Alexandra Tavares de Moura comenta ao Estado com Arte Magazine o incidente diplomático entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Zelensky, Presidente da Ucrânia, na sala oval, em Washington.
Depois do acidente diplomático as reações dos líderes dos países europeus “ao expressarem a sua solidariedade com a Ucrânia e com o seu líder é um sinal que tem que ter consequências. E essa é a questão que agora se coloca”, diz a ex-deputada do PS.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promoveu na passada sexta-feira, 28 de fevereiro, uma inédita controversa cena diplomática em Washington. Numa conversa em directo para a imprensa na sala oval na Casa Branca, Donald Trump mostrou ao mundo o desacordo com Zelensky, o líder de um país que foi invadido militarmente pela Rússia e que há três anos tenta recuperar a integridade de seu território.

“Julgo que não podemos dizer que o que se está a passar seria inesperado. A campanha para a eleição do presidente dos EUA ditava o que se poderia esperar. Tudo o que sempre defendemos no direito internacional está agora posto em causa com as decisões do Presidente dos EUA,” diz a socialista Alexandra Tavares de Moura ao Estado com Arte Magazine.
Depois do acidente diplomático “as reações dos líderes dos países europeus, ao expressarem a sua solidariedade com a Ucrânia e com o seu líder é um sinal que tem que ter consequências. E essa é a questão que agora se coloca,” argumenta a ex-deputada socialista.
“Qual será o papel da Europa e a capacidade de pressão sobre os EUA? Se a Europa se mostrar incapaz de travar a interferência na autodeterminação da Ucrânia, só pode esperar, que a atitude se alastre a outros países. Esse risco não podemos correr”, questiona Alexandra Tavares de Moura.


