Rui Gonçalvez

A CANDIDATURA DE VENTURA… LÁ TERÁ QUE SER

Rui Gonçalves, Arquitecto

André Ventura, o único que tem um eleitorado garantido de um milhão e meio de votos, o que lhe assegura a passagem à segunda volta e é também a garantia de que temas como a imigração, o aumento drástico da criminalidade, a rutura dos serviços públicos em geral, ou a corrupção, não caiam automaticamente do debate eleitoral.

Perfilam-se como candidatos à Presidência da República e para já, três candidatos que disputam a mesma área política, ou o mesmo eleitorado. Marques Mendes, António José Seguro e o Almirante Gouveia e Melo, não apresentam diferenças do ponto de vista político / ideológico e posicionam-se no chamado “centro político”, que considero “centro esquerda”, mais exatamente aquele que tem assegurado sistematicamente a governação do país e que nos trouxe ao ponto em que estamos, sem que seja este o momento para discutir o quão mau ele é. Em suma, disputam o eleitorado do PSD / AD, IL e a chamada ala moderada do PS, que em números redondos, podemos dizer que serão metade dos votos que os socialistas obtiveram nas legislativas deste ano. A totalidade destes votos, rondam os quatro milhões e podemos fazer um exercício académico de divisão pelos três candidatos, considerando que na verdade o que irá dividir os eleitores serão muito mais questões de atitude e simpatia pessoal, do que de pensamento político. Há eleitores que votaram AD, que facilmente poderão votar Seguro ou Gouveia e Melo, como há eleitores moderados do PS, capazes de votar Gouveia e Melo ou Marques Mendes, os três são ideologicamente, em português corrente, farinha do mesmo saco.

Marques Mendes é o exemplo perfeito do que a política tem de pior, o homem do “sistema” na verdadeira aceção da palavra, dos compadrios, dos favorecimentos partidários, do amiguismo, da corrupção, da promiscuidade entre política e negócios, etc…. Gouveia e Melo, além de ter gerido a máfia das vacinas com sucesso antecipadamente garantido, desde logo pela “obrigatoriedade” de que se revestiu aquela vacinação, o que lhe conhecemos foi uma repugnante falta de capacidade de liderança, quando enquanto militar teve o despudor de criticar os seus subalternos em público e ter provado ser homem sem palavra, depois de ter dito que “política nem pensar”, aparecer agora como candidato, sobra-lhe em presunção o que lhe falta em capacidade de liderança e contenção verbal.

António José Seguro é efetivamente portador de idoneidade e seriedade pessoal, social e política intocáveis, mas falta-lhe o tempero indispensável a um político, não se lhe conhecem opções políticas de relevo, nem o vemos  a dar o tal murro na mesa, muitas vezes necessário ao bom desempenho das funções presidenciais e quer queiramos quer não, é socialista, apesar de sério.

Em suma, a divisão daquele eleitorado pelos três, representaria qualquer coisa como um milhão e trezentos mil votos a cada, isto se de facto a divisão fosse matemática exata, que obviamente não é e como tal os votos que faltarem a um, acrescentarão ao outro, porque o número total em disputa pelos três, são aqueles quatro milhões. A posição destes candidatos a PR, ao concordarem com o atual presidente quando enviou para o TC a lei da nacionalidade, aprovada pela AD e pelo Chega, significa que nenhum deles teve a capacidade de perceber a mudança e o sentimento do povo PORTUGUÊS relativamente à imigração e quem assim pensa, começa muito mal a corrida a Belém, ao arrepio da vontade do povo que os vai eleger.

É imperioso que exista um candidato que dê voz e cobertura a este sentimento do povo PORTUGUÊS e esse candidato só pode ser André Ventura, o único que tem um eleitorado garantido, do tal milhão e meio de votos, o que lhe garante também a passagem à segunda volta e é também o único que garante que temas como a imigração, o aumento da criminalidade, a rutura dos serviços públicos em geral, ou a corrupção, não caiam automaticamente do debate eleitoral da candidatura presidencial. Sem Ventura, há pelo menos cerca de um milhão e meio de portugueses eleitoralmente “órfãos”,  o tal exército de burros, ignorantes, incultos, analfabetos sem formação, atrasados mentais, fascistas, racistas e neonazis e por aí fora.

Certamente aparecerá ainda um candidato que ocupe a extrema-esquerda, além do já conhecido homem do PCP, António Filipe. Os votos da ala radical do PS, acrescidos do Bloco, do Livre e do PAN, rondam o milhão de votos e alguém virá ocupar esse espaço eleitoral, sabendo-se desde logo que o PS tem sérias reservas ao próprio António José Seguro, mas esse é o candidato só para preencher boletim.

Evidentemente, que tudo isto tem um sério risco, é que se Ventura tiver a infelicidade de ganhar as eleições na segunda volta, temos o maior talento da política nacional e único capaz de revolucionar o país, a ser desperdiçado numa função sem utilidade e porque o atual presidente inútil deixou inutilizar.

Mas como alguém disse, a “política sem risco é uma chatice” e um milhão e meio de votos não se podem deixar por aí à mercê do acaso, ou oferecidos de bandeja a quem não fez nada por eles e note-se, na vida tudo tem solução.

Sem Ventura, a corrida às presidenciais é uma pasmaceira sem interesse, onde os debates se irão arrastar entre colegas políticos, porque os jornalistas e os candidatos são todos da mesma peça teatral, de acordo em ninguém incomodar ninguém e por isso eles rezam para que ele não lhes apareça pela frente.

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