Miguel Macedo (1959-2025) morreu esta 5a feira, vítima de ataque cardíaco aos 65 anos. O antigo líder parlamentar do PSD afastou-se da vida política em 2014, após se ter demitido do cargo de ministro da Administração Interna, foi acusado de três crimes de prevaricação e um de tráfico de influência no caso dos Vistos Gold, Operação Labirinto. Foi ilibado em janeiro de 2019.
Em novembro de 2015, Miguel Macedo foi acusado pelo Ministério Público da prática de três crimes de prevaricação de titular de cargo político e um crime de tráfico de influências, no âmbito do processo dos vistos gold. Em janeiro de 2019, foi absolvido de todas as acusações.
Margarida Mano, Presidente da secção portuguesa da Transparência Internacional e Vice-Reitora da Universidade Católica Portuguesa diz de Miguel Macedo, ao Estado com Arte Magazine, que era “um homem íntegro, sério, inocente, que preferiu demitir-se a deixar que beliscassem o lugar público que ocupava.”
“Será sempre para mim uma referência,” assume Margarida Mano.
Em julho de 2015, a Comissão de Ética da Assembleia da República decidiu, levantou a imunidade parlamentar do então ministro, que foi constituído arguido por prevaricação e tráfico de influências em setembro desse ano.
Foi acusado pelo Ministério Público da prática de três crimes de prevaricação de titular de cargo político e um crime de tráfico de influências. Em janeiro de 2019, foi absolvido de todas as acusações. Mas acabou por retirar-se da vida política ativa.
Há alguns meses aceitou participar como residente, substituindo António Lobo Xavier, no programa de análise política, “Principio da Incerteza”, juntamente com José Pacheco Pereira e Alexandra Leitão, na TVI.
Miguel Macedo foi Secretário de Estado da Juventude do primeiro governo de maioria absoluta de Aníbal Cavaco Silva (1990 e 1991), com o ministro de António Couto dos Santos, já falecido.
Entre 2002 e 2005, integrou os governos de coligação PSD/CDS-PP de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes, como secretário de Estado da Justiça, tendo como ministros, respetivamente, a centrista Celeste Cardona e o social-democrata José Pedro Aguiar-Branco, o atual presidente da Assembleia da República.
Ocupou o cargo de secretário-geral do partido (2005 e 2007). Com Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro, liderou o Grupo Parlamentar. Depois das eleições legislativas de 2011 foi nomeado ministro da Administração Interna.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi membro da Assembleia Municipal de Braga (1989 a 1993), e vereador da Câmara Municipal (1993 a 1997), a cidade onde nasceu a 6 de maio de 1959. Era advogado e foi dirigente da Associação Académica de Coimbra.
Ontem, na Assembleia da República, antes do plenário, os deputados levantaram-se para para aplaudir Miguel Macedo, após ter sido recordado por Hugo Soares, líder da bancada parlamentar do PSD, numa despedida bastante emotiva a “um verdadeiro príncipe da política.”


