Portugal tem um único e imenso potencial para receber turistas vindos do Norte da Europa e não só, para longos tratamentos médicos. Este é um nicho muito rentável, mas exigente. Muitos investidores estrangeiros tentam trazer os clientes dos seus países para cá, mas a burocracia dificulta estes internamentos hospitalares.
Um ótimo exemplo que vingou é o HPA, Hospital Privado do Algarve, formado pelo então professor de medicina, Dr. Bacalhau. Cerca de oitenta mil estrangeiros que por cá desfrutam do nosso maravilhoso País tinham dificuldade em aceitar o SNS cada vez mais decadente e a maioria adquiriu seguros de saúde.
De uma pequena clínica em Faro, o HPA expandiu para um grande hospital ao pé da Universidade, depois em Alvor e até mais. O grande lucro atraiu o capital por trás da CUF, que já tinha lucrado centenas de milhões neste nicho.
Psoríases, cirurgias estéticas, complexos tratamentos ao cancro, e outros males, exigem muito tempo para a sua recuperação e, quase sempre, um acompanhamento semanal. Há países, como os Nórdicos, que pagam aos seus doentes para se tratarem noutros países da UE, pois o custo de mantê-los nos hospitais lá é muito elevado. Em muitos casos eles por cá, em hotéis específicos para este fim, dispensam a permanência no hospital, desde que fiquem perto dele ou da clínica onde o médico responsável atua.
Com os modernos e caros equipamentos hospitalares e a facilidade de consultas pela net, é possível fazer cirurgias, e após um dia, mudar o paciente para um hotel. Depois de nova consulta, acompanhá-lo pela net quase diariamente, com uma visita in loco semanal.
O nosso sol é ótimo para psoríases, e algumas das praias, para doenças da pele, a nossa hospitalidade é boa para tudo. O hotel deve ficar no interior, com uma bela vista. É essencial que estes hospitais/hotéis tenham todo o pessoal a falar bem, não apenas o Inglês, também em cada turno, alguns a falar o Francês e até algo de Alemão.
Temos muitos especialistas que, com um curto curso adicional, poderiam servir a estes hotéis, que poderiam até ser de propriedade de uma cooperativa, como há noutros países. Durante o verão, quando a procura por estes serviços diminui, o hotel pode servir a outros nichos de turistas.
A estimativa feita por um grupo destes especialistas, que incluía médicos, economistas, gestores de hospitais, mostrou que Portugal poderia, a curto prazo, ocupar umas 6.000 camas em 60 vilas, uns 8 meses por ano, empregar 9.000 técnicos e médicos e faturar uns €5 mil milhões por ano, principalmente no interior distante. Vamos a isso?


