O 32.º Congresso do CDS decorreu este fim de semana em Alcobaça (distrito de Leiria), para escolher novos órgãos e eleger o presidente do partido. O atual líder, Nuno Melo venceu com 97, 5 % dos votos, foi reeleito para um terceiro mandato para os próximos dois anos.
Cerca de 120 intervenções de centristas comentaram as moções apresentados no Congresso do CDS, “uma discussão nunca vista e uma vitória esmagadora” da moção de estratégia global “Tempo de Futuro”, de Nuno Melo, diz Paula Helena Ferreira da Silva, Vogal da comissão executiva e presidente da comissão política distrital do CDS de Coimbra, ao Magazine Estado com Arte.
A moção de Nuno Correia da Silva, que se apresentou como candidato à liderança do CDS, teve apenas 8 votos a favor. O documento estratégico de Nuno Melo foi aprovado com 97, 5 % dos votos, Melo enfrentou o antigo deputado Nuno Correia da Silva, que lidera uma corrente interna para levar os centristas sem coligação com a AD nas próximas eleições.
Apesar da terceira vitória de Nuno Melo como Presidente do CDS há discordâncias nos democratas cristãos, Frederico Carvalho, delegado concelhio de Viana do Alentejo do CDS-PP, ao Estado com Arte Magazine adianta que “há vozes internas onde me incluo que gostariam que o CDS em próximas eleições fosse sozinho para medir a sua capacidade eleitoral”. Carvalho apoia Nuno Melo, mas admite que “muitas pessoas que apoiam Melo também querem eleições, cada um por si.”
Paula Helena Ferreira da Silva, da Distrital de Coimbra, apoiante da moção do Nuno Melo, “Tempo de futuro”, conta ao Magazine que “claramente defendo a liberdade e identidade do CDS, mas infelizmente ainda não estamos em tempo de o fazer sozinhos. O CDS foi decapitado, destruído por lutas internas e também por opções que deram espaço a que outros o ocupassem.”
A centrista acrescenta que “neste momento o CDS está a crescer novamente e a robustecer as estruturas. Estamos a preparar o futuro para o fazermos com a certeza de que quando for bom para nós, devemos ir em coligação, caso contrário, iremos sem medo sozinhos. Não nos podemos esquecer que a marcar AD foi a única capaz de ganhar à geringonça e a única capaz de fazer frente ao populismo de direita,” remata.
Para a presidente da comissão política distrital do CDS de Coimbra este congresso deixou “bem claro que foi dos mais participativos de sempre com cerca de 120 intervenções a comentar as moções. Estamos de parabéns, porque esta discussão promoveu o debate interno e saímos mais unidos e robustecidos.”
No entanto, a centrista sublinha ao Magazine Estado com Arte que sobre as próximas eleições “só iremos em coligação sempre e quando a marca AD for necessária para sair ganhadora. Caso contrário iremos sozinhos sem medo.”
Segundo a agência de notícias Lusa os novos membros foram eleitos por 89,7% dos votos, com 7% de votos brancos e 3,2% de votos nulos. Os resultados foram conhecidos pelas 14:00, depois de os delegados terem votado para eleger os novos órgãos durante a manhã.
No último congresso que decorreu em Viseu, em 2024, a comissão política de Nuno Melo tinha obtido 89,3% dos votos dos delegados.


