Depois do desaparecimento do Bloco e do PCP, da Assembleia madeirense, já nas eleições anteriores, foi agora a vez do PAN ser eliminado e do PS sofrer mais uma forte quebra de votação, com perda de três deputados e a passagem a terceira força política.
As eleições da Madeira não nos trouxeram nada de novo, deixaram-nos apenas confirmações.
Confirmaram que o povo português não se importa de eleger e de ser governado por gente menos aconselhável (reparem como eu estou moderado na linguagem), mesmo que suspeita de crimes graves praticados no exercício de funções públicas, como é o caso do presidente do governo regional e presidente do PSD Madeira, arguido por corrupção, mas ao povo isso interessa pouco ou nada e voltou a elegê-lo, como exemplo do que já tinha sucedido no caso de Isaltino Morais, que mesmo depois de provado em tribunal e de ter cumprido pena de prisão, voltou a ser eleito, pelo povo de Oeiras, presidente de Câmara, “rouba, mas faz”, lá diz o tal povo, coitado.
Benditas as leis que permitem que gente desta espécie possa voltar a exercer qualquer cargo público, seja ele de eleição ou de nomeação. As tais leis que dão cobertura a delinquentes políticos-
Também confirmaram que quem toma uma iniciativa que vise o derrube de um governo, é penalizado pelo tal povo, porque mesmo com os tais políticos pouco ou nada recomendáveis, querem aquilo a que chamam “estabilidade”, a estabilidade da corrupção, a estabilidade do branqueamento de capitais, a estabilidade da participação económica em negócios, a estabilidade do tráfico de influências, etc…, é a estabilidade que o povo quer. Enquanto essa “estabilidade” permanecer, as contas bancárias deles continuam a encher.
Mas a Madeira veio também confirmar algo de bom, ou muito bom para o país, é que a esquerda continua em rota de extinção. Depois do desaparecimento do Bloco e do PCP, da Assembleia madeirense, já nas eleições anteriores, foi agora a vez do PAN ser eliminado e do PS sofrer mais uma forte quebra de votação, com perda de três deputados e a passagem a terceira força política.
Que este seja um bom prenúncio para as eleições legislativas e que Portugal vá alinhando pelo rumo que a generalidade da Europa vem tomando, para que o progresso seja uma realidade, depois de décadas de decadência política, social e económica, com vista à retoma da identidade nacional e dos valores civilizacionais e patrióticos.
Que a 18 de Maio se confirme esta tendência de extinção da esquerda, de que o país tanto necessita, para bem de Portugal e dos portugueses.


