O apoio e solidariedade do Presidente da República tinha-lhe ficado muitíssimo bem e tinha feito toda a diferença. Era um sinal importante para que ninguém tivesse dúvidas de que o Presidente estava do único lado que pode estar e jamais poderá deixar de estar, do lado da lei, da ordem e da autoridade e de quem a defendeu, neste caso, do lado da PSP.
Há uma semana a polícia foi obrigada a intervir e avançar com simples empurrões sobre os “manifestantes” que no Rossio repetidamente foram avisados e desrespeitaram provocatória e intencionalmente as forças de segurança. Na noite seguinte, uns supostos cantores (?), ou algo semelhante, foram gritar frente à residência do Presidente da República e de imediato ele tomou posição sobre os acontecimentos na manhã seguinte e não teve dúvidas em afirmar que “não gostou do que viu” nas manifestações, então e não querem lá ver que eu também não, ou seja dá-se esta coincidência de estar de acordo com o Sr. Presidente, é que não gostei mesmo nada do que vi.
Não gostei de ver gente desordeira a não cumprir o horário autorizado para a manifestação, tal como o Sr. Presidente. Detestei ver delinquentes a montarem tendas em espaço público, sabendo que é proibido, estamos de acordo. Abominei ver arruaceiros profissionais a vandalizarem o património nacional de que nos orgulhamos, a começar por estátuas. E aquela espécie de gente asquerosa a ofender as forças de segurança, ou seja, a autoridade que por acaso tem a missão de manter a ordem pública, detestámos, não é admissível, mais uma vez de acordo com o Sr. Presidente. E importa ainda realçar a diferença de atitude relativamente ao seu antecessor, que tirava selfies com os criminosos, parece que essa prática terminou e honra lhe seja feita.
Eles não querem casas, eles querem apenas espalhar o caos e com ele a anarquia, a pior inimiga da democracia.
VIVA A POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA.


