Disto e Daquilo – JMJ23Lisboa

Cecilia Rezende, Escritora

Estes jovens aparecem, porque acreditam, porque querem fazer coisas juntos, porque se sentem parte de uma comunidade que partilha uma mensagem de paz, amor e perdão, que cantam, dançam, que falam sobre as suas diferenças e que chegam à conclusão do muito que têm em comum.

Já muito se disse sobre a JORNADA MUNDIAl DA JUVENTUDE. Parece que tudo foi dito e nada mais há a dizer. Mas é sempre matéria para refletir. O que leva milhão e meio de jovens a reunirem-se à volta de um ancião vestido de branco empunhando uma cruz?

É a coragem de acreditarem. É o não ter medo de mostrar a sua fé em Deus, num mundo marcado pelo materialismo, pelo prazer imediato. São as palavras de ordem proferidas por esse ancião: amor, paz, aceitação de TODOS, respeito pela Natureza, esperança, construção de um futuro melhor.

Vimos milhares de jovens a organizar pelo país inteiro um evento baseado em valores morais. Vimos o eixo central de Lisboa – Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal, Parque Eduardo VII- transformado num imenso rio de rapazes e raparigas de todo o mundo, que acreditam nos valores transmitidos pelos
Evangelhos, cheio de ondas de alegria e de esperança.

Estes jovens aparecem, porque acreditam, porque querem fazer coisas juntos, porque se sentem parte de uma comunidade que partilha uma mensagem de paz, amor e perdão, que cantam, dançam, que falam sobre as suas diferenças e que chegam à conclusão do muito que têm em comum.

São jovens que fazem parte de uma organização em profunda crise interna, mas não viram a cara, são os primeiros a exigir mudanças e reformas, não confundem o Evangelho com a Instituição humana, a  Igreja.
A fotografia que apresento, uma de muitas, não deixa de impressionar. Lisboa foi a casa da Fraternidade, para católicos e não católicos.

A Juventude Comunista fez uma publicação elogiosa nas redes sociais: «A JMJ, enquanto momento de grande dimensão juvenil, representa um potencial espaço de partilha, reflexão e convergência em defesa de valores como a paz, a fraternidade, o combate à pobreza, à precariedade e às desigualdades, a que a
JCP atribui uma importância redobrada».
As Jornadas Mundiais da Juventude, em Lisboa, vão fazer História. Décadas depois, muitos dirão: eu estive lá.

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