Bricolagem Antropológica

Manoel Vasconcelos, Sociólogo e Investigador

O objectivo dos wokes é desconstruir todo o património cultural e científico com a intenção de instauração uma ditadura em nome do bem e da justiça social.
É tudo isto e muito mais que Braunstein explica e contextualiza no seu ultimo livro  “A Religião Woke”, apoiado por textos, teses, conferências e ensaios, que cita e explica longamente, para denunciar esta nova religião que destrói a liberdade, a sociedade e a humanidade.
Um ensaio chocante e salutar que o leitor não pode perder para compreender como a cultura do ocidente está agonizante.

Uma onda de loucura e intolerância está a abater-se sobre o mundo ocidental. Com origem nas universidades americanas, a religião woke está a varrer tudo à sua passagem: universidades, escolas, empresas, meios de comunicação social e cultura.
“A teoria de género esforça-se por apagar a diferença sexual e os corpos. Contudo, precisa também de fazer esquecer o mundo real, por exemplo, aquele onde as mulheres engravidam e não os homens, para não “ofender” os habitantes do mundo imaginário do género.

Jean–François Braunstein, nasceu em Marselha, França, em 4 de novembro de 1953. Licenciou-se em Literaturas Modernas e Literaturas Clássicas e, posteriormente, em Filosofia, sendo mestre em Literaturas Clássicas e doutorado em Filosofia. É membro da Sociedade Francesa de Filosofia e especialista em história e filosofia das ciências. Foi professor titular de Filosofia Contemporânea na Sorbonne e investigador no laboratório EXeCO (Experiência e Conhecimento).

Historiador do pensamento médico e da filosofia francesa dos séculos XIX e XX, e um dos principais estudiosos, em todo o mundo, de epistemologia histórica e metodologia da história das ciências. Escreveu livros polémicos, como La Philosophie devenue folle: le genre, l’animal, la mort, em que contesta vigorosamente as teses da teoria do género de Judith Butler e do animalismo de Peter Singer, que visariam apagar o que biologicamente diferencia homens e mulheres, humanos e animais. A Religião Woke é o seu último livro.

Com o género, lidamos pela primeira vez com o desenvolvimento de uma espécie de solipsismo radical que promove a ideia de que existem apenas consciências, mas também de que estas consciências fabricam o mundo.

E este solipsimo torna-se numa ilusão de massas, encorajada pelo desenvolvimento da vida virtual, criando identidades improváveis que só pode acontecer através das comunidades na internet. O mundo torna-se assim numa ilusão e, para quem continua ligado à realidade, um verdadeiro caos, tanto que estas identidades serão permanentemente sujeitas a revisão: a fluidez do género implica que possamos ser isto ou aquilo ou ainda outra coisa, de um dia para o outro. O que, até recentemente, apelidávamos de delírio ou perturbação da personalidade torna-se hoje em dia numa “identidade fluida.”

Numa guerra declarada à realidade em nome da luta contra a discriminação, a teoria de género defende que o sexo e o corpo não existem e que só a consciência é que importa. Todo o conhecimento é situado e não existe ciência objectiva, nem mesmo nas ciências exactas.

O objectivo dos wokes é desconstruir todo o património cultural e científico com a intenção de instauração uma ditadura em nome do bem e da justiça social.
É tudo isto e muito mais que Braunstein explica e contextualiza no livro  “A Religião Woke”, apoiado por textos, teses, conferências e ensaios, que cita e explica longamente, para denunciar esta nova religião que destrói a liberdade, a sociedade e a humanidade.
Um ensaio chocante e salutar que o leitor não pode perder para compreender como a cultura do ocidente está agonizante.

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