Rui Gonçalvez

Meloni, um exemplo para a Europa

Rui Gonçalves, Arquitecto
Georgia Meloni é talvez, o melhor exemplo de estadista da Europa. Mulher inteligente, corajosa, íntegra, coerentemente de direita, sem subterfúgios ou deambulações ideológicas ou programáticas, ao invés de alguns partidos ditos de direita, que tendem a vacilar perante a busca do voto fácil, em vez de aprenderem a esperar pelo momento certo, como Meloni fez em Itália. Aos poucos arruma a casa, que é como quem diz, põe a Itália no lugar, começando a perceber-se que deve ser um exemplo a seguir na União Europeia, ou um destes dias seremos uma Ásia ou uma África de segunda categoria, pela invasão e aculturação que vem sendo permitida.
Ouvir um discurso de Meloni, é uma espécie de lavagem da conspurcação a que estamos habituados nos discursos dos governantes de esquerda que povoam a Europa. Deus, Pátria, Família e Trabalho, estão sempre presentes no seu discurso, mas mais ainda na sua ação governativa diária, porque com ela não há palavras vãs. Sem contemplações para com o parasitismo social, consubstanciado naqueles que se habituaram a viver à conta do orçamento de Estado, que é como quem diz, daqueles que trabalham, a primeira-ministra italiana acabou com os apoios sociais, vulgo subsídios, a todos os que recusam um emprego.
Liminarmente e para que não restassem dúvidas, além da legislação aprovada e em vigor, fez questão de enviar um SMS aos cidadãos em causa, a informar que a partir daquela data teriam de ir trabalhar, como os restantes italianos de bem, porque o subsídio terminou. É assim que se reeduca um povo, é assim que se pratica a justiça social, é assim que os que trabalham não se sentem injustiçados. O esforço de uns, não pode alimentar com os seus impostos, o ócio dos outros.
O chamado “estado social”, esse monstro que na Europa foi crescendo numa espiral imparável, há muito que não tem suporte proporcional na geração de recursos pela economia. É por isso urgente quebrar vícios instalados e obrigar os europeus a perceberem que andarem na sociedade a vegetar, sentados nos subsídios, está a acabar e tem de acabar, para africanos, ciganos, sim, mas também para brancos e europeus em geral. As políticas de esquerda implantadas pelos sucessivos governos em vários países e na própria União Europeia, entre os quais e com destaque, em Portugal, fizeram com que a economia não tenha recursos humanos disponíveis para trabalhar e crescer.
Ao invés do que se está a fazer em Itália, por cá, o conjunto dos diversos tipos de apoios sociais, libertados pelo regime socialista, já é, em muitos casos, suficiente para que alguns cidadãos não “vocacionados” para o trabalho, prefiram o desemprego, como forma de usufruir dos subsídios distribuídos. O ar de felicidade com que governantes socialistas, a começar pelo primeiro-ministro, se orgulham publicamente do cada vez maior número de cidadãos a desfrutar de apoios sociais, nem lhes permite perceber que o que estão a assumir, é a pobreza da nação, provocada pelas políticas por eles implementadas. Haja paciência também para tanta pobreza de espírito.
Seguir o exemplo da Itália, entretanto, não é uma opção, para ser uma obrigação sem alternativa.

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