{"id":8924,"date":"2025-03-16T11:16:34","date_gmt":"2025-03-16T11:16:34","guid":{"rendered":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?p=8924"},"modified":"2025-03-16T11:36:32","modified_gmt":"2025-03-16T11:36:32","slug":"200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/","title":{"rendered":"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>A histo\u0301ria que Camilo contava era a histo\u0301ria do drama humano inspirado nos acontecimentos da sua vida \u2013 ou dos seus familiares \u2013 em primeira ma\u0303o (ou atrave\u0301s de velhos pape\u0301is), portanto \u201ca literatura na\u0303o era mais do que a vida reassumida, filtrada por uma sensibilidade eleita e transbordante\u201d. E e\u0301 diante desta sensibilidade que temos de admitir a existe\u0302ncia de um ge\u0301nio em Camilo, porque nem todas as histo\u0301rias tra\u0301gicas da\u0303o grandes\u00a0romances.<\/strong><\/p>\n<p>Nas comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio do nascimento de Camilo Castelo Branco, vale a pena debru\u00e7armo-nos sobre a obra liter\u00e1ria que este escritor nos deixou. A 16 de mar\u00e7o de 1825, em Lisboa, numa casa da Rua da Rosa, junto aos M\u00e1rtires, nascia Camilo Castelo Branco. A sua maior obra, &#8220;Amor de Perdi\u00e7\u00e3o&#8221;, um drama rom\u00e2ntico an\u00e1logo a Romeu e Julieta de Shakespeare, \u00e9 hoje uma das obras de leitura obrigat\u00f3ria do Ensino Secund\u00e1rio em Portugal.<\/p>\n<p>Vasco Gra\u00e7a Moura chama-lhe<strong> \u201ca novela de paix\u00e3o amorosa mais intensa e mais profunda que se tenha escrito na Pen\u00ednsula.\u201d <\/strong>Esther de Lemos, professora universit\u00e1ria na Faculdade de Letras de Lisboa at\u00e9 1974 \u2013 altura em que foi saneada \u2013 deu aulas no Ensino Secund\u00e1rio<strong>. Escreveu uma introdu\u00e7\u00e3o a esta obra que \u00e9 um texto indispens\u00e1vel para uma s\u00f3bria interpreta\u00e7\u00e3o da obra magna de Camilo na sua biografia e no seu contexto hist\u00f3rico.<\/strong><\/p>\n<p>Camilo escreve &#8220;Amor de Perdi\u00e7\u00e3o&#8221; durante o ano de 1861, em que se encontra preso na Cadeia da Rela\u00e7\u00e3o do Porto, por causa do seu amor proibido com Ana Pl\u00e1cido. Na cadeia, sentiu uma compatibilidade de cora\u00e7\u00e3o com o tio Sim\u00e3o Botelho, que nunca conheceu, sen\u00e3o atrav\u00e9s de uns velhos pap\u00e9is, mas que veio a imortalizar na literatura portuguesa do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>\u201cDesde menino, ouvia eu contar a triste hist\u00f3ria de meu tio paterno Sim\u00e3o Ant\u00f3nio Botelho. Minha tia, irm\u00e3 dele, solicitada por minha curiosidade, estava sempre pronta a repetir o facto, aligado \u00e0 sua mocidade. Lembrou-me naturalmente na cadeia muitas vezes meu tio, que ali deveria estar inscrito no livro das entradas no c\u00e1rcere e das sa\u00eddas para o degredo.<\/p>\n<p>Folheei os livros desde os de 1800, e achei a not\u00edcia com pouca fadiga e alvoro\u00e7os de contentamento, como se em minha al\u00e7ada estivesse a adornar-lhe a mem\u00f3ria, como recompensa das suas tr\u00e1gicas e afrontosas dores em vida t\u00e3o breve. Sabia eu que em casa de minha irm\u00e3 estavam acantoados uns ma\u00e7os de pap\u00e9is antigos, tendentes a esclarecer a nebulosa hist\u00f3ria de meu tio. Pedi aos contempor\u00e2neos, que o conheceram, not\u00edcias e miudezas, a fim de entrar de consci\u00eancia naquele trabalho.<\/p>\n<p>Escrevi o romance em quinze dias, os mais atormentados de minha vida. T\u00e3o horrorizada tenho deles a mem\u00f3ria, que nunca mais abrirei Amor de Perdi\u00e7\u00e3o, nem lhe passarei a lima sobre os defeitos nas edi\u00e7\u00f5es futuras, se \u00e9 que n\u00e3o saiu tolhi\u00e7o incorrig\u00edvel da primeira\u201d (1).<\/p>\n<p><strong>Camilo Castelo Branco foi, sem d\u00favida, um dos escritores mais prol\u00edficos da literatura portuguesa: a sua obra totaliza cerca de 260 volumes, sobretudo novelas.<\/strong> O que faz sentido, pois Camilo era escritor de profiss\u00e3o e os seus rendimentos vinham maioritariamente da publica\u00e7\u00e3o das suas obras, portanto quanto mais obras publicasse (ainda que fossem curtas), mais rendimentos obteria. &#8220;Amor de Perdi\u00e7\u00e3o&#8221; foi dedicado a Fontes Pereira de Melo, porque Camilo acreditava que ministros de Estado tamb\u00e9m t\u00eam livros e pouco tempo para os ler.<\/p>\n<p>Camilo foi um dos grandes rom\u00e2nticos portugueses, dos quais o primeiro foi Almeida Garrett. N<strong>o entanto, a gera\u00e7\u00e3o de Camilo \u2013 a chamada &#8220;segunda gera\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica&#8221; ou &#8220;ultrarrom\u00e2ntica&#8221; \u2013 foi uma gera\u00e7\u00e3o que levou os ideais rom\u00e2nticos \u2013 a liberdade, o direito de escolher, a possibilidade de seguir as emo\u00e7\u00f5es \u2013 ao extremo. N\u00e3o \u00e9 de admirar que muitos desta gera\u00e7\u00e3o melanc\u00f3lica, entre os quais o pr\u00f3prio Camilo, tenham cometido suic\u00eddio, o epid\u00e9mico<em> mal du si\u00e8cle<\/em>, propagado pela via liter\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel biogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m a n\u00edvel narrativo o suic\u00eddio surge como uma emenda da realidade: o amor que era imposs\u00edvel em vida torna-se poss\u00edvel na morte. Tamb\u00e9m foi no romantismo que se come\u00e7ou a introduzir um corte com a tradi\u00e7\u00e3o, um conflito de mundos, entre o antigo e o novo, em que os pais j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam de obrigar os filhos a escolher casar com uma pretendente escolhida, mas sim com quem o cora\u00e7\u00e3o entende. Tudo isto se enquadra quer na vida, quer na obra de Camilo que \u201cn\u00e3o se limitara a criar literatura, quisera viv\u00ea-la (&#8230;). Incapaz de assistir passivamente \u00e0 vida, o escritor tentou muitas vezes intervir nela, modelar como epis\u00f3dios de romance os acontecimentos reais\u201d (2).<\/p>\n<p>A sua interven\u00e7\u00e3o nos acontecimentos da vida n\u00e3o \u00e9 tanto pol\u00edtica, <strong>mas \u201c\u00e9 pela palavra escrita que interv\u00e9m\u201d. J\u00e1 na sua pr\u00f3pria biografia, Camilo pode encontrar elementos suficientes para servirem de mat\u00e9ria-prima de muitas novelas rom\u00e2nticas. \u201cA vida parecera ent\u00e3o vingar-se do artista que a idealizara em tantas p\u00e1ginas vibrantes de paix\u00e3o e sofrimento grandioso, e a desmascarara e denegrira outras vezes denunciando as servid\u00f5es ign\u00f3beis da mat\u00e9ria&#8230;\u201d(3). <\/strong><\/p>\n<p>O conflito entre vida e arte em Camilo torna-se claro de forma que existe uma \u201cindefini\u00e7\u00e3o de fronteiras entre vida e literatura\u201d(4) em que afirma a \u201ccada passo na sua obra com saboreada ironia \u2013 que vida \u00e9 vida e literatura \u00e9 literatura. Em v\u00e3o, quis superar essa dicotomia: na obra, buscando engenhosas maneiras de apresentar a fic\u00e7\u00e3o como hist\u00f3ria vivida; na vida real, tentando comunicar aos sucessos e \u00e0s pessoas a paix\u00e3o e o romanesco da novela\u201d(5). Ainda que haja esta indefini\u00e7\u00e3o de fronteiras, \u201ca vida, por\u00e9m, esquivou-se sempre, ind\u00f3cil ao gesto demi\u00fargico do fazedor de hist\u00f3rias\u201d.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria que Camilo contava era a hist\u00f3ria do drama humano inspirado nos acontecimentos da sua vida \u2013 ou dos seus familiares \u2013 em primeira m\u00e3o (ou atrav\u00e9s de velhos pap\u00e9is), portanto \u201ca literatura n\u00e3o era mais do que a vida reassumida, filtrada por uma sensibilidade eleita e transbordante\u201d. E \u00e9 diante desta sensibilidade que temos de admitir a exist\u00eancia de um g\u00e9nio em Camilo, porque nem todas as hist\u00f3rias tr\u00e1gicas d\u00e3o grandes romances.<\/p>\n<p>Em Amor de Perdi\u00e7\u00e3o, o autor afirma \u201co seu gosto da Hist\u00f3ria, de remexer em velhos pap\u00e9is e velhos casos, entretecendo \u00e0s vezes na sua fic\u00e7\u00e3o o passado real.\u201d A hist\u00f3ria de Sim\u00e3o Botelho, extra\u00edda de uns pap\u00e9is velhos, d\u00e3o origem a um Sim\u00e3o-personagem no qual o drama \u00e9 vivido em duplicado.<\/p>\n<p>\u201cFolheando os livros de antigos assentamentos, no cart\u00f3rio da cadeia da rela\u00e7\u00e3o do Porto, li, no das entradas dos presos desde 1803 a 1805, a folhas 232, o seguinte:<\/p>\n<p>Sim\u00e3o Ant\u00f3nio Botelho, que assim disse chamar-se, ser solteiro, e estudante na Universidade de Coimbra, natural da cidade de Lisboa, e assistente na ocasi\u00e3o de sua pris\u00e3o na cidade de Viseu, idade de dezoito anos, filho de Domingos Jos\u00e9 Correia Botelho e de D. Rita Preciosa Caldeir\u00e3o Castelo Branco; estatura ordin\u00e1ria, cara redonda, olhos castanhos, cabelo e barba preta, colete de fust\u00e3o pintado e cal\u00e7a de pano pedr\u00eas. (&#8230;)<\/p>\n<p>\u00c0 margem esquerda deste assento est\u00e1 escrito:<\/p>\n<p>Foi para a \u00cdndia em 17 de mar\u00e7o de 1807. (&#8230;) Dezoito anos! O arrebol dourado e escarlate da manh\u00e3 da vida! As lou\u00e7anias do cora\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o sonha em frutos, e todo se embalsama no perfume das flores! Dezoito anos! O amor daquela idade! A passagem do seio da fam\u00edlia, dos bra\u00e7os de m\u00e3e, dos beijos das irm\u00e3s para as car\u00edcias mais doces da virgem, que se lhe abre ao lado como flor da mesma saz\u00e3o e dos mesmos aromas, e \u00e0 mesma hora da vida! Nunca mais o c\u00e9u de Portugal, nem liberdade, nem irm\u00e3os, nem m\u00e3e, nem reabilita\u00e7\u00e3o, nem dignidade, nem um amigo! &#8230; \u00c9 triste!<br \/>\nAmou, perdeu-se e morreu amando.<\/p>\n<p>\u00c9 a hist\u00f3ria e hist\u00f3ria assim poder\u00e1 ouvi-la a olhos enxutos a mulher, a criatura mais bem formada das branduras da piedade, a que por vezes traz consigo do c\u00e9u um reflexo da divina miseric\u00f3rdia; essa, a minha leitora, a carinhosa amigas de todos os infelizes, n\u00e3o choraria se lhe dissessem que o pobre mo\u00e7o perdera honra, reabilita\u00e7\u00e3o, p\u00e1tria, liberdade, irm\u00e3s, m\u00e3e, vida, tudo, por amor da primeira mulher que o despertou do seu dormir de inocentes desejos?!\u201d (6)<\/p>\n<p><strong>\u201cAmou, perdeu-se e morreu amando.\u201d Refere-se a Sim\u00e3o Botelho? Ou estamos a falar de Camilo Castelo Branco? Depois da sua estadia na Cadeia da Rela\u00e7\u00e3o no Porto, em que viveu os quinze dias mais atormentados da sua vida, que deram origem \u00e0 sua novela, foi absolvido do crime de adult\u00e9rio com Ana Pl\u00e1cido pelo Juiz Jos\u00e9 Maria de Almeida Teixeira de Queiroz, pai do escritor E\u00e7a de Queiroz, a quem precedeu no campo da literatura portuguesa e com quem chegou a trocar correspond\u00eancia em vida.<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na mesma introdu\u00e7\u00e3o podemos encontrar um jogo de espelhos no qual vemos refletido o drama de Esther de Lemos a explorar o drama de Camilo a explorar o drama de Sim\u00e3o Botelho: \u201cDir-se-ia que Camilo, sentindo as potencialidades dram\u00e1ticas e l\u00edricas que latejam, mas n\u00e3o chegam a concretizar-se, nas situa\u00e7\u00f5es do real, se aplica \u00e0 tarefa de isolar do material bruto que a vida \u2013 ou a Hist\u00f3ria \u2013 fornece elementos privilegiados, aos quais se compraz em imprimir novas formas, insuflando-lhes por obra do seu talento o sopro de vida, de outra nova vida, a da fic\u00e7\u00e3o, mais concentrada que a real; assim os arranca da massa informe do acontecer quotidiano, em que, sem chegar a realizar-se, iam passando e esquecendo\u201d (7).<\/p>\n<p>\u201cMas o novelista l\u00ea: degredado aos 18 anos. Juventude e degredo, juventude e sofrimento, juventude e decerto crime&#8230; Estas ideias chocando-se produzem a fa\u00edsca que ir\u00e1 atear o fogo da novela. Porque se sofre e porque se peca nessa idade feliz? Para Camilo, s\u00f3 pode haver uma raz\u00e3o esteticamente v\u00e1lida: por amor\u201d(8).\u00a0 <strong>Amor de Perdi\u00e7\u00e3o \u00e9 um romance sobre o amor que leva \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas do pr\u00f3prio amado, mas tamb\u00e9m da pr\u00f3pria vida.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO registo da cadeia dizia apenas \u201cperdeu-se\u201d. Camilo completou a vida com a arte e criou um destino. \u00c0 perdi\u00e7\u00e3o juntou o amor e a morte, marcos da condi\u00e7\u00e3o humana e obsess\u00f5es mais tenazes do romancista. Assim nasceu de um segundo nascimento Sim\u00e3o Botelho, criatura de seu sobrinho. E com ele nasceu a mais amada das novelas de amor portuguesas\u201d (9).\u00a0 E, tal como o Dr. Viktor Frankestein fez com o monstro, temos uma sub-cria\u00e7\u00e3o humana de Camilo.<\/p>\n<p><strong>Os destinos tr\u00e1gicos de Sim\u00e3o e de Teresa de Albuquerque est\u00e3o marcados pela casa e pela fam\u00edlia. Inicialmente, os dois \u201cconhecem-se e apaixonam-se \u00e0 janela das respetivas casas, separados pela rua: a proximidade f\u00edsica \u00e9 ilus\u00f3ria, pois cada casa \u00e9 um mundo fechado\u201d (10). Para Teresa, o destino \u00e9 ficar presa em casa, que, no princ\u00edpio, \u00e9 a casa da fam\u00edlia, mas, \u00e0 medida que acompanhamos o crescendo da narrativa at\u00e9 ao seu cl\u00edmax, torna-se o convento. O castigo de Teresa \u00e9 ficar dentro de casa. <\/strong><\/p>\n<p>Por outro lado, Sim\u00e3o \u00e9 amea\u00e7ado com a expuls\u00e3o de casa, que se consuma com a sua pris\u00e3o e degredo para a \u00cdndia; o seu castigo \u00e9 ser enviado para longe de casa. Dois castigos distintos, mas a aus\u00eancia de liberdade, que tanto oprimiu os ideais rom\u00e2nticos, \u00e9 a mesma. Esther de Lemos conta-nos que \u201c(&#8230;) a casa n\u00e3o \u00e9 o simples habit\u00e1culo, \u00e9 a materializa\u00e7\u00e3o de uma realidade biol\u00f3gica, afetiva, moral e social \u2013 a fam\u00edlia. O peso da institui\u00e7\u00e3o familiar, n\u00e3o s\u00f3 na trama narrativa do Amor de Perdi\u00e7\u00e3o como na configura\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e na atua\u00e7\u00e3o das suas personagens, \u00e9 decisivo\u201d(11).<\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9, nas palavras de Esther de Lemos, \u201crealidade humana universal\u201d. O pr\u00f3prio autor consuma este facto ao dar como subt\u00edtulo \u00e0 sua obra a inquietadoramente simples express\u00e3o \u201cMem\u00f3rias duma Fam\u00edlia\u201d. Neste caso, da sua fam\u00edlia, pois a narrativa n\u00e3o surgiu da sua imagina\u00e7\u00e3o \u2013 como tantas outras \u2013, mas baseada em factos hist\u00f3ricos, que, como registo, soube desde pequeno, mas que decidiu aprofundar durante o seu cativeiro na Cadeia da Rela\u00e7\u00e3o do Porto.<\/p>\n<p><strong>A novela termina com estas palavras que comprovam mais uma vez que a narrativa de &#8220;Amor de Perdi\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 baseada em factos reais: \u201cDa fam\u00edlia de Sim\u00e3o Botelho vive ainda, em Vila Real de Tr\u00e1s-os-Montes, a senhora D. Rita Em\u00edlia da Veiga Castelo Branco, a irm\u00e3 predileta dele (falecida em 1872). A \u00faltima pessoa falecida, h\u00e1 vinte e seis anos, foi Manuel Botelho, pai do autor deste livro.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Amor de Perdi\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 assim um drama colocado no tempo e no espa\u00e7o, com as verosimilhan\u00e7as do destino de cada uma das personagens. Camilo pega numa hist\u00f3ria corriqueira e d\u00e1-lhe o seu toque de mestre, o que deu origem \u00e0 novela de amor mais tr\u00e1gica da literatura portuguesa, que, duzentos anos depois do seu nascimento, encanta adultos e desencanta alunos que em v\u00e3o tentam encaix\u00e1-la num esquema ass\u00e9tico que em nada tem que ver com a sua pr\u00f3pria vida. Levar o drama de Camilo a s\u00e9rio \u00e9, por iniciativa do pr\u00f3prio, um convite para levar o drama humano a s\u00e9rio. E n\u00e3o \u00e9 isto que fazem os grandes escritores?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____________________________________________________<\/p>\n<p>1) Camilo Castelo Branco, pref\u00e1cio da segunda edi\u00e7\u00e3o, setembro de 1963;<\/p>\n<p>2)Esther de Lemos, Introdu\u00e7\u00e3o a Amor de Perdi\u00e7\u00e3o, 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, setembro de 1993, p.10;<\/p>\n<p>3)Idem.<\/p>\n<p>4)Camilo Castelo Branco, Introdu\u00e7\u00e3o a Amor de Perdi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>5)Esther de Lemos, Introdu\u00e7\u00e3o a Amor de Perdi\u00e7\u00e3o, 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, setembro de 1993, p.37;<\/p>\n<p>6)idem;<\/p>\n<p>7) idem;<\/p>\n<p>8) idem, p.41;<\/p>\n<p>9) idem, p.46;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Formigo,<br \/>\nProfessor de Portugu\u00eas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8925,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[775,774,773],"class_list":["post-8924","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-200-anos-de-nascimento-escritor-portugues","tag-camilo-castelo-branco","tag-ricardo-formigo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d - Estado com Arte<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d - Estado com Arte\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Ricardo Formigo, Professor de Portugu\u00eas\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estado com Arte\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-03-16T11:16:34+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-03-16T11:36:32+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"619\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/person\/c0943a071216c1e5b21f85304151e4ba\"},\"headline\":\"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d\",\"datePublished\":\"2025-03-16T11:16:34+00:00\",\"dateModified\":\"2025-03-16T11:36:32+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/\"},\"wordCount\":2414,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg\",\"keywords\":[\"200 anos de nascimento escritor portugu\u00eas\",\"Camilo Castelo Branco\",\"Ricardo Formigo\"],\"articleSection\":[\"Cultura\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/\",\"url\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/\",\"name\":\"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d - Estado com Arte\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg\",\"datePublished\":\"2025-03-16T11:16:34+00:00\",\"dateModified\":\"2025-03-16T11:36:32+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg\",\"width\":619,\"height\":700},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/\",\"name\":\"Estado com Arte Magazine\",\"description\":\"Magazine\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#organization\"},\"alternateName\":\"Magazine semanal sobre pol\u00edtica e cultura, com autores, opini\u00e3o e cr\u00edticas.\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#organization\",\"name\":\"Estado com Arte Magazine\",\"alternateName\":\"Magazine semanal sobre pol\u00edtica e cultura, com autores, opini\u00e3o e cr\u00edticas.\",\"url\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-cropped-Prancheta-2@2x-100.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-cropped-Prancheta-2@2x-100.jpg\",\"width\":1777,\"height\":592,\"caption\":\"Estado com Arte Magazine\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.instagram.com\/estadocomartemagazine\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/person\/c0943a071216c1e5b21f85304151e4ba\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e6f378fd6914c8505d3e1d40f51fa953b21bab0f3a5658a33bc84cb5bda780f9?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e6f378fd6914c8505d3e1d40f51fa953b21bab0f3a5658a33bc84cb5bda780f9?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\"],\"url\":\"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/author\/admin\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d - Estado com Arte","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d - Estado com Arte","og_description":"Ricardo Formigo, Professor de Portugu\u00eas","og_url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/","og_site_name":"Estado com Arte","article_published_time":"2025-03-16T11:16:34+00:00","article_modified_time":"2025-03-16T11:36:32+00:00","og_image":[{"width":619,"height":700,"url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Tempo estimado de leitura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/person\/c0943a071216c1e5b21f85304151e4ba"},"headline":"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d","datePublished":"2025-03-16T11:16:34+00:00","dateModified":"2025-03-16T11:36:32+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/"},"wordCount":2414,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg","keywords":["200 anos de nascimento escritor portugu\u00eas","Camilo Castelo Branco","Ricardo Formigo"],"articleSection":["Cultura"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/","url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/","name":"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d - Estado com Arte","isPartOf":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg","datePublished":"2025-03-16T11:16:34+00:00","dateModified":"2025-03-16T11:36:32+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#primaryimage","url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg","contentUrl":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Camilo-Castelo-Branco.jpg","width":619,"height":700},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/2025\/03\/16\/200-anos-de-camilo-castelo-branco-amou-perdeu-se-e-morreu-amando\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"200 anos de Camilo Castelo Branco: \u201cAmou, perdeu-se, e morreu amando\u201d"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#website","url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/","name":"Estado com Arte Magazine","description":"Magazine","publisher":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#organization"},"alternateName":"Magazine semanal sobre pol\u00edtica e cultura, com autores, opini\u00e3o e cr\u00edticas.","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#organization","name":"Estado com Arte Magazine","alternateName":"Magazine semanal sobre pol\u00edtica e cultura, com autores, opini\u00e3o e cr\u00edticas.","url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-cropped-Prancheta-2@2x-100.jpg","contentUrl":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-cropped-Prancheta-2@2x-100.jpg","width":1777,"height":592,"caption":"Estado com Arte Magazine"},"image":{"@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.instagram.com\/estadocomartemagazine"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/person\/c0943a071216c1e5b21f85304151e4ba","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e6f378fd6914c8505d3e1d40f51fa953b21bab0f3a5658a33bc84cb5bda780f9?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e6f378fd6914c8505d3e1d40f51fa953b21bab0f3a5658a33bc84cb5bda780f9?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/estadocomarte.pt\/site"],"url":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8924\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estadocomarte.pt\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}