A primeira grande falsidade dos prestidigitadores, é a de que os impostos baixaram, dizem eles, relacionando essa afirmação com facto de terem ajustado os escalões do IRS e assim terem reduzido esse imposto em concreto, em cerca de 1.200 milhões de euros e isto é bom.
Um político sabe por norma como iludir e há mesmo quem se especialize na arte de ludibriar a opinião pública. O primeiro-ministro, António Costa, é o verdadeiro especialista nesta arte e o sistema resulta. Ele lança o engodo, o povo corre atrás, nunca pesca nada, mas o embrulho é bom e o povo vai e cai.
No recente orçamento de Estado para 2024, Costa e o aprendiz Medina, lançaram uma vez mais o tal isco e há de facto quem, sem fazer contas, acredite, porque estes malabarismos dos orçamentos são mesmo propensos a dificultar qualquer leitura repentina, a publicidade do ilusionista tem sempre muito eco na comunicação social alocada ao poder e resulta sempre.
A primeira grande falsidade dos prestidigitadores, é a de que os impostos baixaram, dizem eles, relacionando essa afirmação com facto de terem ajustado os escalões do IRS e assim terem reduzido esse imposto em concreto, em cerca de 1.200 milhões de euros e isto é bom.
O que os malabaristas de números não disseram, é que aumentaram em vários dos chamados impostos “indiretos” e em diversas “taxas”, daquelas que as pessoas não percebem que pagam, cerca de 3.300 milhões de euros, daqui resultando um aumento de 2.200 milhões de euros de impostos, que os mesmos portugueses que vão pagar menos IRS, também vão pagar de forma disfarçada e sem darem conta, muito mais impostos, que lhe são extorquidos pela máquina propagandística socialista.
Em resumo e em concreto, é simples de explicar, descontam menos 10 (número abstrato) no IRS e portanto, recebem mais 10 de salário e esse facto é o que fica na memória, mas depois pagam, sem se aperceberam, porque não vem escrito em lado nenhum, mais 20 em diversos impostos “indiretos”, dos quais o tão badalado IUC – Imposto Único de Circulação, com aumento de 13% é apenas um exemplo e outro exemplo é o IVA que sobe 8% e é você mesmo, que desconta menos 10 de IRS, que vai pagar este IVA quando for às compras.
É assim com esta facilidade que o ilusionismo socialista lhe aperta o gasganete, tira-lhe o ar, você não dá por isso e ainda lhe fica agradecido e vai votar neles. Em suma e números são números, ao contrário da propaganda, há um agravamento fiscal de 5%. Capiche? Entendiste? Did you understand? Entendeu? Mas o embuste é muito maior.
A despesa pública aumenta cerca de 10%, que é só o maior aumento de despesa da história de Portugal e isto significa tão simplesmente o aumento galopante do número de funcionários públicos, que o tal aumento de impostos tem de pagar. À maneira socialista, a máquina do Estado, ao invés de ser mais organizada, mais competente, mais eficaz e mais reduzida, produzindo melhores serviços com os mesmos recursos, presta os piores serviços de sempre, apesar de terem aumentado perto de 60.000 funcionários públicos que os seus impostos têm de pagar. E esta estratégia, de aumento de pessoal do Estado, sempre usada pelos socialistas quando chegam ao poder, visa a satisfação da clientela partidária e aumentar a base eleitoral, pagando assim com os nossos impostos a campanha eleitoral do PS. O Estado que já era muito “gordo”, passa assim a ser “obeso” e sem controlo. Percebe porque é que os impostos aumentam e os serviços do Estado são os piores de sempre?
Outra falácia é o aumento do salário mínimo, aspeto obviamente positivo, mas que tem sido feito sempre por decreto e não pelo desejável crescimento da economia. E o grande problema da nossa economia, que está obviamente espelhada no orçamento, é que o socialismo nunca visa uma estratégia de desenvolvimento económico, desde logo porque não sabe e porque ideologicamente a única formula que conhece é o saque fiscal, consecutivo e eterno.
Este orçamento tem a mesma intenção e a mesma filosofia de todos os que eles têm elaborado sempre que estão no poder, razão pela qual Portugal permanece na cauda da Europa, a ser todos os anos ultrapassado no PIB “per capita”, por vários países, sendo os últimos dos quais por exemplo, a Estónia ou a Letónia e já este ano pela própria Roménia que cresce muito mais do que Portugal.
Ou seja, o crescimento que os vendedores de banha da cobra dizem que a economia portuguesa tem, como é inferior ao dos outros países, faz com que sejamos cada vez mais empurrados para o fundo da tabela. Se você anda, está realmente a ir para a frente, mas se os outros correm, você fica cada vez mais para trás. Prova de tudo isto.
Neste orçamento e porque a lógica do socialismo não percebe que as empresas são o suporte da economia, porque são quem gera recursos, cria emprego e desenvolvimento económico e consequentemente impostos, são ostensivamente ignoradas, continuando a pagar 31,5% de IRC, o mais alto de toda a Europa, consubstanciando-se assim um ataque ao investimento, às exportações e à internacionalização da nossa economia, afastando obviamente, investidores, que vão para outras paragens. Isto é o socialismo a funcionar e o país a afundar. Simples de explicar.
Para terminar, quer ver como é que eles o vigarizam? As chamadas “startups” viram a taxa de IRC reduzida para apenas 12,5% e isto é fantástico, pensa o cidadão incauto e acolhe a informação como uma coisa extraordinária, pois é, mas a “startup” deixa de ser considerada como tal, quando começa a dar lucro. Percebeu o embuste? Esta é a lógica subjacente à elaboração de todo o orçamento de 2024.
Mas note-se, você é sempre livre de acreditar que paga menos impostos.

