Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, esteve na sexta-feira passada na Feira Nacional de Agricultura (FNA’24), em Santarém, onde foi questionado pelo Diretor-Geral da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), Firmino Miguel, quanto à necessidade de o PS se reconciliar com a Agricultura e a defesa dos territórios rurais.
Mesmo na oposição, o PS deve reconciliar-se com o setor, é a convicção da AJAP. Firmino Miguel disse a Pedro Nuno Santos que o PS deve apelar ao atual Governo que “promova uma política de apoio e instalação de mais Jovens Agricultores; promova um clima de diálogo com a banca europeia e nacional por forma a facilitar o acesso ao crédito por parte dos jovens e outros agricultores; crie mecanismos no sentido de desburocratizar os constrangimentos aos investimentos junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dos municípios; e insista na celeridade dos pagamentos e na morosidade dos processos na aprovação dos projetos.”
Para o Diretor-Geral da AJAP é de “extrema importância” que os dois maiores partidos de governação – PS e PSD – definam políticas que confiram estabilidade ao setor, independentemente dos Governos do País serem de centro-esquerda ou de centro-direita, nomeadamente com medidas de: captação e armazenamento de água; instalação de Jovens Agricultores; combate ao abandono e desertificação dos territórios rurais, pela dinâmica da instalação, quer de Jovens Agricultores, quer de Jovens Empresários Rurais (JER); consensos alargados na correlação de forças entre os Ministérios da Agricultura, Ambiente, Coesão Territorial e Juventude, numa” lógica de regenerar e dinamizar mais de 80% do território nacional”.
No dia da visita à FNA, Pedro Santos acusou o PSD de governar “para uma minoria” e responsabilizou Luís Montenegro de ser o “principal agente da instabilidade política em Portugal”, avança a agência Lusa.
“O Sr. Primeiro-ministro diz que governa a pensar na vida concreta dos portugueses. Não é verdade. Nós temos assistido a um conjunto de medidas que são vendidas como sendo destinadas à classe média, mas que só beneficiam uma minoria. Uma minoria que este governo chama de classe média,” disse Pedro Nuno Santos.
O secretário-geral do PS criticou o Primeiro-Ministro por não querer envolver o Parlamento e a oposição nas decisões governamentais, apontando Luís Montenegro como o “principal agente da instabilidade política em Portugal”.
A AJAP tem ainda como metas prioritárias “as alterações climáticas, as fontes de energia, as novas tecnologias e a digitalização destas áreas da governação são de extrema importância para o ressurgimento dos Jovens nos territórios, não só agricultores como também empresários rurais, promovendo dinâmicas concertadas com a sustentabilidade, economia circular, biodiversidade, ecossistemas e a natureza”, salientou Firmino Cordeiro.


