Para reflectir sobre a verdade da mentira na contemporaneidade o CCB criou o ciclo de 10 conferências com o Professor de Filosofia António de Castro Caeiro, às 5ª feiras, 19h00, no Centro de Reuniões.
Há uma pressão contínua — 24 horas por dia, 7 dias na semana — para escapar à mentira e saber da verdade. Por norma, achamos que estamos na verdade e somos verdadeiros, mas não sucumbimos à mentira?
As conferências são programação do CCB e de entrada paga.
António de Castro Caeiro é professor de Filosofia Antiga, Grego, Latim e Alemão na NOVA FCSH, e foi visiting scholar na Albert Ludwig Universität (Alemanha), na Universidade de São Paulo (Brasil), na University of South Florida (EUA) e no Oriel College da Universidade de Oxford (Reino Unido). Pertence ao Grupo de Pesquisa em Filosofia Antiga do Culture Lab do IFILNOVA. Publicou o livro “O que é a Filosofia”, de 2023, da editora Tinta da China. É leitor dedicado dos filósofos Aristóteles, Tucídides, Séneca e Tácito.
Não querer ser enganado com mentiras e descobrir a verdade é a situação em que cada ser humano se encontra. O contexto contemporâneo levanta a questão da mentira de um modo pandémico. A proliferação da desinformação (deepfakes, algoritmos e bots) é uma necessidade que empresas como a Cambridge Analytica ou alguns estados vieram suprir. Para reflectir sobre a verdade da mentira na contemporaneidade o CCB criou o ciclo de 10 conferências, às 5ª feiras, 19h00, no Centro de Reuniões.

A desinformação pode influenciar eleições e minar a confiança na democracia. Este nosso percurso explora as relações entre verdade, mentira e perceção da realidade, analisando conceitos filosóficos clássicos e contemporâneos nos contextos complexos da nossa vida pessoal e coletiva.
O esforço de compreensão da eficácia da mentira e desativação da verdade não é novo. É tão antigo como o acontecimento do ser humano. Anular o estado de negação em que nos encontramos a respeito de ilusões e autoenganos é condição de possibilidade da descoberta da verdade.
O docente de Filosofia traduziu as Odes Píticas (Quetzal, 2010) e as Odes Olímpicas de Píndaro (Abysmo, 2017) e é autor da tradução de referência da Ética a Nicómaco, de Aristóteles (7ª ed. 1ª ed. 2004). Traduziu também os Fragmentos dos livros perdidos de Aristóteles: Diálogos e Obras Exortativas (INCM, 2014), Constituições Perdidas (Abysmo, 2018); Fragmentos Científicos (Abysmo, 2021).
Publicou o ensaio: São Paulo: Apocalipse e Conversão (Aletheia, 2014), Um dia não São Dias (Abysmo, 2015), Reflexions on Everyday Life (Cambridge Scholars Publishing, 2019). É autor de artigos em revistas da especialidade “Paradoxes of Emotional Life: Second-Order Emotions.”
10 conferências, às 5ª feiras, 19h00, no Centro de Reuniões do CCB

9 outubro: Com a verdade me enganas: — a eficácia da mentira
(Aristóteles, Heidegger, Husserl)
6 novembro: Ser sonso: a raiz da dissimulação (Nietzsche)
27 novembro: Imitações e o original (Platão)
18 dezembro: Se o diabo não é mentiroso (Descartes)
29 janeiro: O conto do vigário: — questões de propaganda (Hannah Arendt, Tácito)
26 fevereiro: Ídolos de aço com pés de barro: — iconoclastia (Jean Baudrillard)
26 março: Segredos por revelar (Sissela Bok)
30 abril: Sósias de si próprio (Naomi Klein)
28 maio: Grandes decepções (Neel Burton)
25 junho: “O que é a verdade?” pergunta Pilatos (Novo Testamento, Nietzsche)
Somos, às vezes, enganados com a mentira e também com a verdade. Mas não a propagamos também nós? E não acontece também ser um outro, muitas vezes, a dizer-nos verdades sobre nós? A proposta ambiciosa do Ciclo de 10 conferências de António de Castro Caeiro, às 5ª feiras, 19h00, no Centro de Reuniões do CCB até junho.
As conferências são programação do CCB e são de entrada paga. O pacote das 10 conferências tem o valor de 63,00€. Cada conferência terá o custo de 7€.


