A Bohio Creative apresenta _Biofilia_, uma exposição individual da artista Zélia Évora, com inauguração no dia 2 de maio, sábado, a mostra vai estar patente ao publico até 30 de maio. A exposição tem a curadoria de Franchesca Melendez.
A partir do conceito de biofilia—que significa literalmente “amor à vida” ou aos sistemas vivos—esta exposição reflete a tendência inata dos seres humanos para estabelecer ligações com a natureza e outras formas de vida. Nesta mostra de linogravura, Zélia Évora explora “o ciclo ao qual todos pertencemos, onde o simples ato de respirar constitui, por si só, uma ligação entre os seres humanos, as plantas e o mundo natural”, conta Franchesca Meledez ao Magazine Estado com Arte sobre esta exposição da artista Zélia Évora
Com um foco especial na polinização, a exposição evidencia as formas subtis e essenciais de colaboração entre diferentes seres vivos, fundamentais para a continuidade da vida. A artista convida o público à consciencialização desta interdependência e à redescoberta de memórias profundas de pertença ao mundo natural.
A prática artística de Zélia Évora centra-se na linogravura, meio pelo qual se expressa “através de um processo orgânico que lhe permite materializar memórias e ideias. O seu trabalho traduz-se na criação de narrativas que, apesar de simples, são profundamente universais e partilhadas”, explica a curadora Franchesca Melendez.
A artista interessa-se “pela repetição de uma mesma imagem e pela sua transformação através da variação da tinta e do papel, permitindo que cada impressão adquira uma identidade própria”. Frequentemente, incorpora elementos de costura—referências ao seu passado—assim “como padrões em ziguezague que evocam o ritmo do batimento cardíaco no presente,” sublinha Melendez.
“Zélia Évora demonstra um fascínio pela fragilidade e força do papel de arroz, bem como pela precisão dos tempos do seu processo: o ensopar, a secagem e a espera até ao momento em que o som do rolo e da tinta indicam que está tudo pronto. A ousadia da folha de ouro e a definição final de um título são também elementos essenciais na sua linguagem visual, diz a curadora da exposição Franchesca Melendez.
Através destes registos quase diários, a artista procura estabelecer uma ligação entre as suas experiências pessoais e as memórias que cada obra pode despertar em quem a observa, tornando cada peça, de
certa forma, também pertença do público.
A exposição individual da artista Zélia Évora, com inauguração no dia 2 de maio, sábado, vai estar patente ao publico até dia 30 de maio.


