“Napoleão, o camaleão”, o primeiro livro infantil de Filipa Fonseca Silva, foi lançado a 8 de junho, na Feira do Livro, em Lisboa. Contou com a presença da ilustradora Marta Calado e a apresentação foi feita pela filha Carlota, pois foi ela quem encontrou o camaleão e inspirou esta história.
O próximo livro DA autora será para adultos e sai em Abril de 2026. Vai estar na Festa do Livro em Belém no dia 4 de Setembro para uma sessão de autógrafos.

Nasceu no Barreiro em 1979. Licenciada em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica em 2002, preferiu a publicidade ao jornalismo, tendo trabalhado como criativa publicitária até 2017.
Iniciou a sua carreira literária em 2011 com «Os 30 – Nada é como Sonhámos», cuja versão inglesa fez com que se tornasse a única autora portuguesa a atingir o Top 100 da Amazon.
Desde então, publicou mais cinco romances, dois livros de humor, um infantil (2025) e inúmeras crónicas, contos e ensaios. Alguns dos seus livros estão traduzidos em várias línguas e em adaptação para cinema. O primeiro, «O Elevador» de 2022, já pode ser visto no Youtube.
Filipa Fonseca Silva gosta de escrever sobre pessoas comuns e criar histórias que captem o quotidiano contemporâneo. explorando ao mesmo tempo problemas intemporais. O seu estilo é um acumular de muitas experiências e influências, que a remeteram para escrever histórias reais e contemporâneas.

Filipa sonha tornar o mundo mais verde e espalhar palavras bonitas. Em Março de 2023 fundou O Clube das Mulheres Escritoras, uma plataforma de apoio mútuo entre autoras nacionais, que tem como objetivo promover e celebrar a Literatura Portuguesa escrita por mulheres.
Um pouco sobre a Filipa Fonseca Silva: do berço às livrarias
Eu comecei a contar histórias ainda antes de saber ler. Pegava nos livros ilustrados e inventava a partir das imagens que via. Quando aprendi a ler e a escrever, foi como se descobrisse o meu meio natural. Sempre quis ser escritora e sempre soube que um dia escreveria um livro. Acabei por enveredar pela publicidade, onde trabalhei durante 15 anos, mas um dia acordei e tinha uma ideia muito sólida, uma mensagem para passar.
Escrevi essa história – Os 30- Nada é Como Sonhámos – e consegui publica-la em 2011
e, desde então, ainda não parei. Já lá vão nove.
Era um sonho antigo escrever para crianças?
“Napoleão, o camaleão” é o meu primeiro livro infantil publicado, se bem que tenha vários outros na gaveta. Sempre gostei de escrever para crianças, primeiro para a minha irmã, que tem menos 12 anos do que eu, e depois para os meus filhos. É um livro mais adequado para a faixa etária dos 3 aos 6, se bem que, para mim, não há idades para nos apaixonarmos por uma boa história. Espero que contribua para isso também: fomentar o amor pelos livros e pela leitura desde tenra idade
Como nasceu a história?
Esta história nasceu de um episódio real que aconteceu no verão de 2020, quando estávamos a sair da praia e a minha filha encontrou um camaleão pelo caminho. ficou assustada porque nunca tinha visto tal bicho, até eu lhe mostrar que são seres muito tímidos e totalmente inofensivos.
Pouco depois surgiu a vontade de escrever sobre este episódio, mas na perspectiva do camaleão que depara com humanos no seu caminho. É uma história sobre coragem, enfrentar os medos e também sobre a importância de
proteger a natureza e as espécies em perigo, como são os camaleões.
Como foi criada a fusão entre o texto e a ilustração?
Escolhi a Marta Calado para ilustrar esta história porque queria muito que fosse uma artista portuguesa a fazê-lo. Conheci o trabalho dela na internet e achei que era a mão perfeita para dar vida e cor ao meu Napoleão.
É uma edição da Porto Editora, o que me deixa muito feliz por ser uma das maiores chancelas no que toca à literatura infanto-juvenil, com um trabalho incrível para a promoção da leitura entre as crianças, que são os grandes leitores do futuro.


