Rui Gonçalvez

Eis o -CV- do Pedro Nuno e que Deus nos acuda

Rui Gonçalves, Arquiteto

Parece que os banqueiros alemães ainda continuam com as pernas intactas, pelo que se deduz que a ameaça feita há treze anos, por essa grande sumidade da política nacional, agora arvorado líder do partido socialista, não surtiu efeito.

Essa foi a primeira grande demonstração da irresponsabilidade de Pedro Nuno Santos, a ameaça de não pagar a dívida do Estado aos credores. Ser caloteiro será um dos ensinamentos da juventude socialista, deduzo, organização que ele frequentou com afinco, de tal forma que nunca mais largou a política.

De resto, não se lhe conhece nenhuma atividade proveitosa, ou produtiva para o país, ou que lhe permita saber o que é a vida das pessoas normais. De tal maneira se dedicou ao partido, que chegou a ministro, onde se distinguiu e começou a escrever um verdadeiro compêndio de anedotas.

Mas percebeu, quem quer perceber, acabado que está o Congresso dos socialistas, que quem ficaria de pernas ainda mais partidas, se por acaso algum dia Pedro Nuno Santos chegasse ao poder, era Portugal e os portugueses.

Como governante, negociou com os camaradas bloquistas e comunistas a lei de bases da saúde, acabando com a gestão das PPPs nos hospitais e com isso destruiu o SNS, que hoje só existe de nome. Também negociou com aquela rapaziada o imposto “mortágua” e provocou a crise do arrendamento na habitação, com a retirada de milhares de fogos do mercado. Ainda em conluio com eles, decidiu atirar ao lixo na TAP, a obscena quantia de três mil e duzentos milhões de euros dos impostos dos desgraçados contribuintes portugueses, assim com a maior facilidade do mundo.

Ainda da TAP, foi ele mesmo, enquanto ministro, que autorizou o pagamento de uma indemnização de meio milhão de euros à ex administradora Alexandra Reis, indeminização afinal ilegal, provando-se assim, a quem tivesse dúvidas, a forma leviana como o novo secretário-geral do PS e candidato a primeiro-ministro usa e abusa do dinheiro do Estado, em jeito de rebaldaria financeira. Sabe-se agora, ainda na rota da paixão que nutre pelos extremismos esquerdistas, que deu instruções para a compra de ações dos CTT, visando a sua renacionalização, assim às escondidas, usando como sempre o dinheiro dos contribuintes a seu belo prazer. Se isto não é gestão danosa, então não imagino o que seja.

Mas PNS, como bom socialista que é e também faz parte da cartilha do partido, usa a sua carreira política e os cargos que ocupa, para acautelar os negócios privados, tanto dele como da empresa da família, e vai daí, enquanto foi ministro, obviamente por ocasional coincidência, a empresa amealhou bastante mais de mil milhões de euros, de 22 contratos com o Estado, dos quais 16 foram por ajuste direto. Mas o Nuno também é daqueles radicais de esquerda que acusa como culpados dos altos preços da habitação, aqueles a que ele chama de “especuladores”, sabendo-se que em 2019 vendeu em Lisboa um imóvel por 485 mil euros, que dois anos antes tinha adquirido por 280 mil, com 74% de lucro, é caso para o grande Pedro dizer…, dinheiro meu dinheiro meu, não há especulador maior do que eu.

Mas socialismo sempre foi isto, para brincar é com o dinheiro do povo, porque o nosso é a sério. E ele cumpre.

Mas ainda enquanto ministro, a irresponsabilidade com que anunciou a localização do novo aeroporto, de imediato desmentido pelo próprio primeiro-ministro, fica para a história como um dos atos mais anedóticos da política portuguesa. Sempre pronto a fazer anúncios bombásticos, prometeu inúmeras vezes uns milhares de quilómetros de linhas ferroviárias, das quais construiu, zero.

Mas no congresso, algum responsável do partido falou na desgraça que reina nos hospitais? Ou nos muitos milhares de alunos sem professores? Ou no gravíssimo problema da habitação criado exclusivamente pelo governo socialista? Ou nos serviços públicos de uma forma geral, que são os piores de todos tempos? Nada de nada, pelo contrário. O que se ouviu foi que os culpados de tudo isto são, ou anterior governo ou, em última instância, o Salazar também serve.

Este grupo de socialistas, no governo há 8 infindáveis anos, dos quais tiveram de ser demitidos 15 membros, em que se inclui o próprio primeiro-ministro, porque foram apanhados na prática de atos ilícitos, jamais teriam a capacidade de reconhecer o fracasso provocado pela sua incompetência e incapacidade governativa.

O que se ouviu foram as queixas de perseguição do Ministério Público e do Presidente da República. Qualquer um serve, na hora de branquear a falta de vergonha socialista.

O novo secretário-geral do PS, também candidato a primeiro ministro, pasme-se, tem sobejas provas dadas de que a imaturidade associada à irresponsabilidade, complementada pela incompetência, são a sua imagem de marca e apresenta este CV – Cadastro Vergonhoso, esclarecedor e dignificante.

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