Já sabíamos que a “exemplar” tarefa que a esquerda apregoava de Luís Neves na PJ tinha passado por colaborar e branquear as atividades de imigrantes criminosos e agora ficámos a saber que os elogios se ficaram a dever também à sua colaboração e branqueamento de atos ilícitos de dirigentes do PSD e do PS, que já não temos dúvidas que estarão tão amarrados a Luís Neves como o PSD e por isso, com mais ou menos clareza o temem.
Já não é só o ministério da Administração Interna que tem lá um titular, Luís Neves, mas não tem ministro, é o governo de Portugal que ainda tem como titular Luís Montenegro, mas não tem primeiro-ministro. Ele estava moribundo desde os episódios da Spinumviva, ele não governa desde aí, ele vegeta politicamente, limitando-se a gerir o dia a dia, com o caso do Luís Neves, passou a ter de fazer a gestão, desastrosa diga-se em abono da verdade, dessa bomba política, da qual foge como o diabo da cruz, sendo óbvio o embaraço. E isto acontece porque é cada vez mais evidente que a nomeação do antigo diretor da Polícia Judiciária para ministro, foi uma espécie de compensação pelo fim da investigação do, ou dos casos em que o próprio Montenegro está envolvido, porque não estivesse ele amarrado ao outro e já o teria demitido, tal a dimensão que o caso tomou, à medida que se vão conhecendo todos os dias novos episódios de uma novela de ilegalidades protagonizadas por Luís Neves.
O problema é que estamos a falar das tais situações que se acontecessem com qualquer cidadão, teria problemas com a justiça e o comportamento de Neves é de absoluta impunidade, chegando ao ponto de confirmar todas as irregularidades que cometeu, até porque elas estão de tal forma provadas que não tem como desmentir, é, digamos que um cadastrado assumido, mas que se considera acima da lei e como tal afirma, com aquele ar de fanfarrão parôlo, que “nada o tira daquele lugar” e isto só pode ser dito como um ato intencional de desafio a Montenegro, que não tenhamos dúvidas de que já o terá tentado convencer a demitir-se, a conversa correu mal e teve o seu epílogo com este golpe de misericórdia, que politicamente mais não é do que a certidão de óbito de Montenegro, que não o pode demitir, por razões que só eles saberão e certo é que um dia, mais tarde ou mais cedo, acabarão por vir a público e ficaremos a saber as teias que a corrupção tece em Portugal.
Já sabíamos que a “exemplar” tarefa que a esquerda apregoava de Luís Neves na PJ tinha passado por colaborar e branquear as atividades de imigrantes criminosos e agora ficámos a saber que os elogios se ficaram a dever também à sua colaboração e branqueamento de atos ilícitos de dirigentes do PSD e do PS, que já não temos dúvidas que estarão tão amarrados a Luís Neves como o PSD e por isso, com mais ou menos clareza o temem.
Quando um charlatão como Neves chega ao governo de Portugal e se apresenta ao país com a atitude arrogante e presunçosa com que ele se apresenta, estamos conversados sobre a qualidade dos nossos governantes e é assim que se configura e mantém o sistema de alta corrupção que nos governa há mais de cinquenta anos. Clinicamente, o comportamento de Luís Neves chama-se TPN, Transtorno de Personalidade Narcisista e é este narcisista incorrigível que não só desafiou Luís Montenegro e que o liquidou.
Claro que deste episódio sai um óbvio vencedor que mais uma vez se chama André Ventura, mais inteligente e mais hábil do que todos os outros juntos, apresenta uma “moção de censura” que se sabe de antemão que não vai ser aprovada, porque o PS já disse que “não era por ele que haverá uma crise política”, só não disse que é precisamente por causa do PS que estamos há cinquenta anos em crise e lá vai Montenegro continuar a arder, não em lume brando, mas em labaredas, é André Ventura que mais uma vez marca a agenda política e rende votos, porque é o único a protagonizar aquilo que todo o povo percebe e defende, inclusive comentadores de todos os espectros políticos.


