Primeiras notas sobre legislativas 2025 

Sónia Ramos, ex-deputada do PSD
Portugal falou. Não queria eleições e penalizou quem as provocou. Esperava-se sentido de Estado por parte do PS, que provou não estar à altura das suas responsabilidades como partido fundador da Democracia. 
Vai fazer agora a travessia do deserto. 
Portugal reforçou a confiança em Montenegro e na AD. É indiscutível!
Portugal virou à direita. AD cresce, Chega cresce e ganha distritos, IL ontem mais um deputado face aos 8 eleitos em 2024.
Portugal virou à direita com uma das maiores derrotas da esquerda de sempre. Bloco de Esquerda desaparece. Do Bloco resta uma deputada única. O PCP desaparece nos distritos de quase sempre. Desde 2022 que não tem Deputado eleito por Évora, e mantém-se a tendência. Também em todo o Alentejo. Setúbal também lhes falhou. PAN elege à ultima hora. Livre é a única exceção como já era previsível.
O PS sofre uma hecatombe. Pedro Nuno Santos é o grande derrotado da noite eleitoral.
Demitiu-se. Erro histórico ter chumbado a Moção de Confiança. Tinha umas eleições autárquicas para ganhar. É caso para dizer, quem tudo quer tudo perde. Vamos ver se mantém o segundo lugar nacional quando os votos da emigração estiverem definitivamente apurados.
No distrito de Évora o PCP desaparece e o PS mantém o único distrito do país pintado, ainda, a rosa. Mas não no concelho de Évora, onde a AD ganhou, liderando a maioria das freguesias. Grande vitória, também, dos protagonistas locais cujo trabalho político tem sido muito consistente. Apesar da AD ter passado do segundo para terceiro lugar no distrito de Évora, apenas por dez votos de diferença, aumentou a votação em cerca de mil votos face a 2024.
Portugal falou. Não queria eleições e penalizou quem as provocou. Esperava-se sentido de Estado por parte do PS, que provou não estar à altura das suas responsabilidades como partido fundador da Democracia.
Vai fazer agora a travessia do deserto.
Esperemos que se comporte na aprovação do programa de governo à altura, e não mantenha a rota autofágica.
Agora, deixem o Luís trabalhar.

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