Gonçalo da Câmara Pereira: “Israel foi atacado assim como a Ucrânia e que não podemos ter dois pesos e duas medidas.”

Marta Roque

Portugal reconheceu ontem oficialmente o Estado da Palestina, mas apesar do alinhamento de Portugal e de vários países aliados, como a França, Espanha e Reino Unido, nesta matéria de política internacional pela defesa do povo palestiniano, Gonçalo da Câmara Pereira líder do Partido Democrático  não concorda com esta decisão de Portugal.

O anúncio foi feito pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa declaração na Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

“Hoje, dia 21 de setembro de 2025, o Estado português reconhece oficialmente o Estado da Palestina”, afirmou o chefe da diplomacia, apelando a um cessar-fogo imediato, à libertação dos reféns e ao restabelecimento da ajuda humanitária em Gaza.

Gonçalo da Câmara Pereira líder do Partido Monárquico, PPM,  não concorda com esta decisão de Portugal. Questionado pelo Estado com Arte Magazine considera “que é um anti-semitismo primário. Israel foi atacado, e o Hamas durante anos criou um povo terrorista que se esconde,  ataca atrás de mulheres  e crianças.”

O monárquico justifica que Israel “é defensor dos valores judaico-cristãos. Devíamos defende-los em vez de acusar.” Garante que “não é genocídio, porque Israel foi o estado atacado”. A seu ver durante anos o Hamas criou um povo terrorista que coloca mulheres e crianças na linha da frente com atiradores por traz. “Impossibilitando o combate directo e a sua eliminação”. Acrescenta que o “povo dito palestino é conivente com o fim do Estado de Israel defensor dos valores ocidentais”. “Que outra forma há para se protegerem se não for a eliminação de todos os elementos do Hamas financiado por todos os inimigos de Israel e ensinamentos da jiahd de Maomé?, pergunta Gonçalo da Câmara Pereira.

Recorda que Israel foi atacado assim como a Ucrânia e que “não podemos ter dois pesos e duas medidas.”

Paulo Rangel sublinhou que esta decisão não apaga a catástrofe humanitária em curso, mas pretende contribuir para a solução de dois Estados, reiterando também o direito de Israel à existência e às suas necessidades de segurança, bem como a condenação dos ataques terroristas de 7 de outubro e do Hamas.

O Ministro destacou que a escolha do local do anúncio simboliza a centralidade da ONU como única via para alcançar uma paz justa e duradoura. Disse ainda que a decisão foi tomada após consultas institucionais, e que confirma a convergência do Presidente da República e de uma larga maioria dos partidos com assento parlamentar.

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