A nova “identidade visual” divulgada pelo Governo nos vários organismos e serviços está a gerar polémica desde a sua publicação na última semana de novembro.
A Sociedade Histórica fez saber ao Estado com Arte Magazine que a nova “identidade visual”, introduzida pelo governo, quebra a unidade da representação simbólica do Estado, ao exibir uma imagem da República Portuguesa do Governo diferente da Presidência da República e da Assembleia da República.
Acresce a esta preocupação numa altura em que o governo se encontrava já limitado na plenitude das suas funções, devido a demissão apresentada pelo primeiro-ministro, em 7 de Novembro, e do anúncio, em 9 de Novembro, de eleições legislativas apontadas para 10 de Março, em comunicado enviado à redação do Estado com Arte Magazine.
A Sociedade Histórica Nacional diz que surgiram no espaço público, diversos comentários críticos, que “não mereceram, até agora, qualquer resposta ou esclarecimento por parte do governo, e na medida em que diz respeito aos símbolos nacionais”, um assunto que consideram ser da “mais alta importância.”
A direção da Sociedade Histórica solicita ao governo que” seja dada informação pública sobre o ministério ou departamento pelo qual correu o processo administrativo relativo a esta nova identidade visual”, assim como as datas de abertura e conclusão do procedimento respectivo.
“O conhecimento destes documentos governamentais é indispensável para conhecer, com substância, os propósitos do governo ao lançar o pertinente procedimento concursal ou similar, assim como os critérios administrativos e políticos que presidiram à escolha final,“ adianta a direcção da Sociedade Histórica.
Pedem que seja de domínio público os custos da nova “identidade visual”, incluindo quer os custos iniciais de preparação, escolha e adjudicação, quer os custos gerais estimados para sua aplicação ao chamado “estacionário” da generalidade do aparelho governamental, bem como os organismos e serviços públicos na sua dependência.
Querem saber em que medida é que a nova “identidade visual” corresponde a “uma consciência ecológica reforçada” e por que motivos a nova “identidade visual” é “inclusiva, plural e laica”.
Questionam quais as outras opções verosímeis que nela não se compreendiam (ou não se compreenderam) e, em contraste, tenham sido preteridas.
Aguardam ainda que “se tome a orientação de suspender o uso da nova “identidade visual”, repondo em utilização o modelo anterior,” dizem no comunicado.


