejam, e a pessoa humana: em \u00faltima an\u00e1lise, aqueles s\u00e3o \u00abfragment\u00e1rios\u00bb j\u00e1 que t\u00eam possibilidades de imitar ou reproduzir apenas algumas fun\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia humana. Com efeito o seu impacto, independentemente da tecnologia de base, depende n\u00e3o s\u00f3 da projeta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m dos objetivos e interesses de quem os possui e de quem os desenvolve, bem como das situa\u00e7\u00f5es em que s\u00e3o utilizados. \u00bb (\u2026)<\/p>\n<p>\u00abPor conseguinte a intelig\u00eancia artificial deve ser entendida como uma gal\u00e1xia de realidades diversas e n\u00e3o podemos presumir <em>a priori <\/em>que o seu desenvolvimento traga um contributo ben\u00e9fico para o futuro da humanidade e para a paz entre os povos. O resultado positivo s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se nos demonstrarmos capazes de agir de maneira respons\u00e1vel e respeitar valores humanos fundamentais como \u00aba inclus\u00e3o, a transpar\u00eancia, a seguran\u00e7a, a equidade, a privacidade e a fiabilidade\u00bb. (\u2026)<\/p>\n<p>\u00abE n\u00e3o \u00e9 suficiente presumir, por parte de quem projeta algoritmos e tecnologias digitais, um empenho por agir de modo \u00e9tico e respons\u00e1vel. \u00c9 preciso refor\u00e7ar ou, se necess\u00e1rio, instituir organismos encarregados de examinar as quest\u00f5es \u00e9ticas emergentes e tutelar os direitos de quantos utilizam formas de intelig\u00eancia artificial ou s\u00e3o influenciados por ela.<\/p>\n<p>Assim, a imensa expans\u00e3o da tecnologia deve ser acompanhada por uma adequada forma\u00e7\u00e3o da responsabilidade pelo seu desenvolvimento. A liberdade e a conviv\u00eancia pac\u00edfica ficam amea\u00e7adas, quando os seres humanos cedem \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o do ego\u00edsmo, do interesse pr\u00f3prio, da \u00e2nsia de lucro e da sede de poder. Por isso, temos o dever de alargar o olhar e orientar a pesquisa t\u00e9cnico-cient\u00edfica para a prossecu\u00e7\u00e3o da paz e do bem comum, ao servi\u00e7o do desenvolvimento integral do homem e da comunidade. (\u2026)<\/p>\n<p>\u00abA dignidade intr\u00ednseca de cada pessoa e a fraternidade que nos une como membros da \u00fanica fam\u00edlia humana devem estar na base do desenvolvimento de novas tecnologias e servir como crit\u00e9rios indiscut\u00edveis para as avaliar antes da sua utiliza\u00e7\u00e3o, para que o progresso digital possa verificar-se no respeito pela justi\u00e7a e contribuir para a causa da paz. Os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que n\u00e3o conduzem a uma melhoria da qualidade de vida da humanidade inteira, antes pelo contr\u00e1rio agravam as desigualdades e os conflitos, nunca poder\u00e3o ser considerados um verdadeiro progresso.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artificial tornar-se-\u00e1 cada vez mais importante. Os desafios que coloca n\u00e3o s\u00e3o apenas de ordem t\u00e9cnica, mas tamb\u00e9m antropol\u00f3gica, educacional, social e pol\u00edtica. Deixa esperar, por exemplo, poupan\u00e7a de esfor\u00e7os, produ\u00e7\u00e3o mais eficiente, transportes mais f\u00e1ceis e mercados mais din\u00e2micos, bem como uma revolu\u00e7\u00e3o nos processos de recolha, organiza\u00e7\u00e3o e verifica\u00e7\u00e3o de dados. Precisamos de estar conscientes das r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es em curso e geri-las de forma a salvaguardar os direitos humanos fundamentais, respeitando as institui\u00e7\u00f5es e as leis que promovem o progresso humano integral. A intelig\u00eancia artificial deveria estar ao servi\u00e7o dum melhor potencial humano e das nossas mais altas aspira\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o em competi\u00e7\u00e3o com eles\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abIsto deve fazer-nos refletir sobre um aspeto transcurado frequentemente na atual mentalidade tecnocr\u00e1tica e eficientista, mas decisivo para o desenvolvimento pessoal e social: o \u00absentido do limite\u00bb. Com efeito o ser humano, mortal por defini\u00e7\u00e3o, pensando em ultrapassar todo o limite mediante a t\u00e9cnica, corre o risco, na obsess\u00e3o de querer controlar tudo, de perder o controlo sobre si mesmo; na busca duma liberdade absoluta, de cair na espiral duma ditadura tecnol\u00f3gica. Reconhecer e aceitar o pr\u00f3prio limite de criatura \u00e9 condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para que o homem alcance ou, melhor, acolha a plenitude como uma d\u00e1diva; ao passo que, no contexto ideol\u00f3gico dum paradigma tecnocr\u00e1tico animado por uma prometeica presun\u00e7\u00e3o de autossufici\u00eancia, as desigualdades poderiam crescer sem medida, e o conhecimento e a riqueza acumular-se nas m\u00e3os de poucos, com graves riscos para as sociedades democr\u00e1ticas e uma coexist\u00eancia pac\u00edfica\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abO mundo n\u00e3o precisa realmente que as novas tecnologias contribuam para o in\u00edquo desenvolvimento do mercado e do com\u00e9rcio das armas, promovendo a loucura da guerra. Ao faz\u00ea-lo, n\u00e3o s\u00f3 a intelig\u00eancia, mas tamb\u00e9m o pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o do homem, correr\u00e1 o risco de se tornar cada vez mais \u201cartificial\u201d. As aplica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas mais avan\u00e7adas n\u00e3o devem ser utilizadas para facilitar a resolu\u00e7\u00e3o violenta dos conflitos, mas para pavimentar os caminhos da paz\u00bb.(\u2026)<\/p>\n<p>\u00abUm olhar humano e o desejo dum futuro melhor para o nosso mundo levam \u00e0 necessidade dum di\u00e1logo interdisciplinar voltado para um desenvolvimento \u00e9tico dos algoritmos \u2013 a\u00a0<em>algor-etica<\/em>\u00a0-, em que sejam os valores a orientar os percursos das novas tecnologias\u00bb.\u00a0(\u2026)<\/p>\n<p>Uma breve reflex\u00e3o, sabendo que nos corresponde alguma responsabilidade na evolu\u00e7\u00e3o ou regress\u00e3o da Humanidade, num compromisso de desenvolvimento integral, sereno e l\u00facido. \u00c9 com este espirito que a todos desejo um magnifico ano de 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Susana Mexia,<br \/>\nProfessora de Filosofia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1584,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[64,11],"tags":[],"class_list":["post-3687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-isto-para-nos","category-opiniao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>In-te-li-g\u00ean-ci-a? \u00d3bviamente! 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