«Gabriele Kuby é uma corajosa guerreira contra ideologias que, em última instância, resultam na destruição do Homem.» Estas palavras do Papa Bento XVI resumem perfeitamente o trabalho notável da autora deste apelo à ação de todas as pessoas bem- intencionadas para dirigir os seus esforços na difusão da verdade e para a defesa de todas as liberdades humanas, em particular aquelas que protegem a família e a educação.
Gabriele Kuby sabe do que está a falar. Socióloga, alemã, autora e oradora internacional, trabalhou como tradutora e intérprete durante vinte anos. É uma das primeiras personalidades cristãs a denunciar a ideologia de género no seu país, Alemanha, e também na Europa, através de grandes organismos
internacionais, em todo o mundo.
No seu livro “A Revolução Sexual Global” explica claramente a nova visão de identidade, quais são as raízes desta subversão sexual e como a liberdade oferecida pelos revolucionários da sexualidade é apenas uma forma muito eficaz de escravatura.
Este conceito serve para amalgamar os papéis específicos de cada um dos dois sexos. O carácter normativo da heterossexualidade deve ser “superado” para se alcançar a igualdade para todas as orientações sexuais, em particular, através da educação de crianças e jovens, numa sexualização imposta pelos estados.
Gabriele Kuby navega constantemente entre as primeiras fases da cronologia libertária e os efeitos cada vez mais nefastos observados, a partir da Revolução Francesa, primeiro foco incendiário da revolta contra Deus, que disfarça o mal como bem. Recusando os vários chefes de linha – intelectuais
distorcidos – que marcaram o rumo desta tentativa de reconstrução da humanidade, descobrimos figuras terríveis como o Marquês de Sade, Alfred Kinsey, Michel Foucault ou mesmo Judith Butler. Toda uma série de génios do mal que viveram no vício e foram levados a querer também comprometer
a moralidade de toda a humanidade. Isto é muito sério.
O livro de Gabriel Kuby dá-nos plena consciência disso. Porque, por trás destes primeiros vagões de ideologias, seguem outras variantes que, através da magia da subversão linguística, trazem outros fenómenos como a violência pornográfica, o desmantelamento da família, a erosão da História e, portanto, da sociedade humana.
« O processo é surpreendente, porque destrói as condições que estiveram na base da cultura europeia e que constituem um modelo de sucesso para o mundo inteiro. Até há alguns séculos esta cultura tinha um fundamento cristão. O cristianismo era a base moral transmitida de geração em geração. A essência dessa
cultura está nas decisões dos nossos antepassados sobre o que é bom e verdadeiro – decisões que implicavam sempre renúncia e sacrifício. Nem a violência, nem legisladores sedentos de poder, nem guerras, nem líderes religiosos corrutos, nem sequer os horríveis sistemas de terror ateus do século XX puderam erradicar a cultura cristã….
O que se está a passar agora é mais profundo. Não se trata da ditadura do proletariado ou do domínio de uma raça superior. Os regimes de terror eram reconhecidos como opressores e
poderiam ser eliminados passados 12 ou 60 anos, conforme o caso. Agora o ataque é direcionado para a estrutura moral mais íntima da pessoa – a que a capacita para ser livre. O machado está agora apontado para a raiz. »
Um exemplo entre outros para ilustrar esta nova forma de poder: « Um ano depois da conferência sobre população do Cairo, a ONU organizou a conferência de 1995 sobre a mulher, em Pequim. Estas conferências são exemplos perfeitos da «transferência de poder para os não-eleitos» como Marguerite Peeters lhe chamou.
Enquanto nas democracias representativas, o poder político se transfere através de eleições e é controlado por legislaturas, a “governança mundial” funciona através da colaboração das burocracias internacionais com organizações não governamentais (ONG). Estas são, frequentemente, grupos de interesse especiais de minorias radicais financiados por recursos pouco transparentes transferidos a partir de fundações
mundialmente ativas. A isto chamam « democracia participativa ».
É um novo mundo pré-fabricado composto de palavras-chave, de falsificação de linguagem e, portanto, de desvio de pensamento, cujos métodos são, em última análise, muito agressivos, cujos efeitos são cruéis, que vão até à esterilização forçada nos países em desenvolvimento ou à eutanásia dos mais fracos nos países
desenvolvidos.
Felizmente o capítulo 15 do livro dá-nos conta de toda a resistência em muitos países, na Europa e nos Estados Unidos, bem como a voz da Igreja Católica. Na última página do seu livro, Gabriele Kuby demonstra que a nova ordem mundial encontra, agora, uma resistência que se informa, se organiza e
dá aos novos heróis modernos a oportunidade de conquistar a mais bela das vitórias, o Bem que triunfará.


