MARÍA OROPEZA. LÍDER DE MOVIMENTO DA OPOSIÇÃO A MADURO É PRESA EM CASA

Marta Roque

 María Oropeza foi presa por militares de Nicolas Maduro na terça-feira em sua casa, as imagens do seu sequestro estão incluídas no vídeo na conta do Instagram, que apresenta a última chamada da advogada e opositora de Maduro aos venezuelanos, minutos antes de ter sido presa.
A advogada portuguesa a viver na Venezuela, é a coordenadora do movimento que apoia Maria Corina Machado, líder da oposição, e o novo Presidente eleito Edmundo González Urrutia.
Os seus apoiantes nas redes sociais manifestam palavras de denuncia ao seu desaparecimento: “protestemos contra a prepotência de @NicolasMaduro e do @Gobiernodevnzla, exijamos a libertação de @mariaoropeza94 e o respeito da vontade popular que elegeu @EdmundoGU” #MariaOropezaSecuestrada.

Segundo o advogado José Ribeiro e Castro o ditador Nicolas Maduro não aceita que perdeu e não se retira para dar lugar àquele que o povo elegeu. “Entrincheira-se atrás de partidários, de militares e de polícias, mentindo, ameaçando e prendendo,” diz.

“Vi há umas horas um apelo de Maria Corina Machado e quis segui-lo. É nosso dever fazê-lo. Passadas quase 24 horas de ter sido levada, ainda não se sabe onde esteja, nem o que lhe estejam a fazer. Está sequestrada. Para ver o rosto da razão, basta olhar a cara de María Oropeza e ouvir o seu tom. Não tem nada a ver com os rufias e as megeras do madurismo, gente cega pelo poder, embriagada pelo mando,” denuncia José Ribeiro e Castro à redação do Estado com Arte Magazine.

O sequestro de María Oropeza é uma resposta de Maduro à carta conjunta do candidato presidencial Edmundo González Urrutia e a líder opositora Maria Corina Machado que pediram o fim da repressão à população, adianta a agência noticiosa AFP — Caracas.

No documento, os opositores afirmaram que a eleição de 28 de julho foi “uma avalanche eleitoral”, e acusaram o presidente Nicolás Maduro de tentar realizar um “golpe de Estado”.

Residem 281 mil portugueses na Venezuela que pedem ajuda ao Estado português para não reconhecer a vitória presidencial de Nicolas Maduro.

Na repressão dos últimos dias, já morreram 24 inocentes, havendo 40 desaparecimentos forçados e mais de 1200 presos, número que não para de aumentar de dia para dia.

Seja Apoiante

O Estado com Arte Magazine é uma publicação on-line que vive do apoio dos seus leitores. Se gostou deste artigo dê o seu donativo aqui:

PT50 0035 0183 0005 6967 3007 2

Partilhar

Talvez goste de..

Apoie o Jornalismo Independente

Pelo rigor e verdade Jornalistica