Se uns acham delirante, outros nem por isso, e alguns chegam mesmo a estar apreensivos com as influências nefastas que eventualmente poderão vir a revelar-se na mente das crianças que se mascaram e fantasiam com estas imagens aterradoras, diabólicas ou satânicas, como lhes queiram chamar.
Com o passar dos tempos, todos temos verificado que estes festejos do Halloween se vão alastrando um pouco por todo o lado, desenvolvendo e contagiando, em todo o mundo vão surgindo imagens e outras influências desta moda norte-americana recentemente importada, comercializada e interiorizada.
“O motor da sua expansão na Europa reside na poderosa capacidade de divulgação dos meios de comunicação modernos. Hollywood tem contribuído muito na difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, estados de medo, ansiedade, insegurança ou pânico, em consequência duma distorcida imagem da realidade.
No ano de 1978, estreou-se o filme: Halloween – A Noite das bruxas, dirigido por Jonh Carpenter, cujo enredo é assustador, violento e centrado na psique doente de um assassino em série, na cidade de Haddonfield, no Illinois”. (Halloween, a travessura do Diabo, de Aldo Buonaiuto)
Se uns acham delirante, outros nem por isso, e alguns chegam mesmo a estar apreensivos com as influências nefastas que eventualmente poderão vir a revelar-se na mente das crianças que se mascaram e fantasiam com estas imagens aterradoras, diabólicas ou satânicas, como lhes queiram chamar.
Que experiência (psicológica, moral ou religiosa) ficará gravada nas crianças e nos jovens que “se divertem” usando disfarces de diabos, bruxas, mortos, monstros, vampiros e demais personagens relacionados principalmente com o mal e o ocultismo, quando até a televisão e o cinema identificam estes disfarces com personagens contrários à moral sã, à fé, aos valores e ao bem?
Muitos sacerdotes exorcistas referem que na prática de seu ministério é grande a contaminação que recebem muitas crianças e jovens ao participarem das aparentemente “inofensivas” brincadeiras desta que constitui, agora, uma festividade puramente pagã. Por isso, recomendam às famílias católicas que evitem tomar parte nessas comemorações e não permitam que seus filhos se caracterizem de bruxos, demónios ou coisas semelhantes e terríficas. Podemos até admitir que na origem do Halloween haja alguma reminiscência católica, mas actualmente o seu contexto é desviante e muito pouco salutar para a formação da personalidade e do carácter dos adolescentes, mais ou menos jovens, que se passarão a identificar no seu inconsciente com estas figuras de horror e de terror.
“ É banal dizê-lo, mas graças a esta estratégia de marketing, o Halloween transformou-se, em poucos anos, de evento pouco conhecido que era, numa das celebrações mais conhecidas e mais seguidas pelo público juvenil. E, como se sabe, os jovens, sobretudo por inexperiência, deixam-se enganar por aquilo que está na moda, sem se interrogarem se, por baixo da aparência, não se esconde, lamentavelmente, algo perigoso.”
O presidente da Associação Internacional de exorcistas habilitado pela Santa Sé declarou: “Festejar o Halloween é prestar culto ao diabo, o qual, se for adorado, nem que seja uma noite, tenta reivindicar os seus direitos sobre a pessoa. Não nos admiremos se o mundo parece caminhar para a ruína e se os gabinetes de psicologia pululam de crianças que sofrem de insónias, irrequietas e agitadas, de jovens obcecados e deprimidos, suicidas potenciais. Os macabros disfarces, as invocações aparentemente inócuas, não passam de um tributo ao Príncipe deste mundo: o Demónio.” (Halloween, a travessura do Diabo, de Aldo Buonaiuto)
“Halloween é uma festa que se celebra na noite de 31 de outubro e quer ser uma referência a tradições da cultura céltica e anglo-saxónica, que entraram em contacto e foram influenciadas pela mensagem cristã e pela sua cultura. Com efeito, o termo Halloween ou Hallowe´en (de All-hallows´-Eve) significa literalmente “ Vigília de Todos os Santos” (ou Vigília dos Santos), mas hoje quem a celebra, em vez de dispor o seu coração para festejar os Santos, pessoas positivas e exemplares que viveram realmente nesta terra, prefere festejar um imaginário Jack-o´-lantern representado por uma abóbora vazia iluminada por dentro, ou uns fantasmas fantasiosos e foliões, monstros imaginários, bruxas e vampiros, ao oculto e ao mal. Actualmente, o Halloween é uma festa importante para os satânicos e corresponde à vigília do novo ano segundo o “calendário das bruxas”.
O cristão não pode aceitar tal festa, tal como hoje é proposta, porque está estreitamente ligada a atitudes de superstições e é contrária à autêntica vocação cristã, pela qual «todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho». O cristão sabe bem que a morte não tem a última palavra sobre a vida e que a Igreja, na “Festa dos Santos” e na dos “Defuntos”, que vem logo a seguir, é chamada a testemunhar o valor da vida que continua na comunhão dos santos”. (Religiosidade Alternativa, Seitas, Espiritualismo) – Desafio cultural, educativo e religioso, da PAULUS Editora.


