A palavra educação vem do latim educare, que significa “conduzir para fora” ou “fazer crescer”. Desde a sua origem, a ideia central é clara: a educação serve para guiar o ser humano no desenvolvimento das suas capacidades, ajudando-o a compreender o mundo e a encontrar nele o seu lugar na sociedade.
A 24 de Janeiro foi celebrado o DIA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO. Esta efeméride levou-me a reflectir sobre o tema, na medida em que a educação é considerada um dos pilares fundamentais da humanidade.
Não existe sociedade sem educação. Foi ela que permitiu às civilizações antigas transmitir tradições, organizar governos e criar sistemas de leis. Hoje, continua a ser o alicerce da democracia, da igualdade de oportunidades e da coesão social.
Quanto maior e melhor for a educação, mais forte se torna a cidadania e a participação cívica.
O conceito de educação vai muito além da transmissão de conhecimentos técnicos ou académicos. Educar é também formar valores, atitudes e comportamentos, preparando cada indivíduo não só para exercer uma profissão, mas também para participar de forma ativa e consciente na comunidade em que vive.
A prosperidade de um país está directamente ligada ao nível de educação da sua população.
A educação é o que nos torna humanos no sentido mais pleno da palavra: capacita-nos para crescer como indivíduos e a construir sociedades mais justas, inovadoras e solidárias.
Uma das grandes barbáries de alguns líderes socialistas, consiste em quererem defender que as crianças não são dos pais, mas do Estado.
Deixar a educação nas mãos do Estado é próprio de regimes totalitários, que se apoderam da doutrinação das pessoas de acordo com as suas próprias ideologias políticas, mas, jamais, de uma Democracia.
Hoje, alguns países estão a implementar com caracter obrigatório, um processo de engenharia de cariz sexual com recurso abusivo a algumas disciplinas.
É a “eutanásia da liberdade”, em forma de pensamento moderno, um novo totalitarismo em que a luta já não é de classes, mas de sexo, é a banalização das relações interpessoais, onde o outro passa a ser usado como mero objeto do prazer.
Outro ponto importante é distinguir educação de instrução. A instrução refere-se sobretudo à transmissão de conteúdos e competências específicas, enquanto a educação é mais abrangente, englobando também a dimensão ética, cultural e social do ser humano.
Há uma diferença enorme entre ensinar, comunicar conhecimento e conteúdos ou promover atitudes. Convém estar muito ciente de que a escola ensina e a família educa.
Sendo os pais os responsáveis pelos seus descendentes, por questões biológicas, sentimentais e afectivas, compete-lhes também o dever e o direito de lhes transmitirem o sentido da vida, a orientação religiosa, sexual, tal como a escolha do seu nome, alimentação e orientação moral de acordo com o projecto de família e suas convicções, no pleno desenvolvimento da personalidade, do carácter em condições de liberdade que ajudem a discernir o bem do mal.
A instrução ministrada pelo Estado deve ser neutra em questões de moralidade, de costumes e de ideologia, pelo que a escola pública não pode doutrinar os seus alunos com versões de sexualidade de qualquer espécie, vertente que compete aos pais dar o significado e o sentido que considerarem ser melhor para os seus filhos, com base nas ideias, nos ideais e nas crenças familiares.
Na nossa natureza está escrita uma lei de moralidade ou conduta, que deve ser respeitada e o direito natural é a gramática dessa natureza. Ao sermos manipulados pela ideologia de género e transumanismo, reduz-se o ser humano a um individuo solitário, desvinculado, nómada, desorientado, sem rumo nem nexo…
Em suma, podemos dizer que educação é um processo contínuo, intencional e transformador, que molda não apenas o que sabemos, mas quem somos e como nos relacionamos com o mundo.
Ao longo da vida, a educação ajuda-nos a desenvolver competências essenciais: pensamento crítico, criatividade, capacidade de resolver problemas e autonomia para tomar decisões. É também através dela que adquirimos valores como respeito, responsabilidade e empatia.
Em resumo, educar é formar cidadãos livres e conscientes, preparados para lidar com os desafios pessoais e coletivos. As crianças e os jovens precisam de padrões, de referências, de normas, regras e hábitos para poderem crescer e formar-se, em segurança, bem-estar, construindo-se integralmente como pessoas, aprendendo a distinguir o bem do mal, a fortalecer a vontade e a desenvolverem-se com disciplina, condição essencial para uma boa harmonia na família e indispensável para uma boa aprendizagem escolar, com os inerentes reflexos na malha social.
O microcosmo familiar é o grande modelador da personalidade das crianças e dos jovens na medida em que é ali que se vai beber todas a aprendizagem. Descuidar ou minimizar esta realidade é, no mínimo, criar condições para comportamentos disfuncionais. Não obstante as muitas alterações familiares e profissionais sofridas nas últimas décadas, não invalidada que se deva reforçar este sentido de responsabilidade educativa e formativa, pois consoante se educar no presente assim se moldará o futuro.


