O líder do PS considera as eleições legislativas antecipadas “a única forma que temos para clarificar a situação política”. O Governo caiu ontem, terça-feira, com o chumbo da moção de confiança.
À saída da reunião com Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, o líder do PS evitou concretizar datas, depois de Luís Montenegro ter afirmado “haver condições para realizar eleições a 11 de maio”, avança a Renascença.
Pedro Nuno Santos diz que as eleições não são um cenário “desejável”, mas que representam, agora, “a única forma que temos para clarificar a situação política”, e são uma “oportunidade para desbloquear a crise política e iniciar uma nova fase”.
“Não devemos olhar para os atos eleitorais como momentos que sejam um estorvo na nossa vida política democrática, muito pelo contrário”, referiu Pedro Nuno Santos. Admite a perspectiva de “uma oportunidade para nós desbloquearmos a situação de crise política” e iniciar “uma nova fase da vida política em Portugal, com estabilidade, com confiança nas instituições, com confiança no Governo, com confiança no primeiro-ministro”.
Questionado sobre a averiguação preventiva anunciada pela Procuradoria-Geral da República à Spinumviva, a empresa familiar de Luís Montenegro, o líder do PS disse não comentar o trabalho da PGR.
Depois da rejeição da moção de confiança esta terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa está a receber, em Belém, os partidos representados na Assembleia da República. As audiências começaram pelo PSD, às 11h, e continuam com o PS às 12h, o Chega às 13h, a Iniciativa Liberal às 14h, o Bloco de Esquerda às 15h, o PCP às 16h, o Livre às 17h, o CDS às 18h e o PAN às 19h.
A reunião do Conselho de Estado foi agendado para quinta-feira, às 15h, no Palácio de Belém.


