O papel técnico do levantamento 3D de bens móveis e imóveis no combate ao tráfico ilícito e na identificação de bens culturais é um registo digital de alta precisão, que serve como “impressão digital” para identificação forense pela Polícia Judiciária e INTERPOL.
O Projeto já realizou mais de 60 .000 digitalizações de bens móveis, criando um arquivo digital de elevada fiabilidade.
“A digitalização não é apenas um ato de divulgação, é um ato de proteção. Ao termos um registo técnico tão profundo de cada peça e monumento, estamos a elevar a barreira contra o crime organizado no setor da cultura, garantindo que o património português está devidamente documentado e protegido em bases de dados internacionais,” afirma Luís Sebastian, Diretor do Departamento de Transição Digital, ao Estado com Arte Magazine.
O projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360, é uma iniciativa do Património Cultural, I.P. financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), assume-se “como uma ferramenta estratégica na segurança do património nacional. Através da produção de levantamentos 3D e digitalizações de alta resolução, o projeto dota as autoridades de provas forenses cruciais para a recuperação de bens em caso de furto ou tráfico ilícito”, revela Luís Sebastian.
Com mais de 60.000 bens culturais móveis já digitalizados, o PCIP criou um repositório de informação técnica que funciona como uma “identidade digital” de cada peça.
Em caso de desaparecimento, estes registos permitem à Polícia Judiciária e à INTERPOL a identificação rigorosa dos objetos através da comparação de geometrias e texturas captadas com precisão milimétrica.
Além dos bens móveis, o levantamento 3D de 35 imóveis classificados, que incluem monumentos e sítios arqueológicos, recorre à tecnologia laser scanning para gerar nuvens de pontos georreferenciadas.
Este mapeamento rigoroso permite monitorizar a integridade dos sítios, facilitando a deteção de alterações, servindo de base para investigações periciais.


