Aldous Huxley, no livro “Admirável Mundo Novo”, 1932, reedição em 2013, aborda profeticamente a sociedade actual que sob o manto da Liberdade, um novo totalitarismo de ideologias distorcidas, clivantes e cínicas que, de forma suave e subtil, destroem a integridade humana.
Nas últimas décadas, nomeadamente, desde os anos sessenta, com a ajuda das Nações Unidas (ONU), da União Europeia (EU) e dos media, apoiados por uma oligarquia financeira, um poderoso lobby tem vindo a lutar para mudar todo o sistema de valores, com o objectivo de implementar uma liberdade absoluta sem qualquer restrição moral ou da própria natureza.
Destruindo todos os sistemas normativos fazem guerra de natureza sexual, procurando anular o feminino e o masculino, fragmentando mentalidades, legislando ao belo prazer das suas vontades, ostracizando e criminalizando qualquer oposição a estes devaneios.
Não estamos face a uma nova ditadura do proletariado ou a um domínio de uma raça que se considera superior, mas sim a um totalitarismo camuflado sob um manto de liberdade, de tolerância, de justiça e de igualdade.
O totalitarismo mudou de roupa, agora surge travestido em direitos, que pretende escravizar o homem em nome da liberdade, uma nova modalidade de engenharia social neste admirável mundo dos nossos dias.
“Na medida em que as liberdades políticas e económicas diminuem, a liberdade sexual tende, em compensação, a aumentar. E o ditador fará bem em encorajar essa liberdade. Em conjunto com a liberdade para sonhar acordado sob influência de drogas, filmes e rádio, ajudará a reconciliar os seus súbditos com o desejo da servidão. Vendo bem, parece que a utopia está muito mais próxima de nós do que alguém há apenas quinze anos poderia ter imaginado. Nessa altura, eu projetava para daí a 600 anos. Hoje parece bem possível que o horror possa estar mesmo à nossa frente”.
Após a segunda guerra mundial foi criada a Organização das Nações Unidas que aprovou a Declaração Universal dos Direitos humanos, em 1948. Os horrores de então assim o justificavam.
Porém, meio século volvido, mediante a manipulação de toda a sociedade, a mesma ONU, é o local de estratégia para aniquilar todo o comportamento humano, abdicando dos princípios culturais, das normas e valores que foram uma referência na Europa e no mundo.
Depois de 1989 deu-se uma radical mudança de paradigma nesta instituição. Aliando-se a poderosos grupos económicos, recorrendo a uma nova linguagem criada para iludir, estes pós-modernos inverteram toda a lógica de pensamento e ousam destruir a Antropologia.
Os poderosos do mundo, radicalmente unidos, lutam pela destabilização e desconstrução de tudo o que era universalmente aceite. Foram destruindo a identidade sexual dos homens e das mulheres, instituíram o divórcio como um acto banal, implementaram uma educação sexual nas escolas que é uma ideologia sem fundamentos biológico e antropológico, corrompem as mentes das crianças e dos jovens, numa prepotência inimaginável há anos atrás.
Em todo este panorama de liberdades sem fim teremos de acrescentar a defesa da normalização da pedofilia e uma nova dependência aditiva – a pornografia, acessível a todos, incluindo crianças, através dos inúmeros sites disponíveis sobre o tema.
A pornografia é um negócio altamente rentável em todo o mundo, mas é um vício tremendo e corrosivo, que não só destrói a pessoa como se projecta na sociedade, na família e na vida afectiva e relacional. Será mesmo o grande responsável por toda a violência, nomeadamente a doméstica.
Intelectuais de esquerda, ateus convictos em colaboração com os media, incluindo cinema, televisão e internet, sexualizaram as massas e subverteram as mentes. Um programa de cariz gramsciano, implementado em pleno século XXI, qual variante dos loucos anos vinte.
Susana M


