A passagem da depressão Kristin pelo concelho da Nazaré provocou danos de grande magnitude e de forma transversal, afetando infraestruturas municipais, espaços públicos, equipamentos coletivos, rede viária e propriedades privadas.
Encontra-se em curso uma articulação estreita com a Administração Central, com vista à mobilização dos mecanismos de apoio disponíveis, nomeadamente para a recuperação de infraestruturas, apoio às populações afetadas e eventual acesso a instrumentos financeiros extraordinários.
Até ao momento, foram registadas mais de 700 ocorrências, um número que evidencia a dimensão, complexidade e impacto da situação vivida no território, revela o município da Nazaré ao Magazine Estado com Arte.
O trabalho de reposição e apoio às populações lesadas tem sido desenvolvido com forte articulação entre os serviços municipais, Bombeiros Voluntários, Proteção Civil, Juntas de Freguesia e um expressivo movimento solidário de voluntários.
Entre os equipamentos municipais mais afetados estão Piscinas Municipais (encerradas depois de perder toda a cobertura), Mercado Municipal (cobertura destruída), Forte de são Miguel (diversos problemas na estrutura registados), Molhe Norte em risco de derrocada, informa a autarquia à redação da Estado com Arte Magazine.
Perante este cenário, o Município da Nazaré ativou de imediato, a 28 de janeiro, o Plano Municipal de Emergência, com a instalação do Comando de Operações no quartel dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, assegurando uma coordenação próxima, permanente e eficaz entre todos os agentes de proteção civil e serviços envolvidos. A autarquia garante que não tem desalojados, nem mortes a lamentar no âmbito da passagem da tempestade Kristin.
Nas primeiras horas, as prioridades de intervenção centraram-se em três eixos fundamentais: Desobstrução das principais vias de comunicação, garantindo condições mínimas de circulação, acesso a populações isoladas e intervenção dos meios de socorro, criação das condições para o restabelecimento do abastecimento de água, num contexto particularmente exigente, marcado por falhas generalizadas no fornecimento de energia elétrica;
garantia da continuidade dos serviços essenciais, através da contratação urgente de geradores, assegurando o funcionamento de equipamentos críticos.
Numa fase posterior, a intervenção evoluiu para um trabalho intensivo de limpeza e remoção de árvores, detritos e materiais arrastados, permitindo a reposição gradual das condições de segurança, mobilidade e normalidade no espaço público.
A quantificação global dos prejuízos encontra-se ainda em fase de apuramento, atendendo à extensão dos danos e à diversidade das áreas afetadas. Está em curso um levantamento técnico detalhado, que permitirá avaliar com rigor o impacto financeiro da tempestade, tanto ao nível das infraestruturas municipais como do património público e privado.
Face à gravidade da situação, o Município solicitou ao Governo da República a decretação do estado de calamidade, pedido que foi reconhecido e formalizado no dia seguinte à ativação do Plano de Emergência, validando o carácter excecional dos danos registados.
Paralelamente, encontra-se em curso uma articulação estreita com a Administração Central, com vista à mobilização dos mecanismos de apoio disponíveis, nomeadamente para a recuperação de infraestruturas, apoio às populações afetadas e eventual acesso a instrumentos financeiros extraordinários.
Ao nível do médio prazo, e atendendo aos danos registados em diversos equipamentos municipais — com particular incidência nas piscinas municipais —, o Município decidiu avançar para a elaboração de um relatório técnico exaustivo sobre o estado das infraestruturas municipais.
Este documento permitirá “sustentar um plano estruturado de manutenção, requalificação e reforço, integrando soluções ao nível da eficiência energética, resiliência estrutural e adaptação às alterações climáticas, preparando o território para responder de forma mais robusta a futuros fenómenos meteorológicos extremos.”
“Trata-se de uma abordagem que conjuga resposta imediata e visão estratégica, garantindo não apenas a recuperação dos danos, mas também uma maior capacidade de prevenção, adaptação e proteção das populações no futuro”, diz a nota da autarquia.
Património religioso danificado
As igrejas da Pederneira apresentam algumas telhas danificadas principalmente a igreja da Misericórdia. A Igreja de Santo António, ao lado da Capitania, também tem o telhado em mau estado após a passagem da tempestade.
Quanto à época festiva do Carnaval Todas as atividades deste evento estarão canceladas até ao fim do estado de calamidade. Esperamos ter a colaboração do tempo e ir para a rua com outras ainda previstas, durante a próxima semana. Iremos atualizando consoante as previsões


