FÓLIO26. “Investimento municipal na cultura representa cerca de 17% do orçamento do Município”

Estado com Arte Magazine

No encontro “Óbidos 2028: Ler o Território. Escrever o Futuro” no FÓLIO na passada sexta feira com munícipes, Ricardo Duque disse que o munícipio de Óbidos assume “a cultura não como um custo, mas como um investimento”. Enquadrando esta opção numa estratégia desenvolvida ao longo das últimas duas décadas, baseada na convicção de que a cultura pode transformar o território.

A programação da candidatura de Óbidos a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 poderá incluir um festival de poesia, um festival infantil e juvenil, um evento dedicado à arte contemporânea e uma bienal de ilustração.
Estas iniciativas pretendem alargar públicos, criar novas oportunidades para artistas, e reforçar a presença da cultura em diferentes momentos e espaços do território.

“É através da participação da comunidade, e assente numa visão estratégia com a cultura no centro do
desenvolvimento do território, que está a ser construída a candidatura de Óbidos a Capital Portuguesa da
Cultura 2028”, a explicação por Ricardo Duque, vereador da Cultura do Município, durante uma conversa com munícipes, representantes de associações e agentes culturais, esta sexta-feira no FÓLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos.O encontro, subordinado ao tema “Óbidos 2028: Ler o Território. Escrever o Futuro”, realizado com o
objetivo de recolher contributos para uma candidatura que pretende “projetar o concelho, valorizar a sua
identidade e deixar um legado duradouro”, partiu de cinco questões fundamentais: como garantir o acesso
de todos à cultura e ao conhecimento, que projetos e experiências culturais criar em 2028, como valorizar a
identidade das freguesias e envolver a comunidade, como projetar Óbidos internacionalmente, e ainda que
transformação se pretende deixar às próximas gerações.Ao todo, foram recolhidos 28 contributos, as propostas que abrangeram diferentes dimensões da política
cultural, vão desde a criação de novos espaços e circuitos culturais à valorização do património, à programação,
e ao reforço do envolvimento das comunidades.

Para Ricardo Duque, este processo representa uma oportunidade para pensar o futuro cultural do concelho
de forma participada, articulando a identidade do território com novas ambições.
A candidatura, a submeter a 3 de dezembro, pretende consolidar uma política cultural que não se esgote
num ano de programação, mas que produza efeitos duradouros na vida das pessoas, na dinâmica das
freguesias e na projeção externa de Óbidos.

2028 como oportunidade para consolidar o legado cultural

No encontro, Ricardo Duque recordou que a programação prevista para 2028 poderá incluir um festival de
poesia, um festival infantil e juvenil, um evento dedicado à arte contemporânea e uma bienal de ilustração.
Estas iniciativas pretendem alargar públicos, criar novas oportunidades para artistas, e reforçar a presença
da cultura em diferentes momentos e espaços do território.

A candidatura organiza-se em torno de sete eixos: ler, escrever, narrar, imaginar, habitar, partilhar e
permanecer. Combinados, traduzem uma visão abrangente da cultura, entendida não apenas como
programação artística, mas também como instrumento de participação, coesão territorial e
desenvolvimento.

“A programação tem de ser feita a pensar em todos”, sublinhou o vereador, defendendo que o objetivo é
deixar um legado e dar continuidade à política pública cultural do concelho através de um processo
participado.

Ricardo Duque destacou ainda o investimento municipal na cultura, que representa cerca de 17% do
orçamento do Município. “Não assumimos a cultura como um custo, mas como um investimento”, afirmou,
enquadrando esta opção numa estratégia desenvolvida ao longo das últimas duas décadas, baseada na
convicção de que a cultura pode transformar o território.

A literatura assume um papel agregador nesta estratégia, ligando educação, criação artística, identidade e
internacionalização. Uma visão que procura também “afirmar a capacidade dos territórios de menor
dimensão para produzir cultura, atrair públicos, e gerar oportunidades fora dos grandes centros urbanos.
A candidatura de Óbidos a Capital Portuguesa da Cultura 2028 pretende, assim, afirmar uma política
cultural estruturada, participada e orientada para o futuro, capaz de valorizar o património material e
imaterial do concelho, reforçar o acesso à cultura, e consolidar o posicionamento de Óbidos no panorama
cultural nacional e internacional”, conclui Ricardo Duque.
A cidade vencedora receberá um milhão de euros.

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