Reconhecer um território cujo reinado terrorista mantém reféns em túneis é o descarrilar da lógica, excepto no caso de ser farinha do mesmo saco. Se os reféns continuam reféns é consequência da intransigência terrorista. De novo, porque, assim, à pressa parece uma piada vinda das trevas.
Reconheceu a Palestina, Macron, o da França, mas para o seu país abrir embaixada na Palestina exige a libertação dos reféns em Gaza e um cessar-fogo. Esta é a visão estrábica do Presidente da República francesa. A ordem encontra-se totalmente ao contrário. Primeiro, os reféns, tréguas e a seguir que reconheça o que quiser.
Reconhecer um território cujo reinado terrorista mantém reféns em túneis é o descarrilar da lógica, excepto no caso de ser farinha do mesmo saco. Se os reféns continuam reféns é consequência da intransigência terrorista. De novo, porque, assim, à pressa parece uma piada vinda das trevas. Emmanuel Macron foi às Nações Unidas, essa casa cada vez mais mal frequentada, como diria o saudoso jornalista António Ribeiro Ferreira, dizer que amanhã, o dia seguinte, já seria tarde. Tarde. Tarde demais para o reconhecimento.
Como se o futuro estivesse cronometrado, deu luz verde para um assunto incolor e que tresanda, enquanto o Hamas estiver no comando, ou qualquer outro bando de bandidos que ameace a existência de Israel. Aplaudido por mãos irresponsáveis, outras, manápulas antissemitas, a quem lhes parece ser a maior oportunidade de esbofetear Israel, lá na América do Norte, na sala em Nova Iorque, uma passerelle de gente que tem o mundo no punho. Mete muito medo.
Veja-se, sem espanto, de braços dados, os dois, depois de Macron elogiar Lula, como se fossem colegas da primária. Até o próprio presidente do Brasil ficou admirado quando o tradutor trouxe-lhe para o português o adjectivo oferecido por Macron: guerreiro. É, e dos grandes a contar em direcção ao subsolo. Ambos, e mais uns quantos, reconheceram a dita Palestina, chefiada por sanguinários, como fez o governo de Montenegro, e esse comportamento político é reconhecer o terrorismo e reconhecer terroristas que não reconhecem o estado de Israel.
Não venham com fantasias e impor condições após a decisão. As imposições, premissas, deveriam estar em cima da mesa, e não em baixo. Tratem-se com remédios pró-civilização.


