O coletivo de artistas de diversas disciplinas de arte e design, NÓSARTE, apresenta exposição no Espaço Leonel na primeira quinzena de março na cidade caldense.
Pintura de experimentalismo abstrato, expressionismo, surrealismo e ilustração, incorporando materiais diversos como acrílico, óleo, técnicas mistas e arte digital é a proposta do grupo de artistas.
A obra de arte como uma expressão fluída e em constante evolução da experiência humana.
Através da exposição “A arte em nós”, os artistas querem “honrar a capacidade da arte de explorar o espaço sagrado interior, enquanto se estende além de si mesma para tocar os outros. A arte é um delicado equilíbrio entre intimidade e universalidade, um sussurro através das fendas do mundo, o lembrete silencioso de que “não estás sozinho,” dizem ao Estado com Arte Magazine.
Jocanho, Kaming, LGRØ, Patrícia Reis dizem que “unem as suas vozes para expressar aquilo que as palavras muitas vezes não conseguem. As nossas criações são mais do que objetos – “A arte em nós” representa não apenas a arte que produzimos, mas a arte que vive dentro de todos nós – a experiência compartilhada de ser humano.”
O trabalho do colectivo NOSARTE abrange pintura de experimentalismo abstrato, expressionismo, surrealismo e ilustração, incorporando materiais diversos como acrílico, óleo, técnicas mistas e arte digital. Cada obra de arte é um conduto que transcende um único meio, fluindo livremente entre formas, tal como o nosso coletivo; uma expressão fluida e em constante evolução da experiência humana.
O Grupo NÓSARTE nasceu de uma exposição coletiva, na Galeria BOHÍO Creative junto à praça da fruta das Caldas da Rainha, em dezembro de 2024, na altura eram 8 artistas visuais. Hoje são quatro os membros que formam a NÓSARTE Jocanho, Kaming, LGRØ, Patrícia Reis, a artista convidada nesta exposição é a Anne Luisenbach.
Todos os artistas têm uma forte ligação à cidade das Caldas. “No nosso coletivo, a criatividade flui das mais profundas recessos do coração, refletindo o potencial ilimitado da visão artística compartilhada. A nossa missão é promover a riqueza das expressões artísticas, fortalecer a colaboração entre os artistas e criar mais espaço para a arte na cidade. Através de exposições e eventos, o nosso objetivo é não só apresentar o trabalho do nosso coletivo, mas também incentivar a participação de outros artistas, fomentando um ambiente inclusivo onde a arte possa inspirar e onde as ideias possam ser livremente trocadas.”
Acreditam que a arte “é uma conexão sem dita, profunda; uma comunhão de almas que transcende o tempo, o lugar e a perceção, unidas por um só espírito e pela experiência compartilhada de ser humano. É uma jornada que conecta almas através de barreiras, lembrando-nos que, mesmo na solidão, nunca estamos verdadeiramente sozinhos.
Patrícia Reis, nascida em 1975 em Lisboa, é residente nas Caldas da Rainha, com o curso de Cerâmica pela a escola Artística António Arroio e formação em Restauro e Conservação do Património Português, é nas artes plásticas que desenvolve todo o seu processo criativo. Apaixonada pela vida, pelo ser humano, pela natureza, pela
espiritualidade, pelas artes e pela liberdade de expressão, são as suas fontes de grande inspiração.
É através da expressão plástica, nomeadamente na pintura e matéria que desenvolve desde muito cedo numa linha do tempo entre passado, presente e futuro um trabalho artístico/interventivo quebrando padrões artísticos,
sociais, políticos e religiosos em variadíssimas abordagens e linguagens criando narrativas inusitadas/incomuns/impactantes em atmosferas abstractas líricas e expressionistas.
Frequentou a Escola Artística António Arroio onde tirou o curso de Cerâmica em 1999, fez Restauro e Conservação do Património Nacional durante sete anos na K4 lda. De norte a sul do país e em atelier. Participou em concursos de Arte e Poesia, fez ilustração de contos infantis para o Jornal local de Alferrarede entre 1994 a 1996 e tem realizado exposições coletivas e individuais de Pintura até ao momento atual.
Artista Plástica com atelier aberto em Caldas da Rainha, na Ceres – Caldas da Rainha.
Actualmente é membro do projecto da Casa Museu Silvestre Raposo que tem como missão/propósito elevar a Cultura, as Artes e seus Autores nacionais e internacionais. Considera a Arte como “a mais bela forma de Liberdade de Expressão e Manifestação.”
João Carlos Branquinho (Jocanho) é um artista contemporâneo que vive nas Caldas da Rainha. Ele trabalha principalmente com medias digitais, mas também pinta com métodos mais tradicionais como aquarela, guache, tinta e tem um grande interesse em desenho vivo.
Ele já escreveu e ilustrou dois livros infantis e uma novela gráfica. Ele também gosta de escrever e ilustrar poesia.
Kaming originalmente de Düsseldorf, Alemanha, vive em Portugal desde o final de 2019. Apenas em novembro de 2023 começou a tornar a sua arte acessível ao público. A pintura e a poesia são para ela tesouros profundamente íntimos. Trabalha em ateliês próprios há mais de 20 anos e, desde 2024, em Caldas da Rainha, nos Silos.
Assume a arte, em qualquer forma,” uma expressão que acontece automaticamente – puramente intuitiva. É uma troca com o subconsciente. A mente ativa gira livremente, as emoções são processadas até que um estado meditativo emerja. Imagens e textos não precisam ser belos; devem provocar reflexão ou trazer calma. Uma profunda busca pelo significado, um questionamento crítico das estruturas sociais e do comportamento humano, uma conexão infinita com a natureza, o diálogo direto com o eu mais íntimo, a libertação de padrões de pensamento, o processamento de memórias e a procura de uma harmonia que considere todos os aspetos—estes são apenas alguns dos seus impulsos criativos.”
Kaming quer tornar o mundo um lugar melhor, tanto em pequena como em grande escala. A arte é essencial para a sociedade, um meio que possibilita a troca, mesmo sem palavras.
Kaming acredita que as pessoas precisam de voltar a conectar-se com a sua própria essência. Devem explorar-se e compreender-se mais profundamente, encontrando harmonia interior para poderem contribuir de forma significativa para este mundo. A autenticidade e a originalidade só surgem através da profundidade e de uma verdadeira ligação consigo mesmas e com o ambiente à sua volta. A arte é” um elemento poderoso neste processo”, e Kaming espera um mundo “onde as pessoas valorizem a sua criatividade natural e vejam a arte como uma porta de entrada para mundos interiores e tesouros escondidos”.
LGRØ é uma artista autodidata, nascida em Hamburgo, Alemanha, trabalha com pinturas a óleo e esculturas. “O meu trabalho transforma a realidade em algo transcendente, tecendo narrativas surreais moldadas pelas minhas experiências de vida na Austrália, Brasil e Portugal e viajando pela Europa e Ásia”. Estas viagens influenciaram
profundamente a visão da artista sobre o mundo e a natureza humana.
”Com formação em economia e filosofia, identifico-me profundamente com a crença de Nietzsche de que a arte não é um reflexo do mundo, mas
uma rebelião contra ele.”
Acrescenta ainda que as “pinturas são actos oníricos de rebeldia, desvendando o vulgar para revelar o extraordinário. Através de seres celestiais, esferas luminosas e formas biomórficas, exploro temas de intimidade, desejo e transformação, inspirados pela beleza divina e pela fluidez do mundo natural.”
Com raízes na filosofia do surrealismo, a arte de LGRØ “combina simbolismo, emoção e formas orgânicas para despertar a introspeção e o espanto. Cada peça convida-o a abraçar o mistério do seu mundo interior e a profunda interligação da vida.”
O colectivo NÓSARTE convida o público a entrar neste mundo de criatividade “onde as fronteiras são fluidas, e cada obra de arte é um espelho, uma janela ou um portal para reflexão.”


