Editorial. Mulher revela a tua essência

Marta Roque, Coordenadora Editorial Estado com Arte Magazine

As oportunidades, cargos, relações, dificuldades e desafios na vida não nos limitam, nem nos definem. Antes são provas que nos testam a resiliência perante os imensos desafios, para nos descobrirmos por dentro e compreendermos melhor as dificuldades de outras mulheres, que vivem no silêncio dramas que nem imaginamos. Mulheres que não tiveram as mesmas oportunidades,  que não fizeram as nossas escolhas, nem vem o mundo como nós o vemos.

Neste mês de março celebramos a 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, uma data histórica para nos recordar o valor de todas as mulheres, em todas as profissões, circunstâncias e vicissitudes da vida.

Numa época em que as raparigas já são a maioria nas universidades em Portugal, o que por si demonstra a evolução desde 1974, há, no entanto, um retrocesso na igualdade salarial desde 2022.

Com a pandemia a sociedade mudou, com a necessidade de cuidar dos filhos e dos mais frágeis, a mulher é a primeira na linha da família a sustentar as tarefas domésticas. Mas também aqui as novas gerações estão a mudar, a lei laboral já permite que o homem possa dividir o apoio em casa aos filhos menores de doze anos.

Vários estudos atestam  que à medida que a mulher entra no mercado de trabalho a ascensão na carreira vai encontrando barreiras, quando  decide casar e ter filhos. Esta situação é apenas a “ponta do iceberg”, tal como escuto em muitas conferências. É nesta altura que a mulher tem um longo caminho para se superar e lutar pelas suas conquistas familiares e no mundo laboral.

As oportunidades, cargos, relações, dificuldades e desafios não nos limitam, nem nos definem. Antes são provas que nos testam a resiliência perante os imensos desafios, com o objectivo de nos descobrirmos por dentro e compreendermos melhor as dificuldades de outras mulheres, muitas delas vivem no silêncio dramas que nem imaginamos. Mulheres que não tiveram as mesmas oportunidades,  que não fizeram as nossas escolhas, nem vêm o mundo como nós o vemos.

Apenas pelo simples facto de sermos mulheres temos uma dignidade ímpar e igual ao homem. Nem mais, nem menos. Não somos melhores, nem piores do que os homens, somos diferentes, mas iguais na dignidade humana.

Diferentes nas particularidades femininas, mas que complementam a maneira de ser diferente dos homens.

Que esta riqueza da singularidade da mulher num mundo ainda dominado pela mentalidade masculina não se perca nas vicissitudes da vida e do trabalho; nas contrariedades do olhar dos outros nas escolhas por vezes erradas, nas conquistas e fracassos…aparentes.

Mulher respira fundo e recomeça hoje, agora, amanhã. Sê inteira, e que nada te pare na caminhada para a plenitude de seres mulher.

Escrevo a pensar nas mulheres, mas se algum homem se identificar: acredita em ti, luta para seres melhor, ainda vais a tempo para entender o significado da dignidade da vida humana.

Esperamos que o novo Presidente da República, António José Seguro, seja sensível a este tema das mulheres, como demonstrou na campanha eleitoral para o apoio às vítimas de violência doméstica. São necessárias medidas preventivas na Educação para acabar com  o fosso  criminal, educando a cidadania para relações saudáveis, como forma de evitar a perpetuação do ciclo de violência.

Seja Apoiante

O Estado com Arte Magazine é uma publicação on-line que vive do apoio dos seus leitores. Se gostou deste artigo dê o seu donativo aqui:

PT50 0035 0183 0005 6967 3007 2

Partilhar

Talvez goste de..

Apoie o Jornalismo Independente

Pelo rigor e verdade Jornalistica