Rui Gonçalvez

A IMPLOSÃO DO SOCIALISMO – FINALMENTE

Rui Gonçalves, Arquitecto

Durante cinco décadas o PS e o PSD, esse cancro governativo a que se chama “bloco central”, abocanharam, estrangularam e “engoliram” o aparelho do estado. Colocaram nos órgãos fiscalizadores, nas polícias e na justiça e claro está, na comunicação social, gente da sua confiança e isso permite-lhes usar o Estado em proveito próprio a seu bel-prazer.

Não, não há espanto, não há admiração e nem sequer há nenhuma novidade que a super operação “Imergente” da polícia judiciária aos meandros do partido socialista nos tenha trazido. A proliferação de criminalidade que por ali impera, vai da corrupção ao tráfico de influências, favorecimento indevido, branqueamento de capitais, enriquecimento ilícito, fuga ao fisco, peculato e a mais tudo o que se possa imaginar.

Durante cinco décadas o PS e o PSD, esse cancro governativo a que se chama “bloco central”, abocanharam, estrangularam e “engoliram” o aparelho do estado.

Colocaram nos órgãos fiscalizadores, nas polícias e na justiça e claro está, na comunicação social, gente da sua confiança e isso permite-lhes usar o Estado em proveito próprio a seu bel-prazer. A máquina que destrói a democracia todos os dias em Portugal, está assim montada e oleada, pronta a funcionar e a passar vícios de geração a geração de políticos daqueles partidos, porque eles não têm, nem conhecem outro meio de sobrevivência, nem têm outra utilidade.

Esta máquina estatal trituradora de recursos públicos está instalada por todo o país, porque, fruto da teia montada, eles sabem dispor de total e descarada liberdade de ação em proveito pessoal e também do partido, claro. Desde as cúpulas, presidência da república, assembleia da república, governo, passando pelas inúmeras estruturas intermédias do Estado, direções gerais, institutos, agências, CCDRs, fundações, administrações regionais, empresas estatais e municipais, até diversos outros organismos criados intencionalmente para que a prática criminal seja diluída e mais dificilmente escrutinada e claro, até às câmaras municipais, juntas de freguesias e por aí fora, o livre trânsito ao roubo, ao deboche e à promiscuidade, é total.

Admite-se gente por todo o lado, familiares, militantes, amigos, simpatizantes, desde que essa massa humana constitua o escudo ideal para que os crimes praticados sejam mais disfarçados.

Encheram-se aqueles organismos de gente impreparada, incapaz, incompetente e na esmagadora maioria desnecessária e acima de tudo golpista e os tais organismos fiscalizadores que vão sendo compensados da forma que lhes dá jeito, fazem sempre de conta que não viram, não ouviram, nem tão pouco desconfiaram, porque eles estão lá para isso mesmo.

Só nos governos de António Costa, foram admitidos na função pública mais de 200.000 – duzentos mil funcionários e já com este governo da AD, lá acoitaram mais cerca de 20.000, uma vergonha nacional, se alguma daquela gente tivesse vergonha, escrúpulos ou dignidade. Gente que a única coisa que quer é o emprego, porque precisa do sustento e o Estado é o empregador que lhe permite viver e enriquecer à custa do erário público, só que o Estado, essa coisa abstrata que ninguém respeita, sou eu, és tu e são as Marias, os Zés, os Maneis, as Manelas, as Anas, os Chicos, as Miquelinas, os Ambrósios e todos os que trabalham diariamente e são extorquidos todos os meses em impostos obscenos, porque eles são especialistas na arte do roubo.

Do que até agora veio a público, estão envolvidos altos dirigentes socialistas, autarcas, funcionários, e mesmo assessores diretos dos secretários gerais lá daquele antro de marginalidade, como António Costa e do atual José Luís Carneiro, que já veio a público afirmar que, apesar da própria sede nacional do PS, no largo do Rato, ter sido alvo de buscas, o homenzinho permite-se dizer que não tem nada a ver com aquilo, e que apesar deste escândalo continua à espera de chegar a primeiro ministro pela muleta do camarada agora presidente, António Seguro, que entretanto já mostrou ao que vem.

A miséria moral abunda no largo do Rato e no PS. Mas indo mais longe, nenhum antigo secretário-geral sai ileso deste pântano, porque nada disto começou hoje, este esquema de assalto ao Estado tem décadas e nenhum deles pode vir dizer que não sabia, sim eles todos sabiam e todos usufruíam, porque socialismo é isto mesmo.

A impunidade de Sócrates, que em breve será declarada e assumida pelo sistema jurídico corrupto a que em Portugal chamamos “justiça”, é apenas uma amostra de como todos estes processos agora vão terminar, com a libertação deste bando, com o respetivo branqueamento por parte dos tais organismos de fiscalização e da comunicação social, porque eles são mercenários pagos para isto mesmo.

E isto é um mal só do PS? Não. É um mal do socialismo em geral e veja-se o que está a acontecer em Espanha e por cá, já alguém se esqueceu dos esquemas manhosos em que o atual primeiro-ministro Montenegro está envolvido? É exatamente a isso que se deve o silêncio sepulcral do PSD. Eles pertencem a esta geração de políticos gelatinosos, balofos, sem conteúdo intelectual ou cultural, cuja “convicção” não passa de uma palavra de dicionário. O PS é indubitavelmente a maior agência de emprego desta democracia amordaçada e é triste assistir a ex CDS(s) a transferirem-se vergonhosamente para lá, em busca desesperada por um coito bem pago, porque esta gente precisa do emprego que no partido de origem não tiveram, que Deus lhes perdoe porque eles pensam mesmo que somos todos estúpidos.

Às virgens ofendidas socialistas, quais puritanas obesas de tanto que desfrutaram do nosso dinheiro, que agora se acotovelam a bradar aos céus a habitual ladainha da “perseguição política”, melhor seria que se calassem e passassem pelos pingos da chuva, para não nos lembrarem os inúmeros prejuízos que o socialismo trouxe a Portugal e à democracia e porque sempre viveram à custa do Estado.

Resta-nos assistir cheios de esperança num futuro melhor, à implosão do socialismo ibérico, para nosso bem e dos nossos filhos e netos, a quem devemos desculpas pelo país miserável que lhes deixamos em herança.

O inacreditável é que ainda há quem vote nesta gente.

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